Belicosa https://belicosa.com.br netnografia e comportamento digital por Maria Augusta Ribeiro Fri, 22 Sep 2017 13:46:23 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.8.2 Crise no Mundo dos Influenciadores Digitais https://belicosa.com.br/crise-no-mundo-dos-influenciadores-digitais/ https://belicosa.com.br/crise-no-mundo-dos-influenciadores-digitais/#respond Thu, 21 Sep 2017 07:00:41 +0000 http://belicosa.com.br/?p=8664 Quantos de nós chegam com um smartphone na mão e uma ideia na cabeça, e se tornam influenciadores digitais famosos? O que parece ser uma fórmula de sucesso para empreender, hoje não é mais sinônimo de sucesso. A ação psicológica que um influencer exerce sobre seus seguidores é o core de muitos negócios digitais. De ...

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Quantos de nós chegam com um smartphone na mão e uma ideia na cabeça, e se tornam influenciadores digitais famosos? O que parece ser uma fórmula de sucesso para empreender, hoje não é mais sinônimo de sucesso.

A ação psicológica que um influencer exerce sobre seus seguidores é o core de muitos negócios digitais. De blogs a youtubers, muitos dos nomes conhecidos hoje aconteceram de forma espontânea, e dali se profissionalizaram.

Porém, o universo regado a upload de vídeos, eventos marcantes e muito flashes, esconde uma realidade sombria que ninguém quer reconhecer: Fazer sucesso digital em tempos de excesso de dados é difícil.

Algumas micro celebridades de ontem já não são mais o frisson de hoje, e acabam por experimentar a pressão exercida pelo mercado de dividir a responsabilidade de influenciar o consumidor com quem apenas apresenta um produto ou serviço.

E muitos desses youtubers, blogueiras e criadores de conteúdo se veem em meio a uma crise de identidade, afetando seu trabalho, e sem um direcionamento que deveria ter ocorrido no planejamento de suas carreiras.

Sem dinheiro, sem emprego, e com processos instaurados por difamação e multas milionárias, muitos optam por sair das redes sociais para evitar mais dessabor financeiro.

Não bastando o tamanho do stress proporcionado por carreiras que foram baseadas em pouco conteúdo ou se tornaram desestimulantes, muitas dessas celebridades flutuam num limbo regado ao anonimato.

Da mesma forma que existe gente muito bacana fazendo sucesso, em qualquer lugar há gente ruim, desqualificada e iludida por propostas relâmpago, que incentivam de crianças a idosos a se jogarem no universo dos influenciadores digitais sem qualquer estrutura para empreender.

Uma universidade de Recife lançou recentemente, um curso de graduação para formar Influenciadores digitais. A grade curricular inclui aulas de planejamento estratégico, gestão de mídias sociais e técnicas de vídeo e escrita.

O que para uns é absurdo, para outros é oportunidade. Mas, se levarmos em consideração a grade de atividades do curso, porque não formar jornalistas, em vez de pessoas com noção de técnicas de escrita, ou gestores, em vez de alguém que vai ter uma ideia do que é um planejamento estratégico.

Nesse caso compartilho da mesma visão de grande parte da população: não acredito em pessoas sendo formadas para serem influenciadores; acredito em pessoas que merecem uma educação sólida para aííí com conhecimento se tornarem influenciadores.

Desde muito pequenos, pais incentivam seus filhos a criar canais no Youtube, Instagram ou blogs, com a ilusão de que podem ser o novo Windersson. O que vai criar gerações de pessoas frustradas, em busca de aceitação continua, feita somente pelas redes sociais, e não pelo reconhecimento por seu mérito.

Qualquer criador de conteúdo trabalha muito, investe seu dinheiro em pessoas qualificadas, e não fica flanando nas redes sociais apenas por que quer ser uma celebridade.

A internet deu voz a muita profissão nova, gente diferente e conteúdo original. Mas esse mesmo espaço jamais perdoará falta de informação ou preparo psicológico de quem deseja apenas receber presentes para indicar marcas com vídeos mal feitos e erros de português em suas plataformas digitais.

Por: Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, especialista em Netnografia e Comportamento Digital – Belicosa.com.br

 

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Empreendedorismo às Avessas. https://belicosa.com.br/empreendedorismo-as-avessas/ https://belicosa.com.br/empreendedorismo-as-avessas/#respond Tue, 05 Sep 2017 10:00:47 +0000 http://belicosa.com.br/novo/?p=8143 Empreender não é uma tarefa fácil. Mas a busca por novos formatos de carreiras tem levado milhões de pessoas a empreender com a ilusão de que para isso basta pedir demissão e ter paixão pelo seu novo negócio que vai ter sucesso. A enxurrada de novos empreendedores está trazendo para o mercado a urgência de ...

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Empreender não é uma tarefa fácil. Mas a busca por novos formatos de carreiras tem levado milhões de pessoas a empreender com a ilusão de que para isso basta pedir demissão e ter paixão pelo seu novo negócio que vai ter sucesso.

A enxurrada de novos empreendedores está trazendo para o mercado a urgência de educação empreendedora, para capacitar as pessoas para os desafios a serem encontrados quando o assunto é empreendedorismo.

Até aqui nada de novo. O negócio é que, com o volume de novos autores, palestrantes e pesudos inovadores apenas na ficção. O movimento esta induzindo de forma errada o que, de fato, é empreender na vida real. E com isso formando uma geração de desempregados no futuro.

Recentemente conversei com uma jovem que disse: “Belicosa, tive uma ideia brilhante, pedi demissão para trabalhar na internet como você”. Antes que ela terminasse a frase a minha cara de espanto já era realidade.

Ela me contou que trabalhava num escritório de arquitetura há 2 anos e que adorava. Era líder de equipe, tinha um CEO que admirava, tinha uma série de benefícios e ganhava bem. Então, qual era o problema? Nenhum, vou empreender, lá já não há mais nada que possa aprender.

A minha cara não tinha mais aonde pôr caretas tentando compreender os porquês daquela atitude. Mesmo observando o comportamento dos mais jovens em ambiente digitalizado, sempre há momentos em que preciso rever conceitos. E aquele era um deles.

Foi quando perguntei por que ela queria empreender. Ah! Porque é bem mais fácil, vou trabalhar quando quiser, de forma remota e quando não souber de algo pego um vídeo no Youtube sobre motivação e volto com força total.

A ideia de que todas as experiências de carreira foram supridas num trabalho convencional faz das pessoas presunçosas, em vez de empreendedores. Concordo, se você não está feliz no seu trabalho, procure algo que lhe estimule. Mas o empreendedorismo está sendo vendido por nós, como algo que possa ser feito sem a resiliência suficiente para lidar com as adversidades do mercado.

Cada vez que ela abria a boca, tudo o que saia me arrepiava. Então, todo o esforço, mesmo que com erros de jovens empreendedores, estava direcionando um futuro incerto e frustrado de alguém que era brilhante em seu trabalho atual, mas foi iludido por um mercado que acha que vender cursos e mentorias pelo Sebrae vai resolver seu fluxo de caixa quando as contas não fecharem no fim do mês.

Tentando barganhar com ela, o assunto ficava cada vez mais tenso, pois percebia que estava decida e que não havia qualquer noção de risco na ideia de empreender. Foi quando mais 3 pessoas se juntaram à conversa e que experimentavam a mesma percepção errada de empreendedorismo.

Passamos tanto a ideia de que todo mundo pode empreender e que estamos no filme rede social onde Mark zuckerberg fez o Facebook em 2 horas e ficou bilionário, que todo mundo compra.

Que qualquer um pode ir no Shark Tank que os tubarões vão virar seus sócios, que vão ficar famosos e que nada vai ser cobrado. Nem o trabalho duro, nem a grana de volta, se tudo der errado.

Outra amostra de que estamos na contramão da educação empreendedora é que em muitos lugares há leis que proíbem o uso de internet nas escolas públicas, mas incentivam programas de governo de parques tecnológicos, ou seja, como vamos capacitar essa turma para o uso adequado da tão falada inovação disruptiva se proibimos eles de acessar a internet?

No meio da minha fala tentava mostrar para os que me ouviam o quanto desafiador era, e que, depois de empreender, o negócio precisaria de uma pessoa com perfil de liderança para sustentar sua equipe. Foi aí que as caretas se inverteram. Como assim? Vamos precisar contratar pessoas?

Sim, cara pálida, nenhum grande negócio nasceu de uma ideia brilhante e aconteceu sozinho. Mas eu já tenho o plano perfeito! Basta ir atrás de financiadores com uns pitchs e ppts super bacanas que conseguimos a grana… mas sabemos que não é assim.

A ideia de que empreender não precisa de um modelo de negócio não é falta de informação, e sim de percepção, diante de tantos empreendedores de palco vendendo apenas sucesso, sem agregar o quão difícil pode ser a parte operacional.

O Brasil é campeão em desestimular quem deseja empreender. E estamos criando uma legião de pessoas que não sabe que o país esmaga a maioria dos negócios em processos trabalhistas, impostos e taxa de juros.

Gostaria de ver mais gente preocupada em fazer livros, curso e palestras que ensinassem, na prática, como é difícil ter um CNPJ no Brasil. E que preparassem essa moçada água com açúcar, que se isso não for barreira para empreender, prossiga.

A conversa bizarra com a menina quase brilhante me fez perceber que, por mais que as pessoas não digam, está todo mundo mais preocupado em ser ranking no Google e capa da Exame do que apostar numa ideia como negócio que, como toda atitude, tem seus riscos e merece atenção.

Por: Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, especialista em Netnografia e Comportamento Digital – Belicosa.com.br

 

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Privacidade Digital: Direito ou Necessidade? https://belicosa.com.br/privacidade-digital-direito-ou-necessidade/ https://belicosa.com.br/privacidade-digital-direito-ou-necessidade/#respond Thu, 31 Aug 2017 10:00:23 +0000 http://belicosa.com.br/novo/?p=8132 Uma vez conectados, eternamente juntos. Se não tem amizades assim, deveria se perguntar como a internet transformou nossas relações em ambientes digitalizados para a vida toda. A provocação faz sentido quando questionamos se a privacidade digital é somente direito ou uma necessidade atual. As inovações tecnológica mudaram a realidade social do físico para o digital. ...

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Uma vez conectados, eternamente juntos. Se não tem amizades assim, deveria se perguntar como a internet transformou nossas relações em ambientes digitalizados para a vida toda. A provocação faz sentido quando questionamos se a privacidade digital é somente direito ou uma necessidade atual.

As inovações tecnológica mudaram a realidade social do físico para o digital. Se você acredita que, porque não tem Facebook, e-mail ou não se adaptou ao whatsapp não está online, se engana. Mesmo quem diga que não tem um único vestígio seu na internet, basta solicitar a alguém que pesquise seu nome completo no Google e verá que a privacidade hoje em dia é algo que nos expõe.

Um estudo realizado pela Kantar mostrou que 90% dos jovens no Brasil se preocupam com seus dados circulando na internet e entendem como necessidade a privacidade online. Já os mais maduros abraçaram a ideia de que estar conectados , mas na grande maioria acreditam que todo mundo vai ser hackeado um dia e seus dados não são tão impenetráveis que mereçam tanta segurança.

A chamada privacidade digital é nada mais que a habilidade em controlar a exposição, reserva de informações e dados pessoais na internet, e isso não é brincadeira.

Já parou para pensar que, toda vez que faz uma publicação em rede social com geolocalização, é um dado seu exposto? Ou uma compra online? Quem sabe quando aceita os termos de uso de um site que amanhã pode usar uma foto sua na campanha publicitária dele sem a sua devida indenização? Se você acha que não aceitou isso tudo, atenção, aceitou simmmmm! Ou vai dizer que leu todo o contrato que o Facebook te mandou quando criou a sua conta e clickou no “aceito”.

O tema privacidade digital nos coloca em check, onde achamos que, escondendo nossas identidades e senhas, estaremos anônimos e a salvo de qualquer perigo.

As celebridades são as mais atingidas, e desejam que sua vida privada seja apenas física. Recentemente o Uber espionava todos os lugares que Beyonce ia. Como? Do mesmo jeito que pode fazer com você… Usando o número de serie do seu smartphone que é escancarado para quem quiser ver.

O Brasil é bem avançado nas punições quanto aos crimes cibernéticos, e a ONU tem uma relatoria especial sobre o direito à privacidade na era digital. Mas a reflexão proposta não é em razão dos outros, e sim da gente. Somos nós que estamos nos expondo nas rede sociais, descuidando da nossa geolocalização e deixando rastros que permitem qualquer um tirar vantagem.

Ok, Belicosa, então acredita que a privacidade digital é uma necessidade? Sim. Mesmo para alguém que trabalha com observação dos dados produzidos pelo nosso comportamento em ambiente virtual, a primeira coisa que pesquisadores na área fazem ao pesquisar um grupo é pedir permissão para estar ali e não simplesmente coletar dados e usa-los como quiser.

A recorrência do tema em Holliwood é gigantesca, e filmes como “Invasão de privacidade”, “Hackers”, “Whoami”, “Operação Takedown” e “o Círculo”, ainda sem data par estrear, fazem críticas à falta de limite entre o público e o privado, e como estamos sujeitos a sequestros de dados, estupros e à falta de segurança como um todo.

A ideia de se pensar na necessidade de cautela em tempos de conexão 24h é como podemos nos prevenir e como podemos educar a todos para usufruir dos benefícios da internet sem a exposição da privacidade.

Ensinar seus filhos que o sistema de geolocalização é algo que deve ficar desligado nos smartphones, que redes sociais não devem conter nudes de forma nenhuma, e que o ideal é não colocar nada na internet que você não queira que seja visto, são dicas poderosas para quem deseja um ambiente digital mais consciente e seguro.

Por: Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, especialista em Netnografia e Comportamento Digital – Belicosa.com.br.

 

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O que é Netnografia? https://belicosa.com.br/o-que-e-netnografia/ https://belicosa.com.br/o-que-e-netnografia/#respond Tue, 29 Aug 2017 11:00:36 +0000 http://belicosa.com.br/novo/?p=8118 A Netnografia é a etnografia que analisa o comportamento humano em grupos sociais na internet. Ela é um método de estudo da antropologia usado para descrever costumes, tradições e coletar dados por meio de técnicas qualitativas e interpretativas, a fim de entender nossa jornada online. De nome engraçado e eficiência comprovada, este método de analise ...

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A Netnografia é a etnografia que analisa o comportamento humano em grupos sociais na internet. Ela é um método de estudo da antropologia usado para descrever costumes, tradições e coletar dados por meio de técnicas qualitativas e interpretativas, a fim de entender nossa jornada online.

De nome engraçado e eficiência comprovada, este método de analise mercadológica se utiliza de informações disponíveis publicamente em ambiente digital para compreender melhor as necessidades de quem navega.

Empresas, marcas e profissionais no mundo todo utilizam a Netnografia para entender seu público alvo, reposicionar produtos e influenciar nossas escolhas na internet.

Ela serve para pesquisa mercadológica e gera insights de como os distintos comportamentos ocorrem nas comunidades online. Com isso, empresas podem desenvolver produtos, marcas, serviços cada vez mais personalizados e nas áreas de inovação, nortear o futuro.

Hoje, a Netnografia está presente no planejamento de marcas e empresas, buscando trazer o que faz sentido aos seus consumidores. É com os dados coletados de forma quantitativa e qualitativa que se busca compreender a jornada comportamental do consumidor.

Já observou como recebe e-mails marketing de empresas que nunca visitou? Ou mesmo quando acessa sua rede social já disparam um produto ou serviço relevante para você? Isso é devido a um monitoramento e análise através de um insight que pode ter sido gerado por uma pesquisa netnográfica.

O pioneiro na área é o professor Robert Kozinets, especialista em mídias sociais, pesquisas de marketing e branding, cujo trabalho é reconhecido mundialmente, o pioneiro na área. Ele criou a Netnografia para compreender por que pessoas eram fãs de Star Wars e Star Trek em seu doutorado. E seu livro, Netnografia —Realizando Pesquisa Etnográfica Online é amplamente utilizado.

Apesar de muito útil, a Netnografia é mais complexa do que uma análise de dados ou o uso de ferramentas online. Ela é a compreensão do comportamento humano e suas escolhas como visão de futuro, sendo possível determinar tendências de inovação.

Gerações como as X, Y e Z representam as maiores forças de trabalho no mundo e determinam como, quando e onde iremos consumir. E é aí que a Netnografia bem formatada nos indica rumos para estarmos sempre atualizados.

Foi através de uma pesquisa netnográfica que a Nivea identificou a necessidade da criação de um desodorante que não manchasse as roupas pretas e brancas sugeridos pelos clientes em ambiente digital, hoje conhecido como o Invisible Dry.

A Coca utilizou a técnica para descobrir temas musicais que fizessem sentido para os consumidores da Coca-Cola Zero, e assim estreitar o relacionamento da marca com esse grupo. E projetos como o SelfieCity, estudam o estilo das selfies em cinco cidades do mundo, inclusive São Paulo, revelando o real significado dos nossos percursos midiáticos ao fazer uma foto.

Empresas como Amazon, Netflix, Unilever, Facebook, Johnson&Johnson e Starbucks, entre outras, utilizam a Netnografia para, além de entender seu público, gerar conexões que façam cada vez mais sentido para quem é fiel às marcas.

Um dos usos da Netnografia mais marcantes foi feito pela Fleischman para comprovar a percepção de que a marca estava sendo consumida por jovens, mesmo sem ter uma comunicação direcionada a esse público, e assim transformar campanhas publicitárias com foco nesse jovem.

Mas, certamente o ano de 2018 será marcado por trabalhos netnográficos para campanhas eleitorais. Ela é capaz de traçar o perfil comportamental do brasileiro em relação ao candidato em que pretende votar, e compreender profundamente quais são as razões que levam brasileiros a querer estar e morar no país.

É inegável que a internet mudou nossa realidade como cidadãos, consumidores, e a sociedade moderna. Hoje estamos online o tempo todo, e isso afeta sobremaneira o conjunto de atividades que realizamos todos os dias na internet. E certamente a Netnografia estará presente para estudar, analisar e compreender o porquê do nosso consumo no universo digital cada vez mais.

Por: Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, especialista em Netnografia e Comportamento Digital – Belicosa.com.br.

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Do Youtube à Literatura dos Booktubers https://belicosa.com.br/do-youtube-a-literatura-dos-booktubers/ https://belicosa.com.br/do-youtube-a-literatura-dos-booktubers/#respond Thu, 24 Aug 2017 11:30:16 +0000 http://belicosa.com.br/novo/?p=8106 Booktubers, mas o que é isso? São pessoas que leem livros, falam sobre eles em seus canais no Youtube, e vêm modificando o mercado editorial como conhecemos. É um número cada vez maior de celebridades que explode em visualizações na internet pelo conteúdo que leem e compartilham, incentivando novas gerações de leitores. Confesso, quando comecei ...

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Booktubers, mas o que é isso? São pessoas que leem livros, falam sobre eles em seus canais no Youtube, e vêm modificando o mercado editorial como conhecemos. É um número cada vez maior de celebridades que explode em visualizações na internet pelo conteúdo que leem e compartilham, incentivando novas gerações de leitores.

Confesso, quando comecei a pesquisa sobre o tema, entrei pensando naqueles livros sem sentido de algumas celebridades que ficaram famosas via canal de Youtube e vendem milhões sei lá por quê.

Mas, aos poucos, o universo de gente que gosta de literatura e divide esse conhecimento me fez pensar em novos modelos de ensino e negócios. Afinal de contas, não há nada de errado em um jovem de 20 anos ser bem sucedido financeiramente fazendo da leitura sua profissão.

Estamos formando pessoas que gostam da experiência de ler um livro e, pasmem, na sua versão original, de papel. Nenhum dos canais que acessei tem booktubers fazendo indicações do que estão lendo em versões digitais.

A moçada é tão antenada que segmenta mercado se especializando pelo gênero que gosta de ler. E as editoras sacaram isso, e pagam para eles lerem suas publicações e fazer resenhas online, beneficiando as vendas.

O grande sucesso dos booktubers não se repete no universo literário, onde grandes editoras e bookstores fecham suas portas pela pouca procura. E alguma coisa nessa conta nos alerta para uma equação errada. Se tem mais gente lendo significa que deveríamos ter mais livros sendo vendidos, certo?

Sem entrar em mimimi de que não há incentivos a educação, cultura e os altos impostos, o que acontece com o universo dos booktubers é que eles leem livros, compartilham conteúdo, porém, nem todo mundo que assiste seus canais sai de casa para comprar um.

E assim acarreta um novo cenário: o da turma super bem informada, porém pouco aprofundada. E erros de grafia, conhecimento e pesquisa continuam a ser encontrados com grande frequência nas provas estudantis de todo o país.

Do outro lado podemos dizer que essa turma antenada criou formatos de compartilhamento de conteúdo mais atrativos aos mais jovens, e sem dúvida desperta interesse. Talvez não por todos os 16 livros em média que os booktubers leem no mês, mas por um.

Há ainda booktubers especializados em conteúdo para Enem, Toffel e exame da Ordem dos Advogados. O que não retira a responsabilidade do estudante em estudar, mas de alguma forma complementa o aprendizado.

Outra curiosidade dessa geração youtubers é que em sua maioria distribuem os livros que já leram, e raramente têm Instagram hiper bombados, pois acabam por dedicar grande parte de seu tempo à leitura.

Fui da última geração nascida sob os ventos do analógico e acredito que, quando proporcionamos formatos digitais onde o objetivo é o compartilhamento de conteúdo através da experiência de pegar um livro de papel e ler, acho fascinante.

Segundo dados do CIEP- Centro Integrados de Educação Pública, mais de 800 mil escolas no país não tem qualquer acesso à tecnologia. Porém, se imaginarmos que pelo smartphone uma criança ou jovem desestimulado pela educação se interessar pela leitura porque encontrou quem o incentive num booktuber, isso pode ser uma alternativa complementar à escola.

Quanto mais incentivarmos pessoas diferentes, de idades distintas e de realidade completamente adversa a se unir para trocar experiências, tanto no físico como no digital, teremos mais gente capaz de reter conhecimento, em vez de apenas ter uma informação instantânea, rasa ou sem benefício para a formação de outros valores.

Penso que os pais e professores deveriam embarcar nessa. Vá lá assistir um booktuber e aprenda a reconhecer a importância desse canal de comunicação efetiva. Não há nada de errado em aprender algo sobre um livro no Youtube, junto com seus filhos ou seus alunos e depois ir juntos a um sebo, livraria ou mesmo comprar online o livro e ler.

Somente juntos seremos responsáveis por desenvolver habilidades digitais e físicas, que serão experimentadas em conjunto e lembradas para a vida toda como agentes da mudança que tanto falamos por aí. Lembre-se: Internet não é vilão, é ferramenta de transformação, e você também pode. Divirta-se.

Aqui tem uma lista de booktubers bem bacana veja:

Tatiana G Feltrin

Juliana do Nuve n Literaria

Geek Freak

Ler antes de morrer

Literature-seEduardo Cilto

Cabine literaria

 

Por: Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, especialista em Netnografia e Comportamento Digital –  Belicosa.com.br

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A Tirania da Alegria Digital https://belicosa.com.br/a-tirania-da-alegria-digital/ https://belicosa.com.br/a-tirania-da-alegria-digital/#respond Tue, 22 Aug 2017 10:33:53 +0000 http://belicosa.com.br/novo/?p=8089 A sociedade moderna está conectada o tempo todo. Porém, estudos sugerem que isso não é saudável. Crianças e jovens que interagem nas redes sociais pelo menos uma hora por dia estão mais propensos a serem pessoas cada vez mais infelizes. Por que? Já reparou como todo mundo é sarado, feliz e rico no Instagram? Ou ...

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A sociedade moderna está conectada o tempo todo. Porém, estudos sugerem que isso não é saudável. Crianças e jovens que interagem nas redes sociais pelo menos uma hora por dia estão mais propensos a serem pessoas cada vez mais infelizes. Por que?

Já reparou como todo mundo é sarado, feliz e rico no Instagram? Ou publica apenas conteúdo bacanas no Facebook? E quem dirá os mega currículos no Linkedin?

Por mais que a gente negue, as redes sociais criam bolhas em torno de nós que expõe apenas o que desejamos interagir, e isso nos desconecta da realidade.

A ideia de se comparar o tempo todo é prejudicial para um adulto. Agora, imagine uma criança de 11 anos? Nunca se viu tanta cirurgia plástica, Botox e tratamentos direcionados para adolescentes em razão de se ter peles perfeitas como a de perfis no Instagram.

Cada vez mais meninas aceitam menos o corpo que têm, pois ficam idealizando um corpo via fotos com filtros, correções e photoshop, publicadas em perfis muitas vezes de pessoas que trabalham com o físico e a dieta extrema.

Além disso o estudo comprovou que, ao se aceitar menos a realidade, crianças e jovens estão sujeitos ao cyberbullyng com mais frequência, unicamente porque não conseguem bloquear os perfis de quem os agride.

Principalmente as plataformas de fotos e vídeos como Instagram, Snapchat e o cotidiano Whatsapp publicam sempre fotos de pessoas lindas, felizes e bem sucedidas.

A comparação com perfis irreais do cotidiano vivido por uma criança ou jovem é capaz de desencadear comportamentos de insatisfação para a vida toda, onde sempre irão se comparar a algo distorcido da realidade que vivem.

Outro fator prejudicial é que esta comparação será feita em seus relacionamentos, com sua equipe de trabalho, e impactará em líderes futuros super motivados e bem sucedidos, mas que jamais serão capazes de reconhecer suas fraquezas, recompensar sua equipe, e nem estabelecer afeto.

A obrigação de ser positivo o tempo todo nas redes sociais talvez não cause impacto nas pessoas com valores morais bem estruturados e amparados pela família bacana que têm. Mas, em crianças e jovens, onde isso não está totalmente desenvolvido, pode proporcionar uma vida pautada nas experiências alheias, sentimentos depressivos e infelicidade o tempo todo.

Dizem que entre o estimulo e a resposta ha um espaço para a nossa escolha, É ela que será capaz de determinar nosso crescimento e nossa liberdade. Afinal a habilidade que nos torna resiliente é pensar como vamos encarar uma queda ou rejeição e assim nos preparar para ultrapassar outros desafios impostos pela vida.

Tenho um amigo que a cada conversa sobre estudos de impacto do digital em nosso comportamentos diz: Amiga, lá vem você assustar a gente de novo. Mas a ideia serve de alerta sim se pais, educadores e nós como sociedade nao começarmos a aceitar a responsabilidade pelos nossa atividade online iremos sempre culpar a tecnologia pelos resultados desastrosos dessas nossas escolhas.

A tirania da felicidade digital é o resultado do nosso comportamento nas redes sociais, barrando assim o desenvolvimento da sociedade em desenvolver crianças e jovens preparados para lidar com a rejeição ou com os problemas do cotidiano, e assim deixamos de preparar pessoas emocionalmente fortes para a sua vida que pode ser humilde, mas que pode ser feliz e fazer todo o sentido.

Os filmes “Hector à procura da felicidade” e “Já estou com saudades” relatam bem como pessoas conseguiram encontrar momentos felizes em suas jornadas de vida nem sempre tão bacanas assim, mas cheias de propósito, em vez de ficar o tempo todo reclamando nas redes sociais, sentido desgosto de si mesmos em chats, ou infelizes a vida inteira.

Aos pais e educadores o alerta é em código vermelho, se me entendem… É melhor começar a estabelecer experiências em conjunto com seus filhos e alunos para proporcionar conexão, inovação e troca de experiências, tanto no real quanto no digital, pois o equilíbrio nunca é demais. Menos teclar e mais conversa cara a cara

Por: Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, especialista em Netnografia e Comportamento Digital – Belicosa.com.br

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A Conectividade entre Pais e Filhos https://belicosa.com.br/a-conectividade-entre-pais-e-filhos/ https://belicosa.com.br/a-conectividade-entre-pais-e-filhos/#respond Thu, 10 Aug 2017 11:03:55 +0000 http://belicosa.com.br/novo/?p=8078 Em tempos onde o smartphone é a única coisa que importa para as relações modernas, pais e filhos não se entendem e acabam por desencadear hábitos que, em vez de conectar, afastam. Mas, será que o comportamento dos mais maduros não é o culpado por tanta discórdia? A menos que você e sua família vivam ...

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Em tempos onde o smartphone é a única coisa que importa para as relações modernas, pais e filhos não se entendem e acabam por desencadear hábitos que, em vez de conectar, afastam. Mas, será que o comportamento dos mais maduros não é o culpado por tanta discórdia?

A menos que você e sua família vivam na ilha de Gilli na Indonésia, onde não há sinal de internet, é melhor vocês se esforçarem e em conjunto, buscar interesses comuns para interagir no real e no virtual.

Não dá mais para os pais ficarem colocando a culpa na tecnologia para a falta de disposição dos mais velhos em se adequar aos jovens e vice-versa. Canso de ouvir que a internet é algo nocivo, o que não é verdade.

Internet, tecnologia e conectividade são ótimos. E não podemos mais colocar a culpa no telefone pela falta de tempo que você não dá ao seu filho.

Boa vontade, persistência, e uma dose generosa de carinho serão essenciais no início para interagir. E não tenha medo de perguntar o que não sabe aos mais novos, e nem medo de aprender. Certamente, assuntos tecnológicos são a praia de gerações mais moderninhas.

Pode ser para falar de política, artes ou do youtuber novo. Mas, arrumem assuntos de gerem interesse mútuo, e somente depois, adicionem os dispositivos móveis à conversa.

Descubram as coisas em conjunto. Pode ser um game, um vídeo engraçado ou um streaming de música. O negócio é fazer tudo como um time, em que um depende do outro para vencer.

A base da interatividade é a confiança. E aplicativos para rastrear onde seu filho está, bloqueios na senha da internet, ou espionar as conversas dele no Whatsapp não vão ajudá-lo a descobrir interesses comuns. O máximo que vai gerar é a sua exclusão desse universo. E aíííí, senhores pais, não tem santo que te ajude a resgatar a confiança de um vigilância que foi desnecessária  aos olhos deles.

Dedique tempo de verdade ao seu filho. Se combinar que tem 15 minutos por dia somente para vocês, esqueça os grupos de Whatsapp, de responder os e-mails do trabalho, ou de assistir sua serie favorita no Netflix.

Em outros tempos, somente os mais velhos exerciam sobre os mais novos o direito de ensinar algo. Depois da internet, e com o nascimento dos digitais, isso mudou, e o aprendizado é continuo e mútuo.

As gerações mais novas somente interagem quando estabelecem relações de afinidade just in time. Você pode ser o pai dela, mas, se não tiverem nada para conversar, vai ser ignorado, e a internet será o caminho mais eficiente para interromper a conversa entre vocês.

Quando se reúnem em minha casa 3 gerações distintas para um almoço, por exemplo, o que acontece é, no máximo, uma selfie e depois deixamos de lado a tecnologia para nos dedicar uns ao outros em momentos que acabam em risada e muita conversa.

Pode ser que na sua casa esse hábito seja difícil, mas encontramos nas refeições um ambiente estéril onde podemos nos conectar ao real, usando o digital apenas como ferramenta e não mais como muleta para a falta de assunto. Já parou para pensar que seu filho interage mais com um smartphone porque você não brinca com ele, não lê uma história, nem conta uma piada e etc.?

Nada do que disser vai surtir efeito na vida de pais e filhos reclamões se eles não encontrarem no respeito a abertura para se conectar.

Recentemente um amigo me disse que conseguiu esta interação com seu filho através dos sites pornô. E eu disse Oiii? Ele me relatou a preocupação das bizarrices ligadas ao sexo que são compartilhadas nos whats entre os colegas de seu filho de 12 nos, então  ele decidiu que seria melhor se vissem algo juntos e debatessem isso depois para não gerar a falsa ideia de que sexo era algo sempre com mulheres siliconadas, caras fortes e poses de circo. E funcionou, o pai acessa o site o filho escolhe 3 videos de 5 minutos e debatem sobre sexualidade.

Por mais estranho que possa ser esta  alternativa, gerou resultado.  Numa paulada só matou a curiosidade do filho sobre sexo, debateu o que e legal e o que não é, criaram um grupo onde somente meninos são bem vindos e mais…. gerou aquela empatia que quando forem falar sobre sexo o que é tabu vira conhecimento.

Ser pai hoje em dia requer habilidades digitais e um pouco de malabarismo para ter a atenção dos filhos. Para isso, tente fazer as coisas em conjunto. Seja para compras online, acessarem novos sites ou assistir a vídeos.

Pais digitais são aqueles que conquistam seus filhos pelo merecimento, e buscam, sem vergonha, consultar o Google sempre que são surpreendidos com informações novas que fogem ao seu entendimento.

Uma experiência digital feliz começa no smartphone e termina com beijo e um abraço. Afinal, pais conectados aos filhos sempre terão atenção, carinho e amor, antes de qualquer tecnologia… Pense Nisso!

Por: Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, especialista em Netnografia e Comportamento Digital – Belicosa.com.br

 

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Diversidade e Transformação Digital para o Futuro. https://belicosa.com.br/diversidade-e-transformacao-digital-para-o-futuro/ https://belicosa.com.br/diversidade-e-transformacao-digital-para-o-futuro/#respond Tue, 08 Aug 2017 11:00:32 +0000 http://belicosa.com.br/novo/?p=8062 Outros olhares, novas experiências e realidades distintas, é isso que faz a diversidade ser um combustível tão poderoso para a construção de um legado onde o objetivo é a transformação digital das pessoas. Como o próprio nome diz, diversidade significa variedade, pluralidade e tudo o que apresenta contexto múltiplo. Podemos ter diversidade cultural, de gênero ...

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Outros olhares, novas experiências e realidades distintas, é isso que faz a diversidade ser um combustível tão poderoso para a construção de um legado onde o objetivo é a transformação digital das pessoas.

Como o próprio nome diz, diversidade significa variedade, pluralidade e tudo o que apresenta contexto múltiplo. Podemos ter diversidade cultural, de gênero e muitas outras. Mas será que estamos preparando nossos jovens e pessoas como eu e você para que a transformação digital seja apreciada por todos num futuro próximo?

A chamada transformação digital compreende a inclusão de todos em ambientes digitalizados, não apenas com acesso a internet, e sim com conhecimento adquirido, para que saibam utilizar a ferramenta da melhor forma possível.

O caso vai além do incentivo à infraestrutura ou à tecnologia. Os agentes que desejam esta mudança têm a obrigação de fazer sentido a muita gente, e quando digo “muito”, significa uma variedade de hábitos, culturas, sexo, credos e afins.

Imagine um ambiente de trabalho com profissionais com perfis sociais, cultuais, étnicos, de necessidades especiais e de gêneros cada vez mais misturados para impactar inovação.

Pense em instituições de ensino com perfis de alunos e professores tão variados que permitiria troca de experiências para inclusivas. Um universo acadêmico sem medo de novos formatos de ensino e buscando um futuro de pessoas psicologicamente ambientadas à pluralidade do outro.

Nações onde direitos e deveres fossem respeitados na individualidade do ser humano mais diversificado que pudesse, onde o gênero, a cultura os valores sociais e étnicos fossem levados em consideração para incluir a todos num contexto digital democrático.

Mas, qual a dificuldade do respeito a diversidade humana atual? Em tempos onde o presidente dos Estados Unidos acredita que diversidade de gênero, não exista a inclusão desses profissionais nas forças armadas de um país. Ou quando mais de 50% das mulheres nunca chegam ao cargo de CEO de uma empresa. Ou quando você destrata alguém pela cor de sua pele? Ou quando não aceita a religião do outro porque a pessoa veste um véu? Ou quando torce o nariz para alguém todo tatuado? Devemos estar atentos se estamos dispostos à diversidade tanto no real quanto no digital.

Novos formatos de relacionamento, conexão e diálogo devem ser o caminho para a tal da transformação digital que se pensa para um futuro próximo. Além disso, devemos fazer o dever de casa e observar se não desmerecemos o colega ao lado tão somente porque ele é muito diferente de você ou de mim.

Mais da metade do mundo não tem acesso a internet e nem sabe o que é um smartphone. E para que eles sejam incluídos como diversos e digitalizados, há a necessidade de infraestrutura e conhecimento para que absorvam a tecnologia.

O mundo digital e a diversidade humana precisam caminhar juntos para que debates, reflexões e opiniões diferentes sejam voz na jornada em busca da transformação online.

Orientação sexual, identidade de gênero ou diversidade cultural não garantem por si só a transformação digital pela diversidade. Isso depende de desenvolvimento de habilidade, competências e princípios para sermos reconhecidos.

Ok! Belicosa, o papo esta super filosófico, mas o que eu, que sou normal e incluído em contexto digital, tenho com isso? Ou, como posso mudar e transformar outras realidades?

As empresas, escolas e grupos de amigos que desejam mudança digital caminhado junto com a diversidade devem estar abertos à contratação de gente diferente e que se complemente; incentivar o conhecimento plural, explorar novas culturas, hábitos e formas novas de fazer as mesma coisas; abraçar o colega que verbaliza sua identidade de gênero ou sua preferência sexual; colocar-se no lugar do outro quando sua opinião for diferente da do próximo, e buscar o equilíbrio entre o que é físico e o que é virtual para a construção de relações menos conectadas e mais interativas.

Por: Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, especialista em Netnografia e Comportamento Digital – Belicosa.com.br

 

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Consumidor Digitalizado a nova experiência de consumo https://belicosa.com.br/consumidor-digitalizado-a-nova-experiencia-de-consumo/ https://belicosa.com.br/consumidor-digitalizado-a-nova-experiencia-de-consumo/#respond Tue, 01 Aug 2017 10:00:13 +0000 http://belicosa.com.br/novo/?p=8051 A velocidade imposta pelo ritmo de vida atual mudou a forma como nos comportamos, comunicamos e consumimos. A conveniência da internet transformou o varejo e as compras on-line em  experiência de consumo compartilhadas em tempo real. Mas o que isso tem haver com você? Tudo, o consumidor digitalizado passou a ser  informado, conhece tecnologia e  menos ...

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A velocidade imposta pelo ritmo de vida atual mudou a forma como nos comportamos, comunicamos e consumimos. A conveniência da internet transformou o varejo e as compras on-line em  experiência de consumo compartilhadas em tempo real. Mas o que isso tem haver com você?

Tudo, o consumidor digitalizado passou a ser  informado, conhece tecnologia e  menos leal a marcas que sempre consumiu. E aquele conceito antigo de que basta anunciar para vender nao funciona mais para chamar atenção do cliente cativo.

Da geração  baby boomer (1952 a 1966), passando pelos Millennials (1982-1995), aos da geração Z (1996 -2000) definem alguns dos grupos de consumidores ávidos  por descontos, interessados em alugar ao invés de comprar e dispostos a testar e aprender sobre o produto antes de finalizar uma compra.

Sim, estamos ficando mais exigentes como consumidores. E a  ideia de que a expectativa seja igual a realidade é condição imprescindível para que ele volte a sua loja no virtual ou no real.

Marcas e empresas que nao conseguem envolver seus colaboradores, nao conseguirão envolver seus clientes digitalizados. Explico. Empresa que estimula o uso de uniforme nao incentiva o funcionário para que ele curta as redes sociais da empresa, que recado esta marca esta dando no digital?

Que o profissional nao precisa se importar com a empresa? Que talvez ele nãos se orgulhe de trabalhar naquele ambiente? ou que ele nao tem acesso ao wifi? Veja quantas informações são colocadas em Check apenas pela falta do curtir e compartilhar.

E se a indagação dele for de que nao tem tempo para curtir a empresa que trabalha. Pode dispensa-lo. Isso é  ponto negativo para ele, já que algumas marcas preveem isso em contrato no ato da contratação. Lembre-se que gastamos 350 horas por mês em redes sociais, então isso nao é desculpa.

A ideia de bom atendimento nao é mais compartilhada só em ambiente real. Ela acontece no momento em que o consumidor recebe a resposta a pesquisa pelo produto.

Um  site complicado, uma rede social desatualizada e pouca informação sobre o produto farão o cliente duvidar da marca. A experiência de consumo  hoje é sofistica, personalizada e adequada a cada consumidor.

O uso da  tecnologia é tão evoluído para o varejo que existem grupos para encontrar descontos(discouter seekers), os interessados nas recomendações de influenciadores – (Instagram Shoppers), as compras pela economia colaborativa – (Borrowers) e a busca pela qualidade de vida seja ela Henrry ( High eaners not rich yet) e o Silver shoppers da terceira idade. Ou seja, nao é mais o ponto de venda, a agencia de publicidade ou o produto que diz como vai ser sua compra e sim o o cliente.

Ter 50 anos no mercado nao é mais diferencial para empresa, marca o serviço se diferenciar. Segundo Darwin quem evolui é a espécie que sabe adaptar-se. Assim é a ideia de consumo atual.

Se uma marca se adapta melhor ao tempo, ao seu publico e as adversidades com certeza mantem o seu publico engajado.

Comodidade, tecnologia e sustentabilidade também nao são mais diferenciais. Isso deve estar intimamente ligado a ideia de empresa em estar digitalizada para facilitar a jornada de compra do seu cliente.

O cidadão que antes fazia pesquisa de preço, avaliava o produto e efetuava uma compra nao é o mesmo de 10 anos atrás. Hoje além de cidadãos globais  o seu cliente esta  inserido em contextos virtuais e para tanto, desejam ser tratados com todo o pertencimento e qualidade que a inovação proporciona quando compartilhamos uma compra, fazemos uma viagem ou indicamos uma marca.

Por: Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, especialista em Netnografia e Comportamento Digital – Belicosa.com.br.

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Estamos perdendo a habilidade de nos tocar com o digital https://belicosa.com.br/estamos-perdendo-a-habilidade-de-nos-tocar-com-o-digital/ https://belicosa.com.br/estamos-perdendo-a-habilidade-de-nos-tocar-com-o-digital/#respond Tue, 25 Jul 2017 11:00:42 +0000 http://belicosa.com.br/novo/?p=8038 O toque não é para todo mundo. Mas o uso desenfreado de nossos computadores, tablets e smartphones, está afetando a capacidade dos mais jovens de reconhecimento tátil além das telas azuis. Nós tocamos as pessoas para demonstrar afeição, compaixão, compreensão, interesse, segurança, e um monte de outros sentimentos que são potencializados pelo toque. Porém, quando ...

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O toque não é para todo mundo. Mas o uso desenfreado de nossos computadores, tablets e smartphones, está afetando a capacidade dos mais jovens de reconhecimento tátil além das telas azuis.

Nós tocamos as pessoas para demonstrar afeição, compaixão, compreensão, interesse, segurança, e um monte de outros sentimentos que são potencializados pelo toque. Porém, quando a importância desse toque passa desapercebida, e o único contato que as pessoas têm é uma tela azul, isso reflete no comportamento da sociedade como um todo.

Atualmente, é  comum  ver crianças que  ao folhear um livro, passem o dedinho, tentado alterar a página, achando que é uma tela touchscreem. Ou jovens que não se sintam a vontade com o toque dos colegas e prefiram a comunicação via Whatsapp, mesmo que estejam lado a lado.

Pode parecer exagero para muita gente que amadureceu construindo suas capacidades cognitivas brincando na rua e fechando negócios com apertos de mão. Mas o toque, para os que já nasceram digitalizados, tem se tornado obsoleto, o que pode afetar construções importantes para o desenvolvimento de uma pessoa.

Não é surpresa para ninguém que, mesmo conectados à internet, estamos mais egoístas, preguiçosos e desleixados, já que o Facebook avisa do aniversário do melhor amigo, o Tinder arruma uma phoda rápida, e o Whatsapp pode fazer com que você se comunique com qualquer um.

Tecnologia não é ruim. O que é péssimo é como não estamos prestando atenção aos impactos causados pelo uso cotidiano de ferramentas que deveriam melhorar nossa conectividade, mas está afetando sobremaneira a vida dos mais jovens.

Sim! Somos culpados porque nossos filhos de 4 anos não sabem folhear um livro, não se sentem a vontade quando são abraçados em público, e não conseguem comer sem a ajuda da foto do prato de comida no Instagram.

Estar conectado como sociedade está fazendo com que nosso comportamento seja uma evolução mais para o ruim do que para o bem. E, como somos uma nação afetiva e que toca as pessoas, podemos estar informando às novas gerações que o tocar alguém é obsoleto.

A internet é ótima. E nao é proibindo seu uso que vamos evoluir como sociedade. Nem mesmo podemos culpar a tecnologia por uma atividade que deveria ser nossa.

Imagine que, daqui 5 anos, nossos jovens de 11 anos não saibam mais o que é intimidade, construção de relações e ações de contato, porque hoje acreditamos que dar um smartphone de última geração a uma criança é melhor do que compartilhar experiências.

Estamos dando um recado cruel para as gerações mais novas. Estamos dizendo com nosso comportamento digital que apenas o que acontece atreva das telas de nossos smartphones é o que importa. E isso faz com que estejamos preparando pessoas para um amanha com muitos problemas nas relações humanas

Tudo que nos vemos em ambiente digital como comportamento, com certeza acontece em outro lugar físico. Portanto, se desejamos transformação pelo digital, devemos estar conectados uns aos outros  pela internet mas primeiro pelo toque, e não somente por uma interface azul brilhante que para gerar interações não precisa de pessoas do outro lado para isso acontecer. Pense Nisso!

Por: Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, especialista em Netnografia, escreve para o Belicosa.com.br.

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