Belicosa https://belicosa.com.br netnografia e comportamento digital por Maria Augusta Ribeiro Sun, 12 Nov 2017 10:00:35 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.8.3 Ser digital é nocivo a saúde? https://belicosa.com.br/ser-digital-e-nocivo-saude/ https://belicosa.com.br/ser-digital-e-nocivo-saude/#respond Sun, 12 Nov 2017 10:00:35 +0000 https://belicosa.com.br/?p=8740 O digital é uma das inovações mais sensacionais de todos os tempos. Mas à medida que a tecnologia evolui, o alerta de que diagnósticos médicos decorrentes do abuso dessa ferramenta são cada vez mais comuns em consultórios médicos e nos questiona sobre se ser digital é nocivo a saúde. Vendemos apenas a ideia de que ...

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O digital é uma das inovações mais sensacionais de todos os tempos. Mas à medida que a tecnologia evolui, o alerta de que diagnósticos médicos decorrentes do abuso dessa ferramenta são cada vez mais comuns em consultórios médicos e nos questiona sobre se ser digital é nocivo a saúde.

Vendemos apenas a ideia de que a tecnologia tem benéficos positivos as nossas vidas. Principalmente quando pensamos nas facilidades que a internet traz aos cotidianos agitados de pessoas que se comunicam via smartphones, fecham negócios por email e se exercitam via wi-fi.

Mas muitos dos danos causados à nossa saúde são atribuídos à esta tecnologia quando, na realidade, são de comportamento. Afinal, não é porque você tem acesso à sua geladeira que vai comer tudo o que tem nela de uma vez só.

Além dos diagnósticos médicos ha aquela percepção básica de que temos mais crianças usando óculos, mais jovens obesos e mais pessoas com problemas na coluna.

Um documentário chamado “Web Junkie” relata o dia a dia de jovens chineses que são levados contra a vontade a acampamentos, para fazer um tratamento severo pelo vício em internet.

O negócio é tão trash, que jovens de 13 anos choram, fazem greve de fome, e têm comportamentos violentos, apenas porque são privados da tecnologia. São mais de 400 desses acampamentos na China, e isso se estende por outros países.

Antes que me diga que as redes sociais não influenciam nosso comportamento, se questione: Quantas vezes você acessa suas redes sociais? Isso inclui as tecladas no Whatsapp, os vídeos no Youtube e o linkedin.

Segundo a última pesquisa realizada pela Comscore  os brasileiros passam 650 horas por mês conectados à internet. sendo que 360 horas são gastas em redes sociais.

De fatos as redes digitais  mexem com nosso instinto de reconhecimento social. Somos recompensados com curtidas, compartilhadas e seguidores, na medida que publicamos algo que cause empatia imediata. Porém ela não gera uma recompensa real.

Transtorno de dependência da Internet não é mais coisa do passado. São diagnósticos comuns nos consultórios psiquiátricos no mundo todo.

Somos todos culpados!!!! Pois deixamos que ferramentas tecnológicas tenham a obrigação de criar valores em nossos filhos, sejam a orientação de nossos jovens e o relacionamento dos idosos. E isso, sem dúvida, já afeta sociedade de forma nada positiva.

Segundo estudos, criança de 0 a 2 anos expostas a 1 hora de acesso à tecnologia, e isso inclui brinquedos eletrônicos, fones de ouvido, TV, Tablets e smartphones, por mês, terá 3 vezes mais chances de desenvolver patologias que a impossibilitem ela de se alfabetizar.

Estamos surfando em mares perigosos, porque estamos cansados demais para entreter nossos filhos, ensinar valores aos alunos, e praticar a evolução no trabalho, porque simplesmente passamos a responsabilidade de nossos atos para a internet.

E não precisamos inovar para evitar problemas cognitivos futuros, basta darmos um pouco de atenção ao colega de trabalho que não está bem, ao filho que precisa de carinho e ao amigo que deseja falar com você, não teclar.

Ser digital é realidade. Mas achar que um smartphone pode resolver todos os problemas do mundo isso é alienação de comportamento e nao salva ninguém do ônus do mal uso de tecnologia amanha. Pense Nisso!

Por: Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, especialista em Netnografia, escreve para o Belicosa.com.br.

 

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Consumidor Fluido, quem é ele? https://belicosa.com.br/consumidor-fluido-quem-e-ele/ https://belicosa.com.br/consumidor-fluido-quem-e-ele/#respond Thu, 19 Oct 2017 08:00:27 +0000 https://belicosa.com.br/?p=8722 Com uma infinidade de plataformas que nos conectam instantaneamente, uma geração de consumidor ávido por ser reconhecidos exige que o mercado atenda às suas expectativas em tempo real e assim são chamados  de consumidor fluido. Eu, você e até seu cachorro pode ser um consumidor fluido. Mas na pratica a definição é de pessoas que ...

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Com uma infinidade de plataformas que nos conectam instantaneamente, uma geração de consumidor ávido por ser reconhecidos exige que o mercado atenda às suas expectativas em tempo real e assim são chamados  de consumidor fluido.

Eu, você e até seu cachorro pode ser um consumidor fluido. Mas na pratica a definição é de pessoas que fazem compras com frequência pela internet e interagem com as marcas por meio de plataforma digital.

Mesmo que possam comprar em ambiente físico, vão utilizar o modo online para pesquisar sobre a marca, e assim vivenciar inovação no trabalho, em casa ou em qualquer lugar que tenha wi-fi.

O desejo implícito nesses consumidores ávidos por bens de consumo não duráveis está em ser conhecidos através de seus dados. E através do data que fazem ou não uma empresa se tornar relevante ao seu universo. Lembrando que, quanto mais personalizado for, mais vendas são impactadas.

Teo Correia, autor do livro “The Fluid Consumer, next generation growth and branding in digital age”, fala como este novo consumidor não tem um padrão linear de compra, e como isso afeta as empresas no anseio de engajar seus clientes.

A ideia é que não há mais barreiras entre ser um público alvo aqui ou na China, uma vez conectado nao há obstáculos para conquistar o mundo.

E essa facilidade afeta o comportamento de milhões de pessoas que, ao se identificarem como potenciais mercados, vão exigir cada vez mais que marcas e produtos satisfaçam suas expectativas em tempo real.

Muitas organizações acabam transferindo para seus empregados responsabilidades que antes nao lhe eram atribuídas. Pense nos comissários de bordo, antes tinham que entregam a refeição e orientar passageiros, hoje tem que tirar o pedido, passar o cartão e entregar a refeição.

Os obstáculos para empresas onipresentes são muitos, mas nada é impossível. Pense em como hoje o acesso a informação é gratuita, rápida e necessária para e gerar conhecimento, isso beneficiar a todos inclusive a quem desejar impactar seus clientes.

Falando em impacto, é bom as marcas pararem de torcer o nariz para o Facebook, pois a plataforma atende ha mais de 2 bilhões de usuários que gastam 45 minutos por dia nele. Que marca tradicional alcança esse grau de fidelidade?

A transformação digital através da melhoria da tecnologia prova que cada vez mais empresas que não estiverem acompanhando de perto seus clientes não vão sobreviver. E sim, eles, a cada desejo não atendido, vão compartilhar conteúdo e experiências de compra ruins pelas redes sociais.

O que antes acontecia num estabelecimento físico quando era mal atendido ganhou amplificadores potentes, que empodera o injustiçado com foro privilegiado, a quem quiser ouvir pela eternidade, já que, uma vez na internet, seu dado sempre estará lá.

Da mesma forma que há o lado ruim, a influência desse consumidor que sabe navegar em dois planos distintos sem grandes barreiras estimula a inovação em serviços, negócios disruptivos, e um mercado que tenta agradar seu cliente através da personalização levada ao extremo.

Nesses tempos da geração de fluid consumer não penso duas vezes em contratar pesquisas de mercado constantes para avaliar meu cliente de forma consolidada, e conseguir oferecer cada vez mais produtos e serviços que satisfaçam uma geração consumidores cada vez mais se expande.

Por: Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, com foco em Netnografia e Comportamento Digital – Belicosa.com.br

 

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Quem são os Xennials? https://belicosa.com.br/xennials/ https://belicosa.com.br/xennials/#comments Tue, 03 Oct 2017 08:16:56 +0000 https://belicosa.com.br/?p=8691 As pessoas que nasceram entre as gerações X e a Y Agora tem seu espaço. E já conseguem se encaixar numa micro geração que busca reconhecimento e recompensa pelos avanços que são capazes de produzir em contextos de inovação, consumo e cultura chamada de xennials. Palavra esquisita e de pronuncia alienígena, serve para demarcar um ...

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As pessoas que nasceram entre as gerações X e a Y Agora tem seu espaço. E já conseguem se encaixar numa micro geração que busca reconhecimento e recompensa pelos avanços que são capazes de produzir em contextos de inovação, consumo e cultura chamada de xennials.

Palavra esquisita e de pronuncia alienígena, serve para demarcar um cenário a tempos povoado por gente que não se sentiam integradas aos conceitos que estudam consumidores principalmente em ambientes digitalizados.

Os Xennials são considerados todos os nascidos entre 1977 a 1983 e surge da percepção dos próprios usuários, que se sentiam desconfortáveis com os rótulos de muito otimistas da geração Y ou cheios de cinismo da geração X.

O termo foi inventado pela jornalista Sarah Stankorb que escreveu um artigo contando como não se sentia incluída nem na geração X nem na Y, em 2014. Porem ha uma referencia fortissima de que esta geração nasceu junto com um dos episódios de Star Wars.

Em ramos da ciência, do marketing e da economia comportamental, saber determinadas nuances pode favorecer pesquisas e criar insights que beneficiem a todos. Podemos, por exemplo, criar produtos mais personalizados, excluir serviços obsoletos ou gerar tendências de inovação para o futuro.

Sem falar na parte cultural que estimula a cidadania, que faz mais sentido e cria sentimento de pertencimento com o agregar valor a sociedade atual.

Em tempos onde tudo é acelerado, ter uma geração que pode fazer uma ponte entre os mais jovens e os mais maduros contribui imensamente para que a comunicação seja uma ferramenta cada vez mais abrangente e que nao precise apenas de tecladas, sim os xennials podem ser a chave entre o novo e o velho.

Ainda recente, o conceito gera controversa para quem faz pesquisa de mercado. Justamente porque inclui mais aspectos de vida cotidianano seu histórico do que gênero, localização, e parâmetros já utilizados e amplamente estudados.

O beneficio mais marcante da inclusão dessa nova micro geração é a possiblidade de compreender melhor o grupo de pessoas nascidas em determinada época. E conseguir agrupar características comuns a essa nova turma.

São pessoas que sabem o que é uma fita cassete, que brincaram na rua, e que jogaram os primeiros jogos que estavam instalados nos computadores pessoais. Não acompanharam a crise econômica e conseguiram construir suas carreiras galgados no merecimento, e navegam em ambientes futuristas sem grandes problemas.

Outro ponto positivo é que os Xennials nasceram analógicos e se tornaram digitais. Facilitando o caminho da comunicação entre grupos altamente digitalizados e outros nem tanto.

Com eles podemos formar pessoas preparadas para ensinar de forma inteligente, crianças nascidas nos dias atuais, instruindo que nem todos os lugares do mundo tem Internet, e que mesmo assim podem ter experiências tão marcantes quanto as atividades online. E tudo de forma fluida, sem stress e auxiliando na coexistência entre o antigo e o novo no mesmo ambiente, com equilíbrio.

Sabemos que, quando fazemos algo com amor, a percepção de valores e a amplitude de conhecimento é beneficiada. E com uma turma que agora passa a ter seu espaço e se sentir abraçada pela sociedade digitalizada só podemos avançar em estratégias que privilegiem a todos.

Ter informação nao faz de nos melhores ou piores se ela nao gera aprendizagem e consequentemente conhecimento. Ter micro gerações que possam ser ponte entre plurais que gerem sabedoria em áreas distintas é sem duvida inovador.

Quem sabe os xennials nao sejam o elo perdido que faltava para conectar outras gerações? E nao estamos falando de digitalizar as pessoas e sim de integrar pessoas. Imagine trocar experiências que podem ser apenas compartilhadas um a um ou mesmo resolver duvidas que apenas a informação nao será capaz de gerar conhecimento.

Lembre-se que cada geração acha um modo de se expressar, de criar sentimento de pertencimento e propriedade, porém, toda geração eventualmente acaba recebendo o nome que lhe convém.

Ainda que a possibilidade seja de análise superficial e precise da ajuda dos parâmetros já utilizados para pesquisa do comportamento das pessoas em ambiente digital, estamos evoluindo na inclusão de pessoas que nasceram brincando com os amigos na rua, com memória coletiva, e ainda assim preparados para o mundo onde a revolução digital é agora.

Por: Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, com foco em Netnografia e Comportamento Digital – Belicosa.com.br

 

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Infobesidade a era de excesso de informação https://belicosa.com.br/era-da-infobesidade/ https://belicosa.com.br/era-da-infobesidade/#respond Tue, 26 Sep 2017 07:28:06 +0000 https://belicosa.com.br/?p=8677 A sobrecarga de informação, chamada de infobesidade é uma epidemia em escala mundial. Não é à toa que pessoas no mundo todo relatam o constante stress e dificuldades para tomar decisões devido à quantidade de informação recebida ao longo do dia. Esqueceu do nome de alguém que conheceu ontem? Não lembra a última propaganda que ...

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A sobrecarga de informação, chamada de infobesidade é uma epidemia em escala mundial. Não é à toa que pessoas no mundo todo relatam o constante stress e dificuldades para tomar decisões devido à quantidade de informação recebida ao longo do dia.

Esqueceu do nome de alguém que conheceu ontem? Não lembra a última propaganda que viu, ou desaprendeu a andar e bicicleta? Você não esta sozinho e faz parte dos 6 bilhões de pessoas com o mesmo diagnóstico: A intoxicação pela informação.

O problema não é novo. Desde que o mundo se industrializou, o excesso de informação acompanha o contexto histórico das nações, e impede que os indivíduos ajam de forma adequada às novas sensações. O que é diferente agora é a velocidade que isso acontece.

Imagine que sua mente está num supermercado onde todas as ofertas são atrativas, porém ele somente pode escolher um item para produzir uma ação; assim a infobesidade faz com que o nosso cérebro receba tantos estímulos que eles não consigam se decidir.

A internet duplica, triplica e multiplica toda a informação recebida, mesmo que ela seja descartável ou tida como lixo. Os dados soltos mais confundem do que tornam melhor nosso tempo de resposta, quando o assunto é decidir, delegar ou reagir.

Muitos tendem a submergir num emaranhado de referências que não são saudáveis ou úteis. E o problema nao é da tecnologia e sim de comportamento. Afinal é você que decide qual informação gera conhecimento e qual é rejeitada.

Pesquisadores no mundo todo se preocupam com a sobrecarga de informação. E principalmente Harvard e Google se empenham para encontrar soluções para esse processo de contaminação cognitiva, que pode levar à perda de memória, habilidades motoras e à incapacidade de filtrar o que é adequado a cada um.

Em escala profissional, o assunto é temerário. Mas quando falamos do excesso de informação em crianças, o assunto é monstruoso. A possibilidade de produzir gerações inteiras de pessoas altamente conectadas, mas sem a capacidade de distinguir perigos iminentes, nem de se adaptar e tão pouco ser alfabetizado corretamente assusta.

Levando em consideração que uma criança termina o ciclo de alfabetização aos 7 anos, se seu filho hoje tem 5 anos e está exposto a uma quantidade gigantesca de informação seja ela digital ou física, sim, ele é um candidato a não conseguir aprender a ler ou a escrever.

Dados publicados pela agência Reuters desde 1996 dizem que 2 entre 3 profissionais em cargos de chefia relatam tensão no trabalho devido à quantidade infinita de dados como e-mails a responder em grande volume diário, reuniões que devem sempre seguir de um ppt, e mensagens de whatsapp.

Nas crianças e jovens o impacto é maior, muitos deles não são capazes de se defender de perigo iminente, porque o cérebro não consegue decidir uma opção segura já que são oferecidas muitas opções.

A infobesidade ou infoxicação não é um problema sem cura. E hábitos simples tem impacto positivos percebido por todos. O primeiro deles é, a cada tarefa a realizar, desconectar seu smartphone: sem interrupções de sinais sonoros, vibratórios e luminosos você será capaz de ter mais foco, e quem sabe realizar uma atividade com melhor performance.

Seja disciplinado, não passe o dia todo coletando dados que não vai usar. Se precisa de informações, reserve um tempo para isso, e depois planejamento, análise e execução.

Converse com seus colegas. Quando utilizamos a informação local processamos melhor atitudes globais. A maioria das empresas acredita que filiais estão sempre mais próximas dos clientes do que a matriz, em razão de perceber melhor as expectativas locais.

Se eu mandar você pular da ponte, vou receber uma risadinha de canto de boca como resposta, porque isso não vai acontecer. Certo? Porém, em ambiente digital, quando recebemos uma informação, o que fazemos? Compartilhamos! E aquele velho hábito de checar se isso vem de uma fonte segura passa desapercebido. Lembre-se, filtro é sempre necessário.

E por fim, esteja atento que, com a quantidade de dados disponíveis, seja no físico como no virtual, a possibilidade desse material divulgado ter intuito de assustar, desmoralizar ou desorientar é grande. Questione.

Por: Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, especialista em Netnografia e Comportamento Digital – Belicosa.com.br

 

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Crise no Mundo dos Influenciadores Digitais https://belicosa.com.br/crise-no-mundo-dos-influenciadores-digitais/ https://belicosa.com.br/crise-no-mundo-dos-influenciadores-digitais/#respond Thu, 21 Sep 2017 07:00:41 +0000 http://belicosa.com.br/?p=8664 Quantos de nós chegam com um smartphone na mão e uma ideia na cabeça, e se tornam influenciadores digitais famosos? O que parece ser uma fórmula de sucesso para empreender, hoje não é mais sinônimo de sucesso. A ação psicológica que um influencer exerce sobre seus seguidores é o core de muitos negócios digitais. De ...

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Quantos de nós chegam com um smartphone na mão e uma ideia na cabeça, e se tornam influenciadores digitais famosos? O que parece ser uma fórmula de sucesso para empreender, hoje não é mais sinônimo de sucesso.

A ação psicológica que um influencer exerce sobre seus seguidores é o core de muitos negócios digitais. De blogs a youtubers, muitos dos nomes conhecidos hoje aconteceram de forma espontânea, e dali se profissionalizaram.

Porém, o universo regado a upload de vídeos, eventos marcantes e muito flashes, esconde uma realidade sombria que ninguém quer reconhecer: Fazer sucesso digital em tempos de excesso de dados é difícil.

Algumas micro celebridades de ontem já não são mais o frisson de hoje, e acabam por experimentar a pressão exercida pelo mercado de dividir a responsabilidade de influenciar o consumidor com quem apenas apresenta um produto ou serviço.

E muitos desses youtubers, blogueiras e criadores de conteúdo se veem em meio a uma crise de identidade, afetando seu trabalho, e sem um direcionamento que deveria ter ocorrido no planejamento de suas carreiras.

Sem dinheiro, sem emprego, e com processos instaurados por difamação e multas milionárias, muitos optam por sair das redes sociais para evitar mais dessabor financeiro.

Não bastando o tamanho do stress proporcionado por carreiras que foram baseadas em pouco conteúdo ou se tornaram desestimulantes, muitas dessas celebridades flutuam num limbo regado ao anonimato.

Da mesma forma que existe gente muito bacana fazendo sucesso, em qualquer lugar há gente ruim, desqualificada e iludida por propostas relâmpago, que incentivam de crianças a idosos a se jogarem no universo dos influenciadores digitais sem qualquer estrutura para empreender.

Uma universidade de Recife lançou recentemente, um curso de graduação para formar Influenciadores digitais. A grade curricular inclui aulas de planejamento estratégico, gestão de mídias sociais e técnicas de vídeo e escrita.

O que para uns é absurdo, para outros é oportunidade. Mas, se levarmos em consideração a grade de atividades do curso, porque não formar jornalistas, em vez de pessoas com noção de técnicas de escrita, ou gestores, em vez de alguém que vai ter uma ideia do que é um planejamento estratégico.

Nesse caso compartilho da mesma visão de grande parte da população: não acredito em pessoas sendo formadas para serem influenciadores; acredito em pessoas que merecem uma educação sólida para aííí com conhecimento se tornarem influenciadores.

Desde muito pequenos, pais incentivam seus filhos a criar canais no Youtube, Instagram ou blogs, com a ilusão de que podem ser o novo Windersson. O que vai criar gerações de pessoas frustradas, em busca de aceitação continua, feita somente pelas redes sociais, e não pelo reconhecimento por seu mérito.

Qualquer criador de conteúdo trabalha muito, investe seu dinheiro em pessoas qualificadas, e não fica flanando nas redes sociais apenas por que quer ser uma celebridade.

A internet deu voz a muita profissão nova, gente diferente e conteúdo original. Mas esse mesmo espaço jamais perdoará falta de informação ou preparo psicológico de quem deseja apenas receber presentes para indicar marcas com vídeos mal feitos e erros de português em suas plataformas digitais.

Por: Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, especialista em Netnografia e Comportamento Digital – Belicosa.com.br

 

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Empreendedorismo às Avessas. https://belicosa.com.br/empreendedorismo-as-avessas/ https://belicosa.com.br/empreendedorismo-as-avessas/#respond Tue, 05 Sep 2017 10:00:47 +0000 http://belicosa.com.br/novo/?p=8143 Empreender não é uma tarefa fácil. Mas a busca por novos formatos de carreiras tem levado milhões de pessoas a empreender com a ilusão de que para isso basta pedir demissão e ter paixão pelo seu novo negócio que vai ter sucesso. A enxurrada de novos empreendedores está trazendo para o mercado a urgência de ...

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Empreender não é uma tarefa fácil. Mas a busca por novos formatos de carreiras tem levado milhões de pessoas a empreender com a ilusão de que para isso basta pedir demissão e ter paixão pelo seu novo negócio que vai ter sucesso.

A enxurrada de novos empreendedores está trazendo para o mercado a urgência de educação empreendedora, para capacitar as pessoas para os desafios a serem encontrados quando o assunto é empreendedorismo.

Até aqui nada de novo. O negócio é que, com o volume de novos autores, palestrantes e pesudos inovadores apenas na ficção. O movimento esta induzindo de forma errada o que, de fato, é empreender na vida real. E com isso formando uma geração de desempregados no futuro.

Recentemente conversei com uma jovem que disse: “Belicosa, tive uma ideia brilhante, pedi demissão para trabalhar na internet como você”. Antes que ela terminasse a frase a minha cara de espanto já era realidade.

Ela me contou que trabalhava num escritório de arquitetura há 2 anos e que adorava. Era líder de equipe, tinha um CEO que admirava, tinha uma série de benefícios e ganhava bem. Então, qual era o problema? Nenhum, vou empreender, lá já não há mais nada que possa aprender.

A minha cara não tinha mais aonde pôr caretas tentando compreender os porquês daquela atitude. Mesmo observando o comportamento dos mais jovens em ambiente digitalizado, sempre há momentos em que preciso rever conceitos. E aquele era um deles.

Foi quando perguntei por que ela queria empreender. Ah! Porque é bem mais fácil, vou trabalhar quando quiser, de forma remota e quando não souber de algo pego um vídeo no Youtube sobre motivação e volto com força total.

A ideia de que todas as experiências de carreira foram supridas num trabalho convencional faz das pessoas presunçosas, em vez de empreendedores. Concordo, se você não está feliz no seu trabalho, procure algo que lhe estimule. Mas o empreendedorismo está sendo vendido por nós, como algo que possa ser feito sem a resiliência suficiente para lidar com as adversidades do mercado.

Cada vez que ela abria a boca, tudo o que saia me arrepiava. Então, todo o esforço, mesmo que com erros de jovens empreendedores, estava direcionando um futuro incerto e frustrado de alguém que era brilhante em seu trabalho atual, mas foi iludido por um mercado que acha que vender cursos e mentorias pelo Sebrae vai resolver seu fluxo de caixa quando as contas não fecharem no fim do mês.

Tentando barganhar com ela, o assunto ficava cada vez mais tenso, pois percebia que estava decida e que não havia qualquer noção de risco na ideia de empreender. Foi quando mais 3 pessoas se juntaram à conversa e que experimentavam a mesma percepção errada de empreendedorismo.

Passamos tanto a ideia de que todo mundo pode empreender e que estamos no filme rede social onde Mark zuckerberg fez o Facebook em 2 horas e ficou bilionário, que todo mundo compra.

Que qualquer um pode ir no Shark Tank que os tubarões vão virar seus sócios, que vão ficar famosos e que nada vai ser cobrado. Nem o trabalho duro, nem a grana de volta, se tudo der errado.

Outra amostra de que estamos na contramão da educação empreendedora é que em muitos lugares há leis que proíbem o uso de internet nas escolas públicas, mas incentivam programas de governo de parques tecnológicos, ou seja, como vamos capacitar essa turma para o uso adequado da tão falada inovação disruptiva se proibimos eles de acessar a internet?

No meio da minha fala tentava mostrar para os que me ouviam o quanto desafiador era, e que, depois de empreender, o negócio precisaria de uma pessoa com perfil de liderança para sustentar sua equipe. Foi aí que as caretas se inverteram. Como assim? Vamos precisar contratar pessoas?

Sim, cara pálida, nenhum grande negócio nasceu de uma ideia brilhante e aconteceu sozinho. Mas eu já tenho o plano perfeito! Basta ir atrás de financiadores com uns pitchs e ppts super bacanas que conseguimos a grana… mas sabemos que não é assim.

A ideia de que empreender não precisa de um modelo de negócio não é falta de informação, e sim de percepção, diante de tantos empreendedores de palco vendendo apenas sucesso, sem agregar o quão difícil pode ser a parte operacional.

O Brasil é campeão em desestimular quem deseja empreender. E estamos criando uma legião de pessoas que não sabe que o país esmaga a maioria dos negócios em processos trabalhistas, impostos e taxa de juros.

Gostaria de ver mais gente preocupada em fazer livros, curso e palestras que ensinassem, na prática, como é difícil ter um CNPJ no Brasil. E que preparassem essa moçada água com açúcar, que se isso não for barreira para empreender, prossiga.

A conversa bizarra com a menina quase brilhante me fez perceber que, por mais que as pessoas não digam, está todo mundo mais preocupado em ser ranking no Google e capa da Exame do que apostar numa ideia como negócio que, como toda atitude, tem seus riscos e merece atenção.

Por: Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, especialista em Netnografia e Comportamento Digital – Belicosa.com.br

 

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Privacidade Digital: Direito ou Necessidade? https://belicosa.com.br/privacidade-digital-direito-ou-necessidade/ https://belicosa.com.br/privacidade-digital-direito-ou-necessidade/#respond Thu, 31 Aug 2017 10:00:23 +0000 http://belicosa.com.br/novo/?p=8132 Uma vez conectados, eternamente juntos. Se não tem amizades assim, deveria se perguntar como a internet transformou nossas relações em ambientes digitalizados para a vida toda. A provocação faz sentido quando questionamos se a privacidade digital é somente direito ou uma necessidade atual. As inovações tecnológica mudaram a realidade social do físico para o digital. ...

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Uma vez conectados, eternamente juntos. Se não tem amizades assim, deveria se perguntar como a internet transformou nossas relações em ambientes digitalizados para a vida toda. A provocação faz sentido quando questionamos se a privacidade digital é somente direito ou uma necessidade atual.

As inovações tecnológica mudaram a realidade social do físico para o digital. Se você acredita que, porque não tem Facebook, e-mail ou não se adaptou ao whatsapp não está online, se engana. Mesmo quem diga que não tem um único vestígio seu na internet, basta solicitar a alguém que pesquise seu nome completo no Google e verá que a privacidade hoje em dia é algo que nos expõe.

Um estudo realizado pela Kantar mostrou que 90% dos jovens no Brasil se preocupam com seus dados circulando na internet e entendem como necessidade a privacidade online. Já os mais maduros abraçaram a ideia de que estar conectados , mas na grande maioria acreditam que todo mundo vai ser hackeado um dia e seus dados não são tão impenetráveis que mereçam tanta segurança.

A chamada privacidade digital é nada mais que a habilidade em controlar a exposição, reserva de informações e dados pessoais na internet, e isso não é brincadeira.

Já parou para pensar que, toda vez que faz uma publicação em rede social com geolocalização, é um dado seu exposto? Ou uma compra online? Quem sabe quando aceita os termos de uso de um site que amanhã pode usar uma foto sua na campanha publicitária dele sem a sua devida indenização? Se você acha que não aceitou isso tudo, atenção, aceitou simmmmm! Ou vai dizer que leu todo o contrato que o Facebook te mandou quando criou a sua conta e clickou no “aceito”.

O tema privacidade digital nos coloca em check, onde achamos que, escondendo nossas identidades e senhas, estaremos anônimos e a salvo de qualquer perigo.

As celebridades são as mais atingidas, e desejam que sua vida privada seja apenas física. Recentemente o Uber espionava todos os lugares que Beyonce ia. Como? Do mesmo jeito que pode fazer com você… Usando o número de serie do seu smartphone que é escancarado para quem quiser ver.

O Brasil é bem avançado nas punições quanto aos crimes cibernéticos, e a ONU tem uma relatoria especial sobre o direito à privacidade na era digital. Mas a reflexão proposta não é em razão dos outros, e sim da gente. Somos nós que estamos nos expondo nas rede sociais, descuidando da nossa geolocalização e deixando rastros que permitem qualquer um tirar vantagem.

Ok, Belicosa, então acredita que a privacidade digital é uma necessidade? Sim. Mesmo para alguém que trabalha com observação dos dados produzidos pelo nosso comportamento em ambiente virtual, a primeira coisa que pesquisadores na área fazem ao pesquisar um grupo é pedir permissão para estar ali e não simplesmente coletar dados e usa-los como quiser.

A recorrência do tema em Holliwood é gigantesca, e filmes como “Invasão de privacidade”, “Hackers”, “Whoami”, “Operação Takedown” e “o Círculo”, ainda sem data par estrear, fazem críticas à falta de limite entre o público e o privado, e como estamos sujeitos a sequestros de dados, estupros e à falta de segurança como um todo.

A ideia de se pensar na necessidade de cautela em tempos de conexão 24h é como podemos nos prevenir e como podemos educar a todos para usufruir dos benefícios da internet sem a exposição da privacidade.

Ensinar seus filhos que o sistema de geolocalização é algo que deve ficar desligado nos smartphones, que redes sociais não devem conter nudes de forma nenhuma, e que o ideal é não colocar nada na internet que você não queira que seja visto, são dicas poderosas para quem deseja um ambiente digital mais consciente e seguro.

Por: Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, especialista em Netnografia e Comportamento Digital – Belicosa.com.br.

 

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O que é Netnografia? https://belicosa.com.br/o-que-e-netnografia/ https://belicosa.com.br/o-que-e-netnografia/#respond Tue, 29 Aug 2017 11:00:36 +0000 http://belicosa.com.br/novo/?p=8118 A Netnografia é a etnografia que analisa o comportamento humano em grupos sociais na internet. Ela é um método de estudo da antropologia usado para descrever costumes, tradições e coletar dados por meio de técnicas qualitativas e interpretativas, a fim de entender nossa jornada online. De nome engraçado e eficiência comprovada, este método de analise ...

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A Netnografia é a etnografia que analisa o comportamento humano em grupos sociais na internet. Ela é um método de estudo da antropologia usado para descrever costumes, tradições e coletar dados por meio de técnicas qualitativas e interpretativas, a fim de entender nossa jornada online.

De nome engraçado e eficiência comprovada, este método de analise mercadológica se utiliza de informações disponíveis publicamente em ambiente digital para compreender melhor as necessidades de quem navega.

Empresas, marcas e profissionais no mundo todo utilizam a Netnografia para entender seu público alvo, reposicionar produtos e influenciar nossas escolhas na internet.

Ela serve para pesquisa mercadológica e gera insights de como os distintos comportamentos ocorrem nas comunidades online. Com isso, empresas podem desenvolver produtos, marcas, serviços cada vez mais personalizados e nas áreas de inovação, nortear o futuro.

Hoje, a Netnografia está presente no planejamento de marcas e empresas, buscando trazer o que faz sentido aos seus consumidores. É com os dados coletados de forma quantitativa e qualitativa que se busca compreender a jornada comportamental do consumidor.

Já observou como recebe e-mails marketing de empresas que nunca visitou? Ou mesmo quando acessa sua rede social já disparam um produto ou serviço relevante para você? Isso é devido a um monitoramento e análise através de um insight que pode ter sido gerado por uma pesquisa netnográfica.

O pioneiro na área é o professor Robert Kozinets, especialista em mídias sociais, pesquisas de marketing e branding, cujo trabalho é reconhecido mundialmente, o pioneiro na área. Ele criou a Netnografia para compreender por que pessoas eram fãs de Star Wars e Star Trek em seu doutorado. E seu livro, Netnografia —Realizando Pesquisa Etnográfica Online é amplamente utilizado.

Apesar de muito útil, a Netnografia é mais complexa do que uma análise de dados ou o uso de ferramentas online. Ela é a compreensão do comportamento humano e suas escolhas como visão de futuro, sendo possível determinar tendências de inovação.

Gerações como as X, Y e Z representam as maiores forças de trabalho no mundo e determinam como, quando e onde iremos consumir. E é aí que a Netnografia bem formatada nos indica rumos para estarmos sempre atualizados.

Foi através de uma pesquisa netnográfica que a Nivea identificou a necessidade da criação de um desodorante que não manchasse as roupas pretas e brancas sugeridos pelos clientes em ambiente digital, hoje conhecido como o Invisible Dry.

A Coca utilizou a técnica para descobrir temas musicais que fizessem sentido para os consumidores da Coca-Cola Zero, e assim estreitar o relacionamento da marca com esse grupo. E projetos como o SelfieCity, estudam o estilo das selfies em cinco cidades do mundo, inclusive São Paulo, revelando o real significado dos nossos percursos midiáticos ao fazer uma foto.

Empresas como Amazon, Netflix, Unilever, Facebook, Johnson&Johnson e Starbucks, entre outras, utilizam a Netnografia para, além de entender seu público, gerar conexões que façam cada vez mais sentido para quem é fiel às marcas.

Um dos usos da Netnografia mais marcantes foi feito pela Fleischman para comprovar a percepção de que a marca estava sendo consumida por jovens, mesmo sem ter uma comunicação direcionada a esse público, e assim transformar campanhas publicitárias com foco nesse jovem.

Mas, certamente o ano de 2018 será marcado por trabalhos netnográficos para campanhas eleitorais. Ela é capaz de traçar o perfil comportamental do brasileiro em relação ao candidato em que pretende votar, e compreender profundamente quais são as razões que levam brasileiros a querer estar e morar no país.

É inegável que a internet mudou nossa realidade como cidadãos, consumidores, e a sociedade moderna. Hoje estamos online o tempo todo, e isso afeta sobremaneira o conjunto de atividades que realizamos todos os dias na internet. E certamente a Netnografia estará presente para estudar, analisar e compreender o porquê do nosso consumo no universo digital cada vez mais.

Por: Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, especialista em Netnografia e Comportamento Digital – Belicosa.com.br.

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Do Youtube à Literatura dos Booktubers https://belicosa.com.br/do-youtube-a-literatura-dos-booktubers/ https://belicosa.com.br/do-youtube-a-literatura-dos-booktubers/#respond Thu, 24 Aug 2017 11:30:16 +0000 http://belicosa.com.br/novo/?p=8106 Booktubers, mas o que é isso? São pessoas que leem livros, falam sobre eles em seus canais no Youtube, e vêm modificando o mercado editorial como conhecemos. É um número cada vez maior de celebridades que explode em visualizações na internet pelo conteúdo que leem e compartilham, incentivando novas gerações de leitores. Confesso, quando comecei ...

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Booktubers, mas o que é isso? São pessoas que leem livros, falam sobre eles em seus canais no Youtube, e vêm modificando o mercado editorial como conhecemos. É um número cada vez maior de celebridades que explode em visualizações na internet pelo conteúdo que leem e compartilham, incentivando novas gerações de leitores.

Confesso, quando comecei a pesquisa sobre o tema, entrei pensando naqueles livros sem sentido de algumas celebridades que ficaram famosas via canal de Youtube e vendem milhões sei lá por quê.

Mas, aos poucos, o universo de gente que gosta de literatura e divide esse conhecimento me fez pensar em novos modelos de ensino e negócios. Afinal de contas, não há nada de errado em um jovem de 20 anos ser bem sucedido financeiramente fazendo da leitura sua profissão.

Estamos formando pessoas que gostam da experiência de ler um livro e, pasmem, na sua versão original, de papel. Nenhum dos canais que acessei tem booktubers fazendo indicações do que estão lendo em versões digitais.

A moçada é tão antenada que segmenta mercado se especializando pelo gênero que gosta de ler. E as editoras sacaram isso, e pagam para eles lerem suas publicações e fazer resenhas online, beneficiando as vendas.

O grande sucesso dos booktubers não se repete no universo literário, onde grandes editoras e bookstores fecham suas portas pela pouca procura. E alguma coisa nessa conta nos alerta para uma equação errada. Se tem mais gente lendo significa que deveríamos ter mais livros sendo vendidos, certo?

Sem entrar em mimimi de que não há incentivos a educação, cultura e os altos impostos, o que acontece com o universo dos booktubers é que eles leem livros, compartilham conteúdo, porém, nem todo mundo que assiste seus canais sai de casa para comprar um.

E assim acarreta um novo cenário: o da turma super bem informada, porém pouco aprofundada. E erros de grafia, conhecimento e pesquisa continuam a ser encontrados com grande frequência nas provas estudantis de todo o país.

Do outro lado podemos dizer que essa turma antenada criou formatos de compartilhamento de conteúdo mais atrativos aos mais jovens, e sem dúvida desperta interesse. Talvez não por todos os 16 livros em média que os booktubers leem no mês, mas por um.

Há ainda booktubers especializados em conteúdo para Enem, Toffel e exame da Ordem dos Advogados. O que não retira a responsabilidade do estudante em estudar, mas de alguma forma complementa o aprendizado.

Outra curiosidade dessa geração youtubers é que em sua maioria distribuem os livros que já leram, e raramente têm Instagram hiper bombados, pois acabam por dedicar grande parte de seu tempo à leitura.

Fui da última geração nascida sob os ventos do analógico e acredito que, quando proporcionamos formatos digitais onde o objetivo é o compartilhamento de conteúdo através da experiência de pegar um livro de papel e ler, acho fascinante.

Segundo dados do CIEP- Centro Integrados de Educação Pública, mais de 800 mil escolas no país não tem qualquer acesso à tecnologia. Porém, se imaginarmos que pelo smartphone uma criança ou jovem desestimulado pela educação se interessar pela leitura porque encontrou quem o incentive num booktuber, isso pode ser uma alternativa complementar à escola.

Quanto mais incentivarmos pessoas diferentes, de idades distintas e de realidade completamente adversa a se unir para trocar experiências, tanto no físico como no digital, teremos mais gente capaz de reter conhecimento, em vez de apenas ter uma informação instantânea, rasa ou sem benefício para a formação de outros valores.

Penso que os pais e professores deveriam embarcar nessa. Vá lá assistir um booktuber e aprenda a reconhecer a importância desse canal de comunicação efetiva. Não há nada de errado em aprender algo sobre um livro no Youtube, junto com seus filhos ou seus alunos e depois ir juntos a um sebo, livraria ou mesmo comprar online o livro e ler.

Somente juntos seremos responsáveis por desenvolver habilidades digitais e físicas, que serão experimentadas em conjunto e lembradas para a vida toda como agentes da mudança que tanto falamos por aí. Lembre-se: Internet não é vilão, é ferramenta de transformação, e você também pode. Divirta-se.

Aqui tem uma lista de booktubers bem bacana veja:

Tatiana G Feltrin

Juliana do Nuve n Literaria

Geek Freak

Ler antes de morrer

Literature-seEduardo Cilto

Cabine literaria

 

Por: Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, especialista em Netnografia e Comportamento Digital –  Belicosa.com.br

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A Tirania da Alegria Digital https://belicosa.com.br/a-tirania-da-alegria-digital/ https://belicosa.com.br/a-tirania-da-alegria-digital/#respond Tue, 22 Aug 2017 10:33:53 +0000 http://belicosa.com.br/novo/?p=8089 A sociedade moderna está conectada o tempo todo. Porém, estudos sugerem que isso não é saudável. Crianças e jovens que interagem nas redes sociais pelo menos uma hora por dia estão mais propensos a serem pessoas cada vez mais infelizes. Por que? Já reparou como todo mundo é sarado, feliz e rico no Instagram? Ou ...

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A sociedade moderna está conectada o tempo todo. Porém, estudos sugerem que isso não é saudável. Crianças e jovens que interagem nas redes sociais pelo menos uma hora por dia estão mais propensos a serem pessoas cada vez mais infelizes. Por que?

Já reparou como todo mundo é sarado, feliz e rico no Instagram? Ou publica apenas conteúdo bacanas no Facebook? E quem dirá os mega currículos no Linkedin?

Por mais que a gente negue, as redes sociais criam bolhas em torno de nós que expõe apenas o que desejamos interagir, e isso nos desconecta da realidade.

A ideia de se comparar o tempo todo é prejudicial para um adulto. Agora, imagine uma criança de 11 anos? Nunca se viu tanta cirurgia plástica, Botox e tratamentos direcionados para adolescentes em razão de se ter peles perfeitas como a de perfis no Instagram.

Cada vez mais meninas aceitam menos o corpo que têm, pois ficam idealizando um corpo via fotos com filtros, correções e photoshop, publicadas em perfis muitas vezes de pessoas que trabalham com o físico e a dieta extrema.

Além disso o estudo comprovou que, ao se aceitar menos a realidade, crianças e jovens estão sujeitos ao cyberbullyng com mais frequência, unicamente porque não conseguem bloquear os perfis de quem os agride.

Principalmente as plataformas de fotos e vídeos como Instagram, Snapchat e o cotidiano Whatsapp publicam sempre fotos de pessoas lindas, felizes e bem sucedidas.

A comparação com perfis irreais do cotidiano vivido por uma criança ou jovem é capaz de desencadear comportamentos de insatisfação para a vida toda, onde sempre irão se comparar a algo distorcido da realidade que vivem.

Outro fator prejudicial é que esta comparação será feita em seus relacionamentos, com sua equipe de trabalho, e impactará em líderes futuros super motivados e bem sucedidos, mas que jamais serão capazes de reconhecer suas fraquezas, recompensar sua equipe, e nem estabelecer afeto.

A obrigação de ser positivo o tempo todo nas redes sociais talvez não cause impacto nas pessoas com valores morais bem estruturados e amparados pela família bacana que têm. Mas, em crianças e jovens, onde isso não está totalmente desenvolvido, pode proporcionar uma vida pautada nas experiências alheias, sentimentos depressivos e infelicidade o tempo todo.

Dizem que entre o estimulo e a resposta ha um espaço para a nossa escolha, É ela que será capaz de determinar nosso crescimento e nossa liberdade. Afinal a habilidade que nos torna resiliente é pensar como vamos encarar uma queda ou rejeição e assim nos preparar para ultrapassar outros desafios impostos pela vida.

Tenho um amigo que a cada conversa sobre estudos de impacto do digital em nosso comportamentos diz: Amiga, lá vem você assustar a gente de novo. Mas a ideia serve de alerta sim se pais, educadores e nós como sociedade nao começarmos a aceitar a responsabilidade pelos nossa atividade online iremos sempre culpar a tecnologia pelos resultados desastrosos dessas nossas escolhas.

A tirania da felicidade digital é o resultado do nosso comportamento nas redes sociais, barrando assim o desenvolvimento da sociedade em desenvolver crianças e jovens preparados para lidar com a rejeição ou com os problemas do cotidiano, e assim deixamos de preparar pessoas emocionalmente fortes para a sua vida que pode ser humilde, mas que pode ser feliz e fazer todo o sentido.

Os filmes “Hector à procura da felicidade” e “Já estou com saudades” relatam bem como pessoas conseguiram encontrar momentos felizes em suas jornadas de vida nem sempre tão bacanas assim, mas cheias de propósito, em vez de ficar o tempo todo reclamando nas redes sociais, sentido desgosto de si mesmos em chats, ou infelizes a vida inteira.

Aos pais e educadores o alerta é em código vermelho, se me entendem… É melhor começar a estabelecer experiências em conjunto com seus filhos e alunos para proporcionar conexão, inovação e troca de experiências, tanto no real quanto no digital, pois o equilíbrio nunca é demais. Menos teclar e mais conversa cara a cara

Por: Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, especialista em Netnografia e Comportamento Digital – Belicosa.com.br

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