Belicosa https://belicosa.com.br netnografia e comportamento digital por Maria Augusta Ribeiro Tue, 12 Dec 2017 09:15:05 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.9.2 Viciados em telas Azuis https://belicosa.com.br/viciados-em-telas-azuis/ https://belicosa.com.br/viciados-em-telas-azuis/#respond Tue, 12 Dec 2017 09:15:05 +0000 https://belicosa.com.br/?p=8808 O smartphone é uma das melhores inovações atuais. Mas à medida que a tecnologia evolui, aumentam os diagnósticos médicos decorrentes do abuso da tecnologia. E que sao capazes  de nos tornar  todos viciados em telas azuis. De acordo com um estudo realizado pela  Universidade de Seul, a dependência pelas telas dos smartphones já pode ser ...

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O smartphone é uma das melhores inovações atuais. Mas à medida que a tecnologia evolui, aumentam os diagnósticos médicos decorrentes do abuso da tecnologia. E que sao capazes  de nos tornar  todos viciados em telas azuis.

De acordo com um estudo realizado pela  Universidade de Seul, a dependência pelas telas dos smartphones já pode ser chamado de vicio. Pois o uso excessivo do dispositivo produz alterações químicas no cérebro semelhante a de viciados em drogas.

Vendemos a ideia de que a tecnologia tem benéficos apenas positivos as nossas vidas. Principalmente quando pensamos nas facilidades que a internet traz aos cotidianos agitados de pessoas que se comunicam via smartphones, fecham negócios por e-mail e se exercitam via wi-fi.viciados em telas azuis

Mas muitos dos danos causados à nossa saúde são atribuídos à esta tecnologia quando, na realidade, são de comportamento. Afinal, não é porque você tem acesso à sua geladeira que vai comer tudo o que tem nela de uma vez só e da mesma forma com o pacote de dados do seu smartphone.

Além dos diagnósticos médicos há aquela percepção básica de que temos mais crianças usando óculos, mais jovens obesos e mais pessoas com problemas de socialização é real.

O estudo sul-coreano também concluiu que um típico usuário é capaz de tocar na tela do seu smartphone 2.600 vezes por dia, em sua grande maioria os acessos são feitos em aplicativos e em redes sociais.viciado-em-telas-azuis

De fatos as redes digitais  mexem com nosso instinto de reconhecimento social. Somos recompensados com curtidas, compartilhadas e seguidores, na medida que publicamos algo que cause empatia imediata. Porém ela não gera uma recompensa real.

Transtorno de dependência da Internet não é mais coisa do passado. São diagnósticos comuns nos consultórios psiquiátricos no mundo todo e muitos países inventem em clinicas de reabilitação para viciados em tecnologia e programas de governo para tentar conter o que pode ser a próxima grande epidemia.

O mais preocupante revelado na pesquisa sul-coreana é que os adictos em tecnologia apresentam maiores níveis de depressão, impulsividade e insônia na infância que nasceu ligada a internet.viciado-em-telas-azuis

Mas como saber quando ultrapassamos os limites? Uma das diferenças entre o uso saudável e a dependência esta no nível de inquietação quando o smatphone nao esta por perto. Para os viciados em tecnologia as manifestações decorrentes da falta do dispositivo são semelhantes a de abstinência de álcool e drogas em viciados.

Antes que alguns digam que o bom mesmo é proibir o uso do smartphone as crianças e jovens e evitar problemas futuros. Vale lembrar que nao é porque seu pai o proibiu de namorar que você cumpriu.

O essencial é o equilíbrio. Se notar que o uso demasiado do smartphone esta afetando sua produtividade no trabalho, no convívio com a família ou estiver causando insônia o alerta esta aceso para você.viciado-em-telas-azuis

Boas praticas como deixar o smartphone na sala ao lado enquanto esta em reunião, empilhar os aparelhos e nao tocar neles enquanto todos fazem uma refeição e dedicar menos tempo as telas azuis e mais a sua realidade social pode fazer uma grande diferença na sua saúde.

Você não precisa inovar para evitar problemas cognitivos futuros, basta dar um pouco de atenção ao colega de trabalho que não está bem, ao filho que precisa de carinho e ao amigo que deseja falar com você, não teclar.

Ser digital é realidade. Mas achar que um smartphone pode resolver todos os problemas do mundo isso é alienação de comportamento e nao salva ninguém do ônus do mal uso de tecnologia que teremos amanha.

Por: Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, especialista em Netnografia e comportamento digital no Belicosa.com.br.

 

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A netnografia e o consumo digital https://belicosa.com.br/a-netnografia-e-o-consumo-digital/ https://belicosa.com.br/a-netnografia-e-o-consumo-digital/#respond Tue, 05 Dec 2017 07:05:28 +0000 https://belicosa.com.br/?p=8790 Em tempos de coleta de dados, o nosso comportamento na web também é sinônimo de dinheiro. E áreas ligadas ao marketing, varejo e mercado financeiro estão de olho em vocês através da netnografia. Este método de analise mercadológica que utiliza informações disponíveis publicamente em ambiente digital serve para compreender melhor as necessidades do consumidor. Pode ...

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Em tempos de coleta de dados, o nosso comportamento na web também é sinônimo de dinheiro. E áreas ligadas ao marketing, varejo e mercado financeiro estão de olho em vocês através da netnografia.

Este método de analise mercadológica que utiliza informações disponíveis publicamente em ambiente digital serve para compreender melhor as necessidades do consumidor.

Pode parecer distante de você, mas as empresas, marcas e profissionais liberais utilizam a netnografia como ferramenta para gerar estratégias de futuro ao entender seu público alvo e assim influenciar suas escolhas na quando compra na internet.

Já observou como recebe e-mails marketing de empresas que nunca visitou? Ou mesmo, quando acessa sua rede social, já disparam um produto ou serviço relevante para você? Isso é devido a um monitoramento e análise do seu comportamento através da netnografia.

E mesmo quando tem bots, antes de existir essas ferramentas foram alvo de pesquisas netnograficas na busca por vantagens mercadológicas e depois foram inventadas.

Apesar de muito utilizada, a netnografia é mais complexa do que uma mineração de dados, é a compreensão do comportamento humano e suas escolhas como visão de futuro. É um método bastante sofisticado, que utiliza pesquisas qualitativas de ultima geração.

Vale a pena observar seu comportamento e quem mais influencia seu consumo; certamente a netnografia estará presente para estudar, analisar e compreender o porquê do nosso consumo no universo digital.

Além disso, é com a Netnografia que estabelecemos o significado e a imagem de uma marca, adequamos a comunicação de um produto ao seu território, e produzimos insights e tendências que provavelmente você e eu estaremos usando daqui a 4 anos.

Não importa de que geração você seja, certamente em ambiente digital haverá um nicho de mercado focado em você com o objetivo de incentivar seu consumo, mas também de fazer com que você encontre mais pessoas que tenham culturas, hábitos e valores parecidos com os seus, afim de lhe integrar dentro de uma tribo, com direito a um universo feito para você.

Ah!!!! Belicosa, isso não me pega! Sou analógico como meus avós. Ok! Cara pálida, mas, se você ou seu avô tem wi-fi, saiba que estão sendo observados por alguém que pode oferecer oportunidades únicas de se atualizar, consumir e de encontrar sua turma através da netnografia.

Imagine que somos um texto sofisticado circulando pela internet. A netnografia é capaz de nos interpretar em ambiente digital e produzir soluções que gostaríamos de ter a partir dos nossos dados.

A netnografia é mais do que uma pesquisa ou monitoramento. É a oportunidade que temos de aliar a ciência e análise qualitativa às nossas vidas, e fazer com que ambientes de trabalho, produtos, e até as relações humanas sejam mais a nossa cara. Pense Nisso!

Maria Augusta Ribeiro é profissional da informação, especialista em comportamento digital e netnografia e escreve para o Belicosa.com.br

Projeto Draft e a netnografia

Netnografia se consolida como ferramenta estratégica

Netnografia como aporte metodológico para a comunicação

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Netnografia, o que é isso? https://belicosa.com.br/o-que-e-netnografia-2/ https://belicosa.com.br/o-que-e-netnografia-2/#respond Tue, 28 Nov 2017 08:00:30 +0000 https://belicosa.com.br/?p=8766 A netnografia é o estudo do comportamento humano em ambiente digital. Inspirada pela antropologia este método de pesquisa serve para criar insights, inovar e ainda co-criar produtos e serviços. Todos nos produzimos dados na internet. Assim todas as nossas decisões digitalizadas podem ser mapeadas por especialista para compreender seu hábitos, desejos e preferencias. Mas como ...

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A netnografia é o estudo do comportamento humano em ambiente digital. Inspirada pela antropologia este método de pesquisa serve para criar insights, inovar e ainda co-criar produtos e serviços.

Todos nos produzimos dados na internet. Assim todas as nossas decisões digitalizadas podem ser mapeadas por especialista para compreender seu hábitos, desejos e preferencias. Mas como estudos de marketing podem determinar meus desejos digitais?

Em tempos onde as empresas buscam a ajuda de seus clientes para co-criar produtos e personalizar serviços a netnografia é chamada para auxiliar as empresas a influenciar suas escolhas na internet.

E antes que me diga que isso não te representa, acredite!! Este método é cientifico, rigoroso e estruturado para criar respostas de como algo pode ser mais atrativo e fazer com que informações preciosas sejam vistas por você em ambiente virtual.

Já observou como recebe e-mails de empresas que nunca visitou? Ou quando acessa sua rede social, já disparam um produto ou serviço relevante para você no canto da tela? Isso é devido a um monitoramento e análise através da netnografia, que aliada a tecnologia torna o habito em cultura.

Apesar de muito utilizada, a netnografia é mais complexa do que analise de dados, é a compreensão do comportamento humano e suas escolhas como visão de futuro de forma interpretativa. Nao dá para juntar tudo num saco e avaliar. É preciso método focal, sensibilidade e treino constante para dar resultado.

Robert Kozinets, a maior referência sobre o assunto, afirma que a analise de dados de um netnografista vai muito além de uma pesquisa, ela estabelece profundas reflexões sobre a comunidade digital seja ela de que tribo for.

Ok, que a netnografia serve para o mercado , mas o que isso tem haver comigo? Tudo. Vale a pena observar seu comportamento de agora em diante e ver quem mais influencia seu consumo. Certamente a netnografia estará presente nesses bastidores para estudar, analisar e compreender os porquês dessas escolhas.

Se não acredita na importância da netnografia, pode rever seus conceitos, pois ela é chamada de “a arma secreta do marketing”. E o consumo digital hoje se apodera de seus ensinamentos para criar oportunidades de negócios, representando cerca de 200 milhões de dólares em compras no mundo todo.

A internet mudou nossa realidade como cidadãos, consumidores, e até as nossas relações amorosas, enfim, mudou o nosso jeito de nos comportarmos como sociedade. Hoje somos all line o tempo todo e isso afeta sobremaneira o conjunto de atividades que realizamos todos os dias alternando entre o físico e o virtual.

Assim quando ouvir falar de netnografia lembre-se que sempre terá alguém da área estudando esses hábitos de forma cientifica para oferecer bens de consumo, novos serviços e esclarecer mais uma vez porque alteramos nosso comportamos na internet de tempos em tempos.

Maria Augusta Ribeiro é profissional da informação. E especialista em comportamento digital, netnografia e escreve para o Belicosa.com.br

 

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Ser digital é nocivo a saúde? https://belicosa.com.br/ser-digital-e-nocivo-saude/ https://belicosa.com.br/ser-digital-e-nocivo-saude/#respond Sun, 12 Nov 2017 10:00:35 +0000 https://belicosa.com.br/?p=8740 O digital é uma das inovações mais sensacionais de todos os tempos. Mas à medida que a tecnologia evolui, o alerta de que diagnósticos médicos decorrentes do abuso dessa ferramenta são cada vez mais comuns em consultórios médicos e nos questiona sobre se ser digital é nocivo a saúde. Vendemos apenas a ideia de que ...

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O digital é uma das inovações mais sensacionais de todos os tempos. Mas à medida que a tecnologia evolui, o alerta de que diagnósticos médicos decorrentes do abuso dessa ferramenta são cada vez mais comuns em consultórios médicos e nos questiona sobre se ser digital é nocivo a saúde.

Vendemos apenas a ideia de que a tecnologia tem benéficos positivos as nossas vidas. Principalmente quando pensamos nas facilidades que a internet traz aos cotidianos agitados de pessoas que se comunicam via smartphones, fecham negócios por email e se exercitam via wi-fi.

Mas muitos dos danos causados à nossa saúde são atribuídos à esta tecnologia quando, na realidade, são de comportamento. Afinal, não é porque você tem acesso à sua geladeira que vai comer tudo o que tem nela de uma vez só.

Além dos diagnósticos médicos ha aquela percepção básica de que temos mais crianças usando óculos, mais jovens obesos e mais pessoas com problemas na coluna.

Um documentário chamado “Web Junkie” relata o dia a dia de jovens chineses que são levados contra a vontade a acampamentos, para fazer um tratamento severo pelo vício em internet.

O negócio é tão trash, que jovens de 13 anos choram, fazem greve de fome, e têm comportamentos violentos, apenas porque são privados da tecnologia. São mais de 400 desses acampamentos na China, e isso se estende por outros países.

Antes que me diga que as redes sociais não influenciam nosso comportamento, se questione: Quantas vezes você acessa suas redes sociais? Isso inclui as tecladas no Whatsapp, os vídeos no Youtube e o linkedin.

Segundo a última pesquisa realizada pela Comscore  os brasileiros passam 650 horas por mês conectados à internet. sendo que 360 horas são gastas em redes sociais.

De fatos as redes digitais  mexem com nosso instinto de reconhecimento social. Somos recompensados com curtidas, compartilhadas e seguidores, na medida que publicamos algo que cause empatia imediata. Porém ela não gera uma recompensa real.

Transtorno de dependência da Internet não é mais coisa do passado. São diagnósticos comuns nos consultórios psiquiátricos no mundo todo.

Somos todos culpados!!!! Pois deixamos que ferramentas tecnológicas tenham a obrigação de criar valores em nossos filhos, sejam a orientação de nossos jovens e o relacionamento dos idosos. E isso, sem dúvida, já afeta sociedade de forma nada positiva.

Segundo estudos, criança de 0 a 2 anos expostas a 1 hora de acesso à tecnologia, e isso inclui brinquedos eletrônicos, fones de ouvido, TV, Tablets e smartphones, por mês, terá 3 vezes mais chances de desenvolver patologias que a impossibilitem ela de se alfabetizar.

Estamos surfando em mares perigosos, porque estamos cansados demais para entreter nossos filhos, ensinar valores aos alunos, e praticar a evolução no trabalho, porque simplesmente passamos a responsabilidade de nossos atos para a internet.

E não precisamos inovar para evitar problemas cognitivos futuros, basta darmos um pouco de atenção ao colega de trabalho que não está bem, ao filho que precisa de carinho e ao amigo que deseja falar com você, não teclar.

Ser digital é realidade. Mas achar que um smartphone pode resolver todos os problemas do mundo isso é alienação de comportamento e nao salva ninguém do ônus do mal uso de tecnologia amanha. Pense Nisso!

Por: Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, especialista em Netnografia, escreve para o Belicosa.com.br.

 

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Consumidor Fluido, quem é ele? https://belicosa.com.br/consumidor-fluido-quem-e-ele/ https://belicosa.com.br/consumidor-fluido-quem-e-ele/#respond Thu, 19 Oct 2017 08:00:27 +0000 https://belicosa.com.br/?p=8722 Com uma infinidade de plataformas que nos conectam instantaneamente, uma geração de consumidor ávido por ser reconhecidos exige que o mercado atenda às suas expectativas em tempo real e assim são chamados  de consumidor fluido. Eu, você e até seu cachorro pode ser um consumidor fluido. Mas na pratica a definição é de pessoas que ...

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Com uma infinidade de plataformas que nos conectam instantaneamente, uma geração de consumidor ávido por ser reconhecidos exige que o mercado atenda às suas expectativas em tempo real e assim são chamados  de consumidor fluido.

Eu, você e até seu cachorro pode ser um consumidor fluido. Mas na pratica a definição é de pessoas que fazem compras com frequência pela internet e interagem com as marcas por meio de plataforma digital.

Mesmo que possam comprar em ambiente físico, vão utilizar o modo online para pesquisar sobre a marca, e assim vivenciar inovação no trabalho, em casa ou em qualquer lugar que tenha wi-fi.

O desejo implícito nesses consumidores ávidos por bens de consumo não duráveis está em ser conhecidos através de seus dados. E através do data que fazem ou não uma empresa se tornar relevante ao seu universo. Lembrando que, quanto mais personalizado for, mais vendas são impactadas.

Teo Correia, autor do livro “The Fluid Consumer, next generation growth and branding in digital age”, fala como este novo consumidor não tem um padrão linear de compra, e como isso afeta as empresas no anseio de engajar seus clientes.

A ideia é que não há mais barreiras entre ser um público alvo aqui ou na China, uma vez conectado nao há obstáculos para conquistar o mundo.

E essa facilidade afeta o comportamento de milhões de pessoas que, ao se identificarem como potenciais mercados, vão exigir cada vez mais que marcas e produtos satisfaçam suas expectativas em tempo real.

Muitas organizações acabam transferindo para seus empregados responsabilidades que antes nao lhe eram atribuídas. Pense nos comissários de bordo, antes tinham que entregam a refeição e orientar passageiros, hoje tem que tirar o pedido, passar o cartão e entregar a refeição.

Os obstáculos para empresas onipresentes são muitos, mas nada é impossível. Pense em como hoje o acesso a informação é gratuita, rápida e necessária para e gerar conhecimento, isso beneficiar a todos inclusive a quem desejar impactar seus clientes.

Falando em impacto, é bom as marcas pararem de torcer o nariz para o Facebook, pois a plataforma atende ha mais de 2 bilhões de usuários que gastam 45 minutos por dia nele. Que marca tradicional alcança esse grau de fidelidade?

A transformação digital através da melhoria da tecnologia prova que cada vez mais empresas que não estiverem acompanhando de perto seus clientes não vão sobreviver. E sim, eles, a cada desejo não atendido, vão compartilhar conteúdo e experiências de compra ruins pelas redes sociais.

O que antes acontecia num estabelecimento físico quando era mal atendido ganhou amplificadores potentes, que empodera o injustiçado com foro privilegiado, a quem quiser ouvir pela eternidade, já que, uma vez na internet, seu dado sempre estará lá.

Da mesma forma que há o lado ruim, a influência desse consumidor que sabe navegar em dois planos distintos sem grandes barreiras estimula a inovação em serviços, negócios disruptivos, e um mercado que tenta agradar seu cliente através da personalização levada ao extremo.

Nesses tempos da geração de fluid consumer não penso duas vezes em contratar pesquisas de mercado constantes para avaliar meu cliente de forma consolidada, e conseguir oferecer cada vez mais produtos e serviços que satisfaçam uma geração consumidores cada vez mais se expande.

Por: Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, com foco em Netnografia e Comportamento Digital – Belicosa.com.br

 

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Quem são os Xennials? https://belicosa.com.br/xennials/ https://belicosa.com.br/xennials/#comments Tue, 03 Oct 2017 08:16:56 +0000 https://belicosa.com.br/?p=8691 As pessoas que nasceram entre as gerações X e a Y Agora tem seu espaço. E já conseguem se encaixar numa micro geração que busca reconhecimento e recompensa pelos avanços que são capazes de produzir em contextos de inovação, consumo e cultura chamada de xennials. Palavra esquisita e de pronuncia alienígena, serve para demarcar um ...

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As pessoas que nasceram entre as gerações X e a Y Agora tem seu espaço. E já conseguem se encaixar numa micro geração que busca reconhecimento e recompensa pelos avanços que são capazes de produzir em contextos de inovação, consumo e cultura chamada de xennials.

Palavra esquisita e de pronuncia alienígena, serve para demarcar um cenário a tempos povoado por gente que não se sentiam integradas aos conceitos que estudam consumidores principalmente em ambientes digitalizados.

Os Xennials são considerados todos os nascidos entre 1977 a 1983 e surge da percepção dos próprios usuários, que se sentiam desconfortáveis com os rótulos de muito otimistas da geração Y ou cheios de cinismo da geração X.

O termo foi inventado pela jornalista Sarah Stankorb que escreveu um artigo contando como não se sentia incluída nem na geração X nem na Y, em 2014. Porem ha uma referencia fortissima de que esta geração nasceu junto com um dos episódios de Star Wars.

Em ramos da ciência, do marketing e da economia comportamental, saber determinadas nuances pode favorecer pesquisas e criar insights que beneficiem a todos. Podemos, por exemplo, criar produtos mais personalizados, excluir serviços obsoletos ou gerar tendências de inovação para o futuro.

Sem falar na parte cultural que estimula a cidadania, que faz mais sentido e cria sentimento de pertencimento com o agregar valor a sociedade atual.

Em tempos onde tudo é acelerado, ter uma geração que pode fazer uma ponte entre os mais jovens e os mais maduros contribui imensamente para que a comunicação seja uma ferramenta cada vez mais abrangente e que nao precise apenas de tecladas, sim os xennials podem ser a chave entre o novo e o velho.

Ainda recente, o conceito gera controversa para quem faz pesquisa de mercado. Justamente porque inclui mais aspectos de vida cotidianano seu histórico do que gênero, localização, e parâmetros já utilizados e amplamente estudados.

O beneficio mais marcante da inclusão dessa nova micro geração é a possiblidade de compreender melhor o grupo de pessoas nascidas em determinada época. E conseguir agrupar características comuns a essa nova turma.

São pessoas que sabem o que é uma fita cassete, que brincaram na rua, e que jogaram os primeiros jogos que estavam instalados nos computadores pessoais. Não acompanharam a crise econômica e conseguiram construir suas carreiras galgados no merecimento, e navegam em ambientes futuristas sem grandes problemas.

Outro ponto positivo é que os Xennials nasceram analógicos e se tornaram digitais. Facilitando o caminho da comunicação entre grupos altamente digitalizados e outros nem tanto.

Com eles podemos formar pessoas preparadas para ensinar de forma inteligente, crianças nascidas nos dias atuais, instruindo que nem todos os lugares do mundo tem Internet, e que mesmo assim podem ter experiências tão marcantes quanto as atividades online. E tudo de forma fluida, sem stress e auxiliando na coexistência entre o antigo e o novo no mesmo ambiente, com equilíbrio.

Sabemos que, quando fazemos algo com amor, a percepção de valores e a amplitude de conhecimento é beneficiada. E com uma turma que agora passa a ter seu espaço e se sentir abraçada pela sociedade digitalizada só podemos avançar em estratégias que privilegiem a todos.

Ter informação nao faz de nos melhores ou piores se ela nao gera aprendizagem e consequentemente conhecimento. Ter micro gerações que possam ser ponte entre plurais que gerem sabedoria em áreas distintas é sem duvida inovador.

Quem sabe os xennials nao sejam o elo perdido que faltava para conectar outras gerações? E nao estamos falando de digitalizar as pessoas e sim de integrar pessoas. Imagine trocar experiências que podem ser apenas compartilhadas um a um ou mesmo resolver duvidas que apenas a informação nao será capaz de gerar conhecimento.

Lembre-se que cada geração acha um modo de se expressar, de criar sentimento de pertencimento e propriedade, porém, toda geração eventualmente acaba recebendo o nome que lhe convém.

Ainda que a possibilidade seja de análise superficial e precise da ajuda dos parâmetros já utilizados para pesquisa do comportamento das pessoas em ambiente digital, estamos evoluindo na inclusão de pessoas que nasceram brincando com os amigos na rua, com memória coletiva, e ainda assim preparados para o mundo onde a revolução digital é agora.

Por: Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, com foco em Netnografia e Comportamento Digital – Belicosa.com.br

 

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Infobesidade a era de excesso de informação https://belicosa.com.br/era-da-infobesidade/ https://belicosa.com.br/era-da-infobesidade/#respond Tue, 26 Sep 2017 07:28:06 +0000 https://belicosa.com.br/?p=8677 A sobrecarga de informação, chamada de infobesidade é uma epidemia em escala mundial. Não é à toa que pessoas no mundo todo relatam o constante stress e dificuldades para tomar decisões devido à quantidade de informação recebida ao longo do dia. Esqueceu do nome de alguém que conheceu ontem? Não lembra a última propaganda que ...

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A sobrecarga de informação, chamada de infobesidade é uma epidemia em escala mundial. Não é à toa que pessoas no mundo todo relatam o constante stress e dificuldades para tomar decisões devido à quantidade de informação recebida ao longo do dia.

Esqueceu do nome de alguém que conheceu ontem? Não lembra a última propaganda que viu, ou desaprendeu a andar e bicicleta? Você não esta sozinho e faz parte dos 6 bilhões de pessoas com o mesmo diagnóstico: A intoxicação pela informação.

O problema não é novo. Desde que o mundo se industrializou, o excesso de informação acompanha o contexto histórico das nações, e impede que os indivíduos ajam de forma adequada às novas sensações. O que é diferente agora é a velocidade que isso acontece.

Imagine que sua mente está num supermercado onde todas as ofertas são atrativas, porém ele somente pode escolher um item para produzir uma ação; assim a infobesidade faz com que o nosso cérebro receba tantos estímulos que eles não consigam se decidir.

A internet duplica, triplica e multiplica toda a informação recebida, mesmo que ela seja descartável ou tida como lixo. Os dados soltos mais confundem do que tornam melhor nosso tempo de resposta, quando o assunto é decidir, delegar ou reagir.

Muitos tendem a submergir num emaranhado de referências que não são saudáveis ou úteis. E o problema nao é da tecnologia e sim de comportamento. Afinal é você que decide qual informação gera conhecimento e qual é rejeitada.

Pesquisadores no mundo todo se preocupam com a sobrecarga de informação. E principalmente Harvard e Google se empenham para encontrar soluções para esse processo de contaminação cognitiva, que pode levar à perda de memória, habilidades motoras e à incapacidade de filtrar o que é adequado a cada um.

Em escala profissional, o assunto é temerário. Mas quando falamos do excesso de informação em crianças, o assunto é monstruoso. A possibilidade de produzir gerações inteiras de pessoas altamente conectadas, mas sem a capacidade de distinguir perigos iminentes, nem de se adaptar e tão pouco ser alfabetizado corretamente assusta.

Levando em consideração que uma criança termina o ciclo de alfabetização aos 7 anos, se seu filho hoje tem 5 anos e está exposto a uma quantidade gigantesca de informação seja ela digital ou física, sim, ele é um candidato a não conseguir aprender a ler ou a escrever.

Dados publicados pela agência Reuters desde 1996 dizem que 2 entre 3 profissionais em cargos de chefia relatam tensão no trabalho devido à quantidade infinita de dados como e-mails a responder em grande volume diário, reuniões que devem sempre seguir de um ppt, e mensagens de whatsapp.

Nas crianças e jovens o impacto é maior, muitos deles não são capazes de se defender de perigo iminente, porque o cérebro não consegue decidir uma opção segura já que são oferecidas muitas opções.

A infobesidade ou infoxicação não é um problema sem cura. E hábitos simples tem impacto positivos percebido por todos. O primeiro deles é, a cada tarefa a realizar, desconectar seu smartphone: sem interrupções de sinais sonoros, vibratórios e luminosos você será capaz de ter mais foco, e quem sabe realizar uma atividade com melhor performance.

Seja disciplinado, não passe o dia todo coletando dados que não vai usar. Se precisa de informações, reserve um tempo para isso, e depois planejamento, análise e execução.

Converse com seus colegas. Quando utilizamos a informação local processamos melhor atitudes globais. A maioria das empresas acredita que filiais estão sempre mais próximas dos clientes do que a matriz, em razão de perceber melhor as expectativas locais.

Se eu mandar você pular da ponte, vou receber uma risadinha de canto de boca como resposta, porque isso não vai acontecer. Certo? Porém, em ambiente digital, quando recebemos uma informação, o que fazemos? Compartilhamos! E aquele velho hábito de checar se isso vem de uma fonte segura passa desapercebido. Lembre-se, filtro é sempre necessário.

E por fim, esteja atento que, com a quantidade de dados disponíveis, seja no físico como no virtual, a possibilidade desse material divulgado ter intuito de assustar, desmoralizar ou desorientar é grande. Questione.

Por: Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, especialista em Netnografia e Comportamento Digital – Belicosa.com.br

 

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Crise no Mundo dos Influenciadores Digitais https://belicosa.com.br/crise-no-mundo-dos-influenciadores-digitais/ https://belicosa.com.br/crise-no-mundo-dos-influenciadores-digitais/#respond Thu, 21 Sep 2017 07:00:41 +0000 http://belicosa.com.br/?p=8664 Quantos de nós chegam com um smartphone na mão e uma ideia na cabeça, e se tornam influenciadores digitais famosos? O que parece ser uma fórmula de sucesso para empreender, hoje não é mais sinônimo de sucesso. A ação psicológica que um influencer exerce sobre seus seguidores é o core de muitos negócios digitais. De ...

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Quantos de nós chegam com um smartphone na mão e uma ideia na cabeça, e se tornam influenciadores digitais famosos? O que parece ser uma fórmula de sucesso para empreender, hoje não é mais sinônimo de sucesso.

A ação psicológica que um influencer exerce sobre seus seguidores é o core de muitos negócios digitais. De blogs a youtubers, muitos dos nomes conhecidos hoje aconteceram de forma espontânea, e dali se profissionalizaram.

Porém, o universo regado a upload de vídeos, eventos marcantes e muito flashes, esconde uma realidade sombria que ninguém quer reconhecer: Fazer sucesso digital em tempos de excesso de dados é difícil.

Algumas micro celebridades de ontem já não são mais o frisson de hoje, e acabam por experimentar a pressão exercida pelo mercado de dividir a responsabilidade de influenciar o consumidor com quem apenas apresenta um produto ou serviço.

E muitos desses youtubers, blogueiras e criadores de conteúdo se veem em meio a uma crise de identidade, afetando seu trabalho, e sem um direcionamento que deveria ter ocorrido no planejamento de suas carreiras.

Sem dinheiro, sem emprego, e com processos instaurados por difamação e multas milionárias, muitos optam por sair das redes sociais para evitar mais dessabor financeiro.

Não bastando o tamanho do stress proporcionado por carreiras que foram baseadas em pouco conteúdo ou se tornaram desestimulantes, muitas dessas celebridades flutuam num limbo regado ao anonimato.

Da mesma forma que existe gente muito bacana fazendo sucesso, em qualquer lugar há gente ruim, desqualificada e iludida por propostas relâmpago, que incentivam de crianças a idosos a se jogarem no universo dos influenciadores digitais sem qualquer estrutura para empreender.

Uma universidade de Recife lançou recentemente, um curso de graduação para formar Influenciadores digitais. A grade curricular inclui aulas de planejamento estratégico, gestão de mídias sociais e técnicas de vídeo e escrita.

O que para uns é absurdo, para outros é oportunidade. Mas, se levarmos em consideração a grade de atividades do curso, porque não formar jornalistas, em vez de pessoas com noção de técnicas de escrita, ou gestores, em vez de alguém que vai ter uma ideia do que é um planejamento estratégico.

Nesse caso compartilho da mesma visão de grande parte da população: não acredito em pessoas sendo formadas para serem influenciadores; acredito em pessoas que merecem uma educação sólida para aííí com conhecimento se tornarem influenciadores.

Desde muito pequenos, pais incentivam seus filhos a criar canais no Youtube, Instagram ou blogs, com a ilusão de que podem ser o novo Windersson. O que vai criar gerações de pessoas frustradas, em busca de aceitação continua, feita somente pelas redes sociais, e não pelo reconhecimento por seu mérito.

Qualquer criador de conteúdo trabalha muito, investe seu dinheiro em pessoas qualificadas, e não fica flanando nas redes sociais apenas por que quer ser uma celebridade.

A internet deu voz a muita profissão nova, gente diferente e conteúdo original. Mas esse mesmo espaço jamais perdoará falta de informação ou preparo psicológico de quem deseja apenas receber presentes para indicar marcas com vídeos mal feitos e erros de português em suas plataformas digitais.

Por: Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, especialista em Netnografia e Comportamento Digital – Belicosa.com.br

 

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Empreendedorismo às Avessas. https://belicosa.com.br/empreendedorismo-as-avessas/ https://belicosa.com.br/empreendedorismo-as-avessas/#respond Tue, 05 Sep 2017 10:00:47 +0000 http://belicosa.com.br/novo/?p=8143 Empreender não é uma tarefa fácil. Mas a busca por novos formatos de carreiras tem levado milhões de pessoas a empreender com a ilusão de que para isso basta pedir demissão e ter paixão pelo seu novo negócio que vai ter sucesso. A enxurrada de novos empreendedores está trazendo para o mercado a urgência de ...

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Empreender não é uma tarefa fácil. Mas a busca por novos formatos de carreiras tem levado milhões de pessoas a empreender com a ilusão de que para isso basta pedir demissão e ter paixão pelo seu novo negócio que vai ter sucesso.

A enxurrada de novos empreendedores está trazendo para o mercado a urgência de educação empreendedora, para capacitar as pessoas para os desafios a serem encontrados quando o assunto é empreendedorismo.

Até aqui nada de novo. O negócio é que, com o volume de novos autores, palestrantes e pesudos inovadores apenas na ficção. O movimento esta induzindo de forma errada o que, de fato, é empreender na vida real. E com isso formando uma geração de desempregados no futuro.

Recentemente conversei com uma jovem que disse: “Belicosa, tive uma ideia brilhante, pedi demissão para trabalhar na internet como você”. Antes que ela terminasse a frase a minha cara de espanto já era realidade.

Ela me contou que trabalhava num escritório de arquitetura há 2 anos e que adorava. Era líder de equipe, tinha um CEO que admirava, tinha uma série de benefícios e ganhava bem. Então, qual era o problema? Nenhum, vou empreender, lá já não há mais nada que possa aprender.

A minha cara não tinha mais aonde pôr caretas tentando compreender os porquês daquela atitude. Mesmo observando o comportamento dos mais jovens em ambiente digitalizado, sempre há momentos em que preciso rever conceitos. E aquele era um deles.

Foi quando perguntei por que ela queria empreender. Ah! Porque é bem mais fácil, vou trabalhar quando quiser, de forma remota e quando não souber de algo pego um vídeo no Youtube sobre motivação e volto com força total.

A ideia de que todas as experiências de carreira foram supridas num trabalho convencional faz das pessoas presunçosas, em vez de empreendedores. Concordo, se você não está feliz no seu trabalho, procure algo que lhe estimule. Mas o empreendedorismo está sendo vendido por nós, como algo que possa ser feito sem a resiliência suficiente para lidar com as adversidades do mercado.

Cada vez que ela abria a boca, tudo o que saia me arrepiava. Então, todo o esforço, mesmo que com erros de jovens empreendedores, estava direcionando um futuro incerto e frustrado de alguém que era brilhante em seu trabalho atual, mas foi iludido por um mercado que acha que vender cursos e mentorias pelo Sebrae vai resolver seu fluxo de caixa quando as contas não fecharem no fim do mês.

Tentando barganhar com ela, o assunto ficava cada vez mais tenso, pois percebia que estava decida e que não havia qualquer noção de risco na ideia de empreender. Foi quando mais 3 pessoas se juntaram à conversa e que experimentavam a mesma percepção errada de empreendedorismo.

Passamos tanto a ideia de que todo mundo pode empreender e que estamos no filme rede social onde Mark zuckerberg fez o Facebook em 2 horas e ficou bilionário, que todo mundo compra.

Que qualquer um pode ir no Shark Tank que os tubarões vão virar seus sócios, que vão ficar famosos e que nada vai ser cobrado. Nem o trabalho duro, nem a grana de volta, se tudo der errado.

Outra amostra de que estamos na contramão da educação empreendedora é que em muitos lugares há leis que proíbem o uso de internet nas escolas públicas, mas incentivam programas de governo de parques tecnológicos, ou seja, como vamos capacitar essa turma para o uso adequado da tão falada inovação disruptiva se proibimos eles de acessar a internet?

No meio da minha fala tentava mostrar para os que me ouviam o quanto desafiador era, e que, depois de empreender, o negócio precisaria de uma pessoa com perfil de liderança para sustentar sua equipe. Foi aí que as caretas se inverteram. Como assim? Vamos precisar contratar pessoas?

Sim, cara pálida, nenhum grande negócio nasceu de uma ideia brilhante e aconteceu sozinho. Mas eu já tenho o plano perfeito! Basta ir atrás de financiadores com uns pitchs e ppts super bacanas que conseguimos a grana… mas sabemos que não é assim.

A ideia de que empreender não precisa de um modelo de negócio não é falta de informação, e sim de percepção, diante de tantos empreendedores de palco vendendo apenas sucesso, sem agregar o quão difícil pode ser a parte operacional.

O Brasil é campeão em desestimular quem deseja empreender. E estamos criando uma legião de pessoas que não sabe que o país esmaga a maioria dos negócios em processos trabalhistas, impostos e taxa de juros.

Gostaria de ver mais gente preocupada em fazer livros, curso e palestras que ensinassem, na prática, como é difícil ter um CNPJ no Brasil. E que preparassem essa moçada água com açúcar, que se isso não for barreira para empreender, prossiga.

A conversa bizarra com a menina quase brilhante me fez perceber que, por mais que as pessoas não digam, está todo mundo mais preocupado em ser ranking no Google e capa da Exame do que apostar numa ideia como negócio que, como toda atitude, tem seus riscos e merece atenção.

Por: Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, especialista em Netnografia e Comportamento Digital – Belicosa.com.br

 

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Privacidade Digital: Direito ou Necessidade? https://belicosa.com.br/privacidade-digital-direito-ou-necessidade/ https://belicosa.com.br/privacidade-digital-direito-ou-necessidade/#respond Thu, 31 Aug 2017 10:00:23 +0000 http://belicosa.com.br/novo/?p=8132 Uma vez conectados, eternamente juntos. Se não tem amizades assim, deveria se perguntar como a internet transformou nossas relações em ambientes digitalizados para a vida toda. A provocação faz sentido quando questionamos se a privacidade digital é somente direito ou uma necessidade atual. As inovações tecnológica mudaram a realidade social do físico para o digital. ...

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Uma vez conectados, eternamente juntos. Se não tem amizades assim, deveria se perguntar como a internet transformou nossas relações em ambientes digitalizados para a vida toda. A provocação faz sentido quando questionamos se a privacidade digital é somente direito ou uma necessidade atual.

As inovações tecnológica mudaram a realidade social do físico para o digital. Se você acredita que, porque não tem Facebook, e-mail ou não se adaptou ao whatsapp não está online, se engana. Mesmo quem diga que não tem um único vestígio seu na internet, basta solicitar a alguém que pesquise seu nome completo no Google e verá que a privacidade hoje em dia é algo que nos expõe.

Um estudo realizado pela Kantar mostrou que 90% dos jovens no Brasil se preocupam com seus dados circulando na internet e entendem como necessidade a privacidade online. Já os mais maduros abraçaram a ideia de que estar conectados , mas na grande maioria acreditam que todo mundo vai ser hackeado um dia e seus dados não são tão impenetráveis que mereçam tanta segurança.

A chamada privacidade digital é nada mais que a habilidade em controlar a exposição, reserva de informações e dados pessoais na internet, e isso não é brincadeira.

Já parou para pensar que, toda vez que faz uma publicação em rede social com geolocalização, é um dado seu exposto? Ou uma compra online? Quem sabe quando aceita os termos de uso de um site que amanhã pode usar uma foto sua na campanha publicitária dele sem a sua devida indenização? Se você acha que não aceitou isso tudo, atenção, aceitou simmmmm! Ou vai dizer que leu todo o contrato que o Facebook te mandou quando criou a sua conta e clickou no “aceito”.

O tema privacidade digital nos coloca em check, onde achamos que, escondendo nossas identidades e senhas, estaremos anônimos e a salvo de qualquer perigo.

As celebridades são as mais atingidas, e desejam que sua vida privada seja apenas física. Recentemente o Uber espionava todos os lugares que Beyonce ia. Como? Do mesmo jeito que pode fazer com você… Usando o número de serie do seu smartphone que é escancarado para quem quiser ver.

O Brasil é bem avançado nas punições quanto aos crimes cibernéticos, e a ONU tem uma relatoria especial sobre o direito à privacidade na era digital. Mas a reflexão proposta não é em razão dos outros, e sim da gente. Somos nós que estamos nos expondo nas rede sociais, descuidando da nossa geolocalização e deixando rastros que permitem qualquer um tirar vantagem.

Ok, Belicosa, então acredita que a privacidade digital é uma necessidade? Sim. Mesmo para alguém que trabalha com observação dos dados produzidos pelo nosso comportamento em ambiente virtual, a primeira coisa que pesquisadores na área fazem ao pesquisar um grupo é pedir permissão para estar ali e não simplesmente coletar dados e usa-los como quiser.

A recorrência do tema em Holliwood é gigantesca, e filmes como “Invasão de privacidade”, “Hackers”, “Whoami”, “Operação Takedown” e “o Círculo”, ainda sem data par estrear, fazem críticas à falta de limite entre o público e o privado, e como estamos sujeitos a sequestros de dados, estupros e à falta de segurança como um todo.

A ideia de se pensar na necessidade de cautela em tempos de conexão 24h é como podemos nos prevenir e como podemos educar a todos para usufruir dos benefícios da internet sem a exposição da privacidade.

Ensinar seus filhos que o sistema de geolocalização é algo que deve ficar desligado nos smartphones, que redes sociais não devem conter nudes de forma nenhuma, e que o ideal é não colocar nada na internet que você não queira que seja visto, são dicas poderosas para quem deseja um ambiente digital mais consciente e seguro.

Por: Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, especialista em Netnografia e Comportamento Digital – Belicosa.com.br.

 

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