Belicosa https://belicosa.com.br netnografia e comportamento digital por Maria Augusta Ribeiro Thu, 05 Jul 2018 08:22:01 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.9.7 Pescoço de SMS voce tem isso?https://belicosa.com.br/9020-2/ https://belicosa.com.br/9020-2/#respond Thu, 05 Jul 2018 08:22:01 +0000 http://belicosa.com.br/?p=9020 Cada vez mais crianças e adolescentes sofrem uma epidemia de dores de cabeça, no pescoço e dormências nos braços e mãos. E de quem é a culpa? Do temido pescoço de sms. O termo vem da tradução do inglês “Text Neck”, um nome dado pelo Dr. Dean Fishman, para explicar o stress repetitivo na coluna ...

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Cada vez mais crianças e adolescentes sofrem uma epidemia de dores de cabeça, no pescoço e dormências nos braços e mãos. E de quem é a culpa? Do temido pescoço de sms.

O termo vem da tradução do inglês “Text Neck”, um nome dado pelo Dr. Dean Fishman, para explicar o stress repetitivo na coluna cervical provocado pelo uso excessivo de smartphones. O resultado é um problema de saúde em níveis epidémicos.

A utilização da tecnologia mobile cada vez mais traz prejuízos à saúde que acabam por ser ignorados. E o fato de estarmos cada vez mais agarrados aos smartphones e tablets com posturas que não são as mais corretas, faz a saúde piorar e o impacto desse mau habito esta sendo experimentado cada vez mais cedo.

A nossa cabeça pesa, em média, 4 a 5 kg, quando na sua posição normal, que é quando a orelha se encontra em linha com o ombro. O interessante das leis da física é que, quando deslocamos a cabeça para a frente dessa linha, o peso da cabeça exercido pelo corpo aumenta para 26kg carregados na nuca.

Um estudo não tão recente assim do ICD, mas que faz todo o sentido, mostra que 79% das pessoas entre os 18 e 44 anos vivem em um mundo particular em seus telefones, passando, em média, 4 horas por dia curvados sobre estes aparelhos.

Na população entre os 12 e os 18 eu acredito que, neste momento, estes números já foram ultrapassados, o impacto desse uso desenfreado é de mais de 60%.

As consequências? Esta posição de flexão prolongada do pescoço vai provocar um desgaste precoce da coluna cervical, e vai ter influência direta sobre o funcionamento do seu corpo, afetando, desde a cabeça, coluna vertebral, intestinos e pulmões.

Então, como melhorar a postura e evitar o tão temido “pescoço de sms” em nossos filhos? Comece por você, o habito é o maior exemplo.

Atrase a utilização do mobile pelos mais jovens, faça melhorias na postura, que incluam menos pescoços a 45 graus, olhos nas telas por mais de 30  minutos consecutivos nem pensar e  exercícios de alongamento são recomendados.

E vale lembrar que nao podemos continuar a ignorar este problema, e achar que isso só acontece com o vizinho. Não pensem que seus filhos não têm isso porque utilizam bem seus smartphones, porque todos os usuários estão expostos aos riscos.

A tecnologia mobile veio para ficar e facilitar muitas atividades cotidianas.  Mas a consciência das consequências dos hábitos ruins ao utiliza-la esta vindo cada vez mais cedo.

Se seguirmos dicas saudáveis, não vamos eliminar o problema, mas vamos reduzir os seus efeitos e com isso estimular os pequenos que o mobile é ótimo, mas para ele não te machucar precisa de disciplina ao usar.

Por: Maria Augusta Ribeiro. Especialista em Netnografia e Comportamento Digital do  Belicosa.com.br

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Netnografia e os hábitos do consumidorhttps://belicosa.com.br/netnografia-e-os-habitos-do-consumidor/ https://belicosa.com.br/netnografia-e-os-habitos-do-consumidor/#respond Wed, 20 Jun 2018 07:19:20 +0000 http://belicosa.com.br/?p=9012 Olhar para as redes sociais nunca foi tao importante para entender o consumidor. E estudos de mercado visando estratégias de marketing começam a valorizar a netnografia e o big data como diferencial para entender o consumidor digital. Esse consumidor mais empodeirado, informado e atento esta interferindo nas estratégias desenvolvidas por macas e serviços uma vez ...

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Olhar para as redes sociais nunca foi tao importante para entender o consumidor. E estudos de mercado visando estratégias de marketing começam a valorizar a netnografia e o big data como diferencial para entender o consumidor digital.

Esse consumidor mais empodeirado, informado e atento esta interferindo nas estratégias desenvolvidas por macas e serviços uma vez que já não aceitam o que não faz sentido. E as empresas por sua vez acabam tendo que rebolar e personalizar cada vez mais seus produtos para serem aceitos.

Então como entender esse consumidor? A mistura de ciência social, marketing e  big data é o que faz da netnografia um método de analise dos hábitos do consumidor conectado e que por fim acaba por compreender o que deseja.

Saem na frente empresas, produtos ou serviços que entendem que juntar dados quantitativos, oferecido pelas métricas e dados qualitativos vindo de know how e pesquisa tem a oportunidade de identificar os desejos do consumidor e antecipar tendências. E a regra é clara, quem compreende o que o consumidor deseja fatura mais.

Apesar do método ser de vanguarda, sua utilização ainda é nova e causa dúvida nos contratantes, já que entendem que o método pode ser apenas coleta de dados ou métricas.

Os netnografos entendem profundamente o comportamento humano e observam atentamente como as pessoas se relacionam e convivem no digital, para captar informações úteis ao contratante e transcrevê-las para que seja possível a tomada de decisão estratégica.

Experiência de consumo, cultura, valores tudo é aliado para que o cliente seja entendido como influenciador, e o método acaba sendo mais sobre qualidade do que quantidade. O que acaba por agregar técnicas de big data, geomarketing e monitoramento para que o estudo seja completo.

A amplificação do digital fez com que o consumidor fosse cada vez mais observado e estudado para que seus rastros digitais, hábitos e artefactos culturais sejam utilizados na construção de melhores produtos e serviços.

Em tempos de escândalos como a venda de dados do Facebook, vale lembrar que a netnografia não hackeia o consumidor, identificando quem é a pessoa com esse ou aquele habito, e sim quem é a persona.

O estudo permite insights sinceros sem que a empresa precise se confrontar diretamente com o consumidor, são mais rápidas e menos intrusivas. Mas sem expertise não tem valor para o mercado. Como outras metodologias, a netnografia é ferramenta para mudanças e precisa de um operacional com foco em pessoas.

Uma análise netnográfica observa o comportamento do público e a perceção que ele tem sobre uma pessoa, um produto, um serviço ou uma empresa. Através de publicações em redes sociais, blogs, sites e comunidades virtuais, é possível identificar o perfil de comunidades que se interessam pelo seu negócio.

Como qualquer método de estudo, a netnografia não vai resolver todos os problemas de uma marca que não tenha, na gestão de sua empresa, o foco para traçar estratégias mercadológicas de impacto. É como se culpasse o seu nutricionista porque você não emagreceu, mesmo sabendo que não fez a dieta adequada ou praticou exercícios.

A netnografia é uma arma poderosa para saber com quem sua marca está falando e quem está falando com ela.  E a inclusão desses insights dentro do marketing estratégico e a curadoria do que agrada ou não seu cliente esta ligado a métodos netnograficos.

Por: Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, especialista em Netnografia e Comportamento Digital – Belicosa.com.br

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Smartphones antes dos 12 anos, não?https://belicosa.com.br/antes-dos-12-anos/ https://belicosa.com.br/antes-dos-12-anos/#respond Tue, 05 Jun 2018 07:07:11 +0000 http://belicosa.com.br/?p=9000 Voce acha que menores de 12 anos devem ser proibidos de usar smartphones? Uma pesquisa respeitada acredita que sim. E diz que, ter dispositivos circulando nas mãos dos pequenos, tem impactos tao significativos na saúde das crianças que pode impedir o aprendizado. Saiba porque nao dar acesso antes dos 12 anos aos dispositivos moveis. Quando ...

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Voce acha que menores de 12 anos devem ser proibidos de usar smartphones? Uma pesquisa respeitada acredita que sim. E diz que, ter dispositivos circulando nas mãos dos pequenos, tem impactos tao significativos na saúde das crianças que pode impedir o aprendizado. Saiba porque nao dar acesso antes dos 12 anos aos dispositivos moveis.

Quando Steve Jobs lançou os tabletes em 2007, um jornalista perguntou se os filhos de Steve haviam gostado do aparelho. E sabe qual foi a resposta: “Nós limitamos quanta tecnologia nossos filhos usam em casa”.

Se isso não soou estranho para você, para mim foi um tapa na cara. Como uma empresa que vende tecnologia restringe o uso dela dentro de casa? E é justamente por aí que devemos repensar o uso dos smartphones e tablets para as crianças e jovens.

Segundo uma pesquisa realizada pela Sociedade de Pediatria Canadense e a Academia Americana de Pediatria  smartphones antes dos 12 anos é proibitivo. Isso é devido ao jeito que o nosso corpo cresce, há alguns hábitos na vida digital que impedem que o corpo amadureça conforme o esperado. E isso significa dizer não ao acesso de dispositivos eletrônicos nessa fase.

Se não ficou alarmado, veja aqui alguns dos impactos que podem ser gerados se crianças antes dos 12 anos tiverem acesso aos smartphones e tabletes.

 

Problemas de desenvolvimento cerebral

O cérebro dos bebês cresce muito rapidamente nos primeiros anos de vida. Até completar 3 anos, uma criança tem seu órgão triplicado em tamanho. Nesse período, os estímulos do ambiente ou a falta deles determinam o quão eficiente será o desenvolvimento cerebral.

Isso quer dizer que a exposição a eletrônicos nesse período é prejudicial e causar déficit de atenção, atrasos cognitivos, distúrbios de aprendizado, aumento de impulsividade e diminuição da habilidade de regulação própria das emoções.

 

Obesidade

Você já deve ter ouvido que os nativos digitais fazem parte da primeira geração de pessoas que não vão viver mais do que os próprios pais. Um dos grandes motivos para isso é o sedentarismo e a obesidade, que pode sim estar ligado ao uso excessivo de eletrônicos. Estima-se que crianças com aparelhos no próprio quarto têm 30% mais chance de serem obesas e terem mais quilos a cada ano.

Distúrbios relacionados ao sono

A constante utilização dos aparelhos acaba gerando dependência em diversos graus. Um dos problemas relacionados a isso está no fato de que muitas crianças deixam de dormir para jogar, navegar ou conversar nos watts. Além das consequências psicológicas causadas por isso, é preciso lembrar que a falta de sono noturno pode gerar problemas de crescimento, déficit de atenção e exaustão.

Segundo a ONU é justamente no período noturno que as crianças com smartphones, tabletes e computadores ligados estão mais propensos a serem abordados por pedófilos.

 

Disturbios emocionais

Não há como negar. Uma criança que não brinca, que não conversa e não interage com nada além da tecnologia vai ser um adulto com problemas de relacionamento.

Há estudos de diversas partes do mundo ligando diretamente a utilização excessiva de tecnologia a uma série de distúrbios emocionais. Entre os mais citados pelos pesquisadores estão depressão infantil, ansiedade, transtorno bipolar, psicose e comportamento problemático.

Crianças tendem a repetir o comportamento dos adultos e de personagens que consideram referências. Logo, a exposição a jogos, filmes e conteúdo impróprio vai de alguma forma educar errado e trazer prejuízos à criança e à família que os cerca.

Demência digital

A doença moderna nada mais é do que uma deterioração das habilidades cognitivas. Psicólogos e pediatras envolvidos nesse estudo foram categóricos sobre a velocidade da informação absorvida pelos cérebros em desenvolvimento. E conteúdos multimídia em alta velocidade podem contribuir para o agravamento dessa condição.

Pelo uso dos tablets e smartphones, crianças têm os problemas de concentração e memória similares a pacientes com alguma doença mental.

O motivo seria a redução de faixas neuronais para o córtex frontal, quando expostos à alta velocidade de informação, cores, luz, níveis incansáveis de interação, como o do dedo no touch screen das telas.

Independente do quanto os médicos norte-americanos constatam que os dispositivos são responsáveis por uma série de problemas infantis, é importante lembrar que Steve Jobs, sem dúvida, foi um gênio, mas preferiu se conectar aos seus filhos de forma real, e isso vale de alerta. Afinal de contas, que filhos você quer deixar para o mundo, os cheios de problemas ou preparados para encarar os desafios da vida?

Por: Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, especialista em Netnografia e Comportamento Digital –  Belicosa.com.br

Saiba mais sobre a pesquisa que foi fonte para esse artigo em: Pesquisa sobre impactos dos smartphones na saude mental das crianças e jovens

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Assédio Sexual Infantil nas Redes Sociaishttps://belicosa.com.br/assedio-sexual-infantil-nas-redes/ https://belicosa.com.br/assedio-sexual-infantil-nas-redes/#respond Tue, 08 May 2018 07:31:12 +0000 http://belicosa.com.br/?p=8982 Parece inacreditável, mas nos dias de hoje, crianças e jovens super conectados ainda são vítimas de assedio sexual nas redes sociais. E a privacidade, o pudor e o zelo pelos mais jovens se transformam em moeda de troca para criminosos. Quantas vezes você confere as redes sociais do seu filho? Sabe com quem ele conversa?  ...

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Parece inacreditável, mas nos dias de hoje, crianças e jovens super conectados ainda são vítimas de assedio sexual nas redes sociais. E a privacidade, o pudor e o zelo pelos mais jovens se transformam em moeda de troca para criminosos.

Quantas vezes você confere as redes sociais do seu filho? Sabe com quem ele conversa?  O que para muitos pais é rotina, para outros é invasão de privacidade, e é aí que os criminosos agem.

O assédio sexual é crime em qualquer instância. Mas, quando falamos dos jovens, o assunto pega. Isso porque é justificável a falta de maturidade para perceber que algo está errado, porque estamos falando de pessoas em desenvolvimento intelectual.

Por mais esperto e conectado que seu filho seja, ninguém está livre de um crime, e o alvo predileto dos bandidos são os mais jovens.

Dados da organização wait until 8th diz que 85% de toda a pornografia online é consumida por crianças e através do smartphone. E isso acaba sendo isca para que criminosos que pretendem assediar os pequenos.

É considerado assédio sexual na internet, os avanços de carácter sexual, que criam uma atmosfera ofensiva e hostil para a vítima. Um exemplo disso podem ser selfies de roupas intimas, fotos nuas e em posições pornográficas, que são compartilhadas trazendo vergonha à vítima.

Ah, mas meu filho não faria isso! Tem certeza? Segundo a Safernet, uma organização voltada à prevenção e ao combate a crimes contra os direitos humanos na Internet, desde 2006, quando foi criado o seu canal, dos 3,9 milhões de denúncias contabilizadas, 72% são de assédio sexual na internet.

Recentemente o programa Fantástico montou uma cena usando um shopping no Rio de Janeiro como cenário. Dois atores foram preparados para interpretar um encontro marcado pela internet. De um lado, uma menina de 16 anos que fez uma amizade virtual com um menino da idade dela, que se apresentou como Marcelinho.

Vai fazer o que? Quadro do Fantástico

Mas o tal Marcelinho é na verdade um homem feito, que se faz passar por adolescente para assediar menores de idade nas redes sociais.

O abuso sexual de crianças e adolescentes na internet começa quando ela aceita um perfil de quem não conhece na vida real pelas redes sociais. Lá os criminosos utilizam perfil fake e estabelecem contato com a vítima.

Com linguagem semelhante ao da garotada, os criminosos se passam por iguais e se aproximam por meio do bate-papo, que passa das redes maiores como o Facebook, para o WhatsApp: nessa etapa seu filho já deu o número para o agressor.

Os perfis desses criminosos são super chamativos, com fotos de locais paradisíacos, vídeos de festas badaladas, e ostentam bens de consumo que a maioria dos jovens deseja.

É com essa forma toda sedutora que o agressor convence a vítima para fazer selfies, nudes e fotos em posições pornográficas, que viram moeda de troca em sites na Deep Web. E consequentemente vão parar nas redes sociais de terceiros, que acabam compartilhando o conteúdo chegando na vítima.

E como podemos proteger nossos filhos? Algumas dicas simples, tal como instalar controle parental no smartphone, tablets e computadores ao acesso dos pequenos para barrar conteúdo improprio é um começo.

Orientar sobre as consequências de nudes, selfies íntimas e conteúdo que pode causar vergonha se vazado para grupos na escola ou dos amigos e conversar muito.

Em caso de assédio denuncie no safernet.org.br, no ministério público e no disque 100. Lembre-se de dar print nas telas das conversas, para comprovar o máximo de detalhes, não delete e nem fale com o agressor.

As denúncias levam em consideração o máximo de detalhes que tiverem para provar o assédio e proteger os pequenos. E conversas francas com seu filho podem dar mais detalhes para tipificar o crime.

Lembre-se que a prevenção contra o abuso sexual na internet começa em casa. E checar as redes sociais, conversas de WhatsApp e grupos dentro de games não é invasão de privacidade e sim zelo pelo seu filho.

Por: Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, especialista em Netnografia e Comportamento Digital –  Belicosa.com.br

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Consumismo Infantil na internethttps://belicosa.com.br/consumismo-infantil-na-internet/ https://belicosa.com.br/consumismo-infantil-na-internet/#respond Tue, 10 Apr 2018 06:10:37 +0000 http://belicosa.com.br/?p=8964 Você sabe reconhecer uma publicidade na internet? E seu filho? saiba porque o consumismo infantil na internet é influenciado por campanhas de  marketing digital desenhadas de forma que o consumidor não consiga distinguir o que é publicidade de simples publicação. Pode parecer bobagem, mas quantas vezes seu filho determinou uma compra de um produto novo ...

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Você sabe reconhecer uma publicidade na internet? E seu filho? saiba porque o consumismo infantil na internet é influenciado por campanhas de  marketing digital desenhadas de forma que o consumidor não consiga distinguir o que é publicidade de simples publicação.

Pode parecer bobagem, mas quantas vezes seu filho determinou uma compra de um produto novo porque você não sabia qual levar? Sabia que essa facilidade aparente pode transformar o que é habito em compulsão?

O acesso à internet alterou nossas experiências de consumo. Antes era preciso sair de casa para ir às compras, e se fosse com os filhos havia toda uma logística para isso acontecer.

Hoje, as facilidades do e-commerce projetaram um cenário feito com um click, não importando a idade de quem esteja realizando a compra, já que temos a mania de deixar nossos cartões de credito plugados na empresa que mais utilizamos.

Segundo estudos, cerca de 8% da população consumidora sofre de compulsão por compras, transformando a atividade de consumo em alerta social. E isso é devido ao uso de propagandas abusivas, produtos estimulados por impulso, ou indicados por influenciadores digitais.

Se nos adultos já é condição preocupante, imagine nas crianças?  Se tem crianças em casa, é bom saber que elas são responsáveis por 83% das decisões de compra de tudo o que se consome no seu lar.

Existe um prazer genuíno em adquirir, seja para satisfazer nossas necessidades, sonho de consumo, ou mesmo uma carência. Mas, infelizmente, a publicidade se apodera de uma prática que leva crianças cada vez menores ao consumo ilimitado.

Da blogueira de moda ao bebê numa creche, todos estamos sendo levados ao consumo. Porém, este estímulo pode mascarar doenças e induzir à “vontade de comprar” desde cedo, sem necessidade.

Segundo o instituto Alana , crianças até os 12 anos não sabem diferenciar o que é propaganda do que é entretenimento.

E o que é de caráter comercial na internet se apodera dessa informação e burla a legislação que proíbe essa prática. Como? Em alguns canais infantis no YouTubecomeçaram a incluir, no início dos vídeos, um pequeno banner dizendo “contém promoção paga”. E como a criança não consegue diferenciar o caráter persuasivo da publicidade, ela é facilmente induzida a consumir determinados produtos e serviços.

Das propagandas com super-herói no detergente à animação contida em anúncios de medicamentos, tudo é estratégia para chamar a atenção das crianças e fazê-las consumir, e posteriormente, induzir os adultos também.

Os problemas gerados pelo estímulo ao consumo desde cedo são devastadores, e vão desde a compensação com brinquedos pela falta de tempo que os pais têm para os filhos, até o estimulo da puberdade precoce, obesidade e problemas ligados à tireoide.

Especialistas afirmam que crianças estão aptas a consumir desde os 9 meses de nascimento quando começam a diferenciar as formas, e que uma criança de 3 anos que consome apenas o que deseja tem 90 % de chances de ser um adulto despreparado psicologicamente.

A ideia de ter crianças de 3 anos sabendo diferenciar marcas de sabão em pó ou grifes de roupa é assustador, e a dica é barganhar. Substitua uma parte do tempo que seu filho fica no tablet por leitura de livros físicos, atividades que desenvolvam a criatividade e troca de experiências em conjunto, tipo “pais e filhos”.

Em ambiente controlado, as escolas podem fomentar grupos, competições e debates sobre o consumismo e temas relevantes, monitorando essas atividades para informar aos pais como seus filhos se sentem em relação à vontade de comprar.

Práticas de Gamification, aprendizado colaborativo, e muita interação familiar geram debate e balizam os pais a estabelecer regras para um consumo mais equilibrado, assim evitam a compulsão pelas compras nos pequenos e não geram impactos futuros na sociedade. Afinal de contas que filhos você quer deixar para o mundo?

Por: Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, especialista em Netnografia e Comportamento Digital –  Belicosa.com.br

 

leia também:

Criança e Consumo

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Netnografia tudo a ver com marketing estratégicohttps://belicosa.com.br/netnografia-e-marketing-estrategico/ https://belicosa.com.br/netnografia-e-marketing-estrategico/#respond Thu, 05 Apr 2018 07:12:04 +0000 http://belicosa.com.br/?p=8942 Olhar para as redes sociais nunca foi tão importante para entender o consumidor. E um campo de estudo estratégico para quem deseja oferecer produtos e serviços cada vez mais personalizados começa a valorizar o poder da netnografia como estratégia para o marketing digital. Esse método de pesquisa vem se consolidando como uma ferramenta utilizada por ...

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Olhar para as redes sociais nunca foi tão importante para entender o consumidor. E um campo de estudo estratégico para quem deseja oferecer produtos e serviços cada vez mais personalizados começa a valorizar o poder da netnografia como estratégia para o marketing digital.

Esse método de pesquisa vem se consolidando como uma ferramenta utilizada por algumas marcas, como Starbucks, Johnson Johnson e Alex Atala, na obtenção de ideias com o objetivo de renovar os meios de relacionamento com os consumidores, e na criação de novos produtos.

A pergunta mais comum é: Para que serve a netnografia? Apesar do método ser de vanguarda, sua utilização ainda é nova e causa dúvida nos contratantes, já que entendem que o método pode ser apenas coleta de dados. E como tempos o escândalo da venda de dados pelo Facebook alguns acabam sendo resistentes ao método.

E  não significa que a netnografia seja apenas uma pesquisa intuitiva na internet e nem simples coleta de dados. Os profissionais que lideram os projetos netnograficos entendem profundamente o comportamento humano e observam atentamente como as pessoas se relacionam e convivem no digital, para captar informações úteis ao contratante e transcrevê-las para que seja possível a tomada de ação.

O estudo permite insights sinceros sem que a empresa precise se confrontar diretamente com o consumidor. Elas também são mais rápidas e menos intrusivas, o que pode gerar atritos entre marca e cliente.

Muitos me perguntam sobre o método, que é inovador, mas sem expertise não tem valor para o mercado. Como outras metodologias, a netnografia é ferramenta para mudanças, e isso não pode ficar só no virtual.

Para isso a netnografia acaba gerando dados relevantes sobre a imagem e reputação da sua marca na internet. E como toda verdade pode ser cruel, muitas empresas acabam por ignorar processos netnográficos em razão da necessidade de mudança estratégica na vida real.

Uma análise netnográfica também observa o comportamento do público e a percepção que ele tem sobre uma pessoa, um produto, um serviço ou uma empresa. Através de publicações em redes sociais, blogs, sites e comunidades virtuais, é possível descobrir o perfil do usuário que se interessa pelo seu negócio, em quais canais ele está, como se comporta na internet, o que procura, se o conteúdo que publica é positivo ou negativo para a sua reputação.

Como qualquer método de estudo, a netnografia não vai resolver todos os problemas de uma marca que não tenha, na gestão de sua empresa, o foco para traçar estratégias mercadológicas de impacto. É como se culpasse o seu nutricionista porque você não seguiu a dieta adequada ou fez os exercícios apropriados.

Quando a empresa já tem um perfil bem traçado do seu público alvo, a Netnografia é uma mão na roda e uma opção inteligente para destrinchar os gostos e costumes dos consumidores em ambiente digital.

A Coca-Cola buscou na metodologia um caminho para encontrar temas musicais ligados aos seus consumidores da linha Zero. Para isso, realizou uma análise com o objetivo de entender o que estavam ouvindo para oferecer a empatia desejada entre marca e público.

A partir de retratos sociais e culturais traçados nas redes sociais, a empresa percebeu como eles se relacionavam com a bebida, o estilo musical, e com isso estreitou o relacionamento com os consumidores através da música que eles ouviam e não a que a marca desejava emplacar em suas campanhas.

Um remodelamento de marketing estratégico foi realizado para que campanhas pudessem ser feitas nas telas dos cinemas e streaming de música.

Na hora de lançar um produto a Netnografia também é campeã. Talvez o produto mais famoso e resultado e um processo netnográfico bem estruturado seja o desodorante Invisível Dry da Nívea que foi criado pela observação da empresa às reclamações e desejos de seus clientes nas redes sociais por um produto que não manchasse nem as roupas brancas nem as pretas.

Experiência de consumo, cultura, valores tudo é aliado para que o cliente se transforme em influenciador do mercado e gere resultado. E o método acaba sendo mais sobre qualidade do que quantidade.

A netnografia é uma arma poderosa para saber com quem sua marca está falando e quem está falando com ela.  E a inclusão desses insights dentro do marketing estratégico e o digital bem feito, passa hoje pelos caminhos que unem eu, você e a netnografia.

Por: Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, especialista em Netnografia e Comportamento Digital – Belicosa.com.br

Leia Também :

O que é Netnografia?

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Qual o limite da tecnologia na infânciahttps://belicosa.com.br/qual-o-limite-da-tecnologia-na-infancia/ https://belicosa.com.br/qual-o-limite-da-tecnologia-na-infancia/#respond Tue, 27 Mar 2018 06:23:29 +0000 http://belicosa.com.br/?p=8932 A vida digital das crianças começa cada vez mais cedo. E por isso, pais precisam rebolar para equilibrar a quantidade das horas que os pequenos ficam conectados. Mas afinal, qual o limite da tecnologia na infância? Recentemente a Academia Americana de Pediatria lançou um documento chamado de “Manual de saúde da criança e do adolescente na era ...

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A vida digital das crianças começa cada vez mais cedo. E por isso, pais precisam rebolar para equilibrar a quantidade das horas que os pequenos ficam conectados. Mas afinal, qual o limite da tecnologia na infância?

Recentemente a Academia Americana de Pediatria lançou um documento chamado de “Manual de saúde da criança e do adolescente na era digital”, que consiste em um relatório sobre os efeitos nocivos da internet e algumas regras para que os pais fiquem alertas.

O manual afrouxa um pouco as regras para os bebês, que antes era proibido o uso de qualquer tecnologia antes dos dois anos, para 18 meses, com supervisão de adulto. E para os mini internautas de 2 a 5 anos, o acesso à net é liberado apenas 1 hora ao dia.

Extremo para uns e ideal para outros, o manual busca formatar os limites da vida on line na infância, porque é nela que os impactos físicos sofridos pelo excesso do online no cérebro são maiores.

Diante de um mundo cada vez mais conectado, fica difícil a proibição total. E como vamos criar adultos abertos à inovação, se não os preparamos na infância para o futuro? Mas o alarme é grande e os impactos sobre as crianças começam a fazer suas vítimas, e vira questão de saúde pública.

Muitos médicos e especialistas afirmam que até os 2 anos e meio a criança não consegue transferir o que vê na tela para a realidade. É justamente nesse período que o cotidiano influencia para a amadurecimento do cérebro e construção da personalidade e aprimoramento da linguagem.

Se uma criança de até dois anos somente tem contato com o tablet, fone de ouvido e smartphone, que ser humano ela vai se tornar? Especialistas dizem que 100% dessas crianças terão dificuldade de empatia com outros que não sejam uma tela.

O que isso significa? Que teremos pessoas com ausência de relacionamentos físicos, com falta de compreensão da dificuldade alheia, má identificação das emoções humanas, e uma total falta de reconhecimento dos animais.

Além dos desvios cognitivos, teremos os físicos, que são sedentarismo, enxaqueca, insônia, problemas oftalmológicos, ansiedade, hiperatividade, falta de noção de espaço, problemas ortopédicos e o desgaste das digitais.

Não dá para esperar que uma geração de pessoas desenvolva isso porque não fomos capazes de achar um equilíbrio entre o físico e o virtual.

Para tornar essa tecnologia menos maléfica, há algumas dicas que podem ajudar a sua família a ser digital e estar super conectada na vida real:

  1. Dê exemplo.

Se você não desgruda a cara do seu smartphone quando chega em casa, como o seu filho vai entender que há vida além?

  1. Estabeleça um momento off line para toda a família.

É nesse período que diálogos são apropriados, converse com seu filho.

  1. Antes dos 12 anos, smartphone só se for emprestado do adulto

Segundo a organização americana e canadense de pediatria, é na infância que a internet tem mais impacto na saúde, e sem acompanhamento, estará mais propenso a bullying e acesso a pedófilos.

  1. Estimule o toque entre pais e filhos, como aperto de mão, abraço, beijo e carinho.

É através do toque físico que nos comunicamos melhor e compreendemos o que é empatia.

  1. Brincar no físico é essencial.

A melhoria da memória e do aprendizado são melhor estabelecidos quando brincamos e trocamos experiencias no físico.

Com medidas simples podemos equilibrar a quantidade e a qualidade que os pequenos utilizam a internet, e ainda gerar adultos mais conectados no físico e com menos conflitos no futuro.

Por: Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, especialista em Netnografia e Comportamento Digital – Belicosa.com.br

Leia também:  Quando é hora do meu filho ter um smartphone

 

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Os Novos Analfabetos Digitaishttps://belicosa.com.br/os-novos-analfabetos-digitais/ https://belicosa.com.br/os-novos-analfabetos-digitais/#respond Tue, 13 Mar 2018 07:00:11 +0000 http://belicosa.com.br/?p=8902 Os analfabetos hoje não são mais as pessoas que não sabem ler ou escrever. Uma nova classe emergente de gente sem os conceitos básicos para navegar pela internet começa a surgir e engrossar o grupo dos analfabetos digitais. Segundo o IBGE  são 11 milhões de analfabetos funcionais no Brasil. Aqueles que, embora saibam assinar o ...

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Os analfabetos hoje não são mais as pessoas que não sabem ler ou escrever. Uma nova classe emergente de gente sem os conceitos básicos para navegar pela internet começa a surgir e engrossar o grupo dos analfabetos digitais.

Segundo o IBGE  são 11 milhões de analfabetos funcionais no Brasil. Aqueles que, embora saibam assinar o nome, não têm instruções básicas para ler nem escrever. No entanto, 170 milhões de brasileiros não têm acesso à internet no pais.

São 11 contra 170. E essa conversa vai de tom de dificuldade a um obstáculo sem precedentes. Já que temos gente que não sabe o que é Wi-Fi, que não tem um e-mail e tao pouco sabe o que é uma smartphone.

A deficiência começa ao formar pessoas, e a conta não fecha. Se o formato convencional do ensino brasileiro já é falho, imagine o que acontece quando despencamos uma legião de pessoas mal instruídas para a vida digital com a possibilidade de fazer o que quiser

Os abusos e crimes virtuais serão uma realidade cada vez maior, e o que deveria incluir, será motivo de exclusão.

A cena vai ser bizarra: pessoas se abarrotando para ter acesso a uma tomada para carregar seu smartphone, e pedófilos, fake news e nudes inundando feeds de redes sociais, sem chance das pessoas distinguirem o que bom ou ruim para eles.

Na prática teremos mais gente com o dispositivo na mão, mas que não saberá ao certo para que serve.

Sabemos que hoje não criamos nossos filhos para o mundo em que fomos criados. Mas pense em alguém que, como você, se esforça para dar uma boa educação, aquela de valores familiares; mesmo que seja um analfabeto, se vê em meio a uma realidade que não compreende e que não consegue inserir seu filho nesse universo, para progredir.

Será mais gente fora da escola, do mercado de trabalho e das relações familiares. Serão mais criminosos, valores distorcidos e uma população cada vez mais numerosa sem instrução do universo digital para o físico.

Sim, porque a ideia de se colocar mais gente com critérios deficientes ou valores inexistentes em ambiente digital, vai ser absorvido pela vida real. E o impacto disso vai ser desastroso.

Sou responsável por assustar as pessoas quando, baseado em estudos, observo o cenário caótico que podemos ter nos próximos anos com a falta de zelo pelo operacional da cena digital.

E não temos certeza de nada, mas podemos ter atitudes hoje que contribuam para a transformação digital que tanto desejamos. Educação não é vacina, mas é o melhor que podemos fazer para não criar uma onda de analfabetismo digital.

Nunca é cedo para ensinar e tampouco tarde para aprender. O que não podemos é ficar de braços cruzados, culpando as políticas públicas por atitudes que poderiam ser tomadas por nós, afinal de contas, quem geara empatia, ensina e aprende.

Temos que repensar sistemas educacionais melhores, reconsiderar programas de estágio mais atrativos, e estimular o aprendizado para a vida.

A reflexão aqui é de estimular todos a pensar como vamos barrar os avanços do analfabetismo digital e evitar que esses 170 milhões e muitos mais de brasileiros sem acesso à tecnologia consigam buscar oportunidades de transformar suas vidas, inseridos no virtual de forma clara.

Como cidadã comum, penso que é hora de sermos protagonistas nessa historia e ir a campo. Podemos apadrinhar crianças e jovens que geram essa educação ou fazer nós mesmo.

Conhece alguém que não tem e-mail? Que não sabe o que é wi-fi? Explique, debata, invista financeiramente na educação dessa criança, jovem ou adulto. Somente incentivando a empatia, criatividade e coragem, teremos um ambiente digital como desejamos no real.

Por: Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, especialista em Netnografia e Comportamento Digital –  Belicosa.com.br

Você é um analfabeto digital?

“Temos de tomar cuidado para que o Brasil não entre no analfabetismo digital” 

 

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A evolução das redes sociais e seu impacto na sociedadehttps://belicosa.com.br/evolucao-das-redes-sociais-e-seu-impacto-na-sociedade/ https://belicosa.com.br/evolucao-das-redes-sociais-e-seu-impacto-na-sociedade/#respond Thu, 08 Mar 2018 06:55:40 +0000 http://belicosa.com.br/?p=8898 A matéria fabulosa de Patricia Gnipper editora do Canal Tech fez um histórico das redes sociais e ainda foi capaz de transcrever uma entrevista que fizemos falando do comportamento digital e o quanto a cultura dos smartphones esta inserida em nossas vidas. Segue na integra. Na primeira parte deste especial, falamos sobre a história da ...

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A matéria fabulosa de Patricia Gnipper editora do Canal Tech fez um histórico das redes sociais e ainda foi capaz de transcrever uma entrevista que fizemos falando do comportamento digital e o quanto a cultura dos smartphones esta inserida em nossas vidas. Segue na integra.

Na primeira parte deste especial, falamos sobre a história da internet sob o viés das plataformas sociais, começando timidamente pelos mensageiros e serviços jurássicos que permitiam a conexão entre as pessoas de todo o mundo. Então, na segunda parte, exploramos a explosão das redes sociais propriamente ditas, enquanto que, nesta terceira e última parte, vamos falar as redes sociais do momento e como elas mudaram radicalmente a maneira que interagimos, além de influenciarem (e muito) a opinião geral sobre diversos assuntos, que, justamente por conta das redes sociais, acabam se tornando ainda mais polêmicos.

Já na época em que o Orkut chegou a seu auge de popularidade, em meados dos anos 2000, o termo “rede social” passou a fazer parte do cotidiano de muitas, mas muitas pessoas. Afinal, o Orkut chegou a ter mais de 80 milhões de usuários somente no Brasil – país em que o serviço se tornou mais popular em comparação com o restante do mundo. Além disso, foi nessa época que essas pessoas começaram a criar o hábito de, assim que conectassem seus computadores à internet, ter a rede social como primeiro site aberto, antes mesmo de verificar e-mails e notícias. Eu fazia parte desse grupo, e aposto que você também!

Só que o Facebook pediu para entrar, botou o pé na mesa e abriu a geladeira

Ainda que o Facebook somente tenha destronado o saudoso Orkut mais para o final daquela década, foi no mesmo ano de 2004 que Mark Zuckerberg lançou uma proto-rede social para os estudantes de Harvard. A plataforma reunia os alunos, que podiam publicar informações de seu perfil e fazer conexões com amigos do campus, ou amigos em potencial, usando a internet para, quem sabe, combinar aquela festinha bacana pós-aulas.

Na época, a rede social se chamava “TheFacebook.com”, e rapidamente a novidade se espalhou em outros campi. A coisa chegou até mesmo a estudantes da “high school” americana (equivalente ao ensino médio no Brasil). O ano já era 2006, e foi em setembro que Zuck decidiu abrir sua plataforma para que qualquer pessoa pudesse se registrar ali. Foi o início do Facebook como o conhecemos.

Como era o estilão do TheFacebook (Captura de tela: Mashable)

Nessa época, nasceu o Feed de Notícias, que se tornou a principal característica desta rede social. Enquanto o Orkut ficou famoso pelas comunidades, pelos scraps e depoimentos, o Facebook trazia a novidade de se poder escrever qualquer coisa que o usuário tivesse vontade que todos os seus amigos iriam ver.

Logo depois, a empresa foi crescendo e tendo verba para contratar desenvolvedores para aprimorar ainda mais a plataforma. Então, surgiu a possibilidade de publicar fotos e vídeos no Feed, curtir as publicações dos colegas, enviar mensagens privadas e criar eventos. Mas, naquela época, tudo isso não era exibido de acordo com decisões algorítmicas.

No final da década de 2000, o Facebook já havia atraído grande parte dos usuários do Orkut e seu nome acabou se tornando sinônimo de “rede social”. Atualmente, a plataforma já tem mais de 2 bilhões de usuários, alcançando nada menos do que um terço da população mundial.

Mas o Twitter também estava na jogada, com uma proposta diferente

Em 2006, a popularidade das mensagens SMS inspiraram a criação de uma rede social diferente: nela, somente postagens curtas eram permitidas, para uma comunicação rápida. Para isso, foi estabelecido um limite de 140 caracteres por publicação, e, para ter acesso a elas, bastaria seguir e ser seguido (conceito diferente do pedido de amizade no Orkut e no Facebook).

Enquanto as outras duas grandes redes sociais da época focavam na conexão entre as pessoas, adicionando-as como amigos, o Twitter apresentou o conceito de “não quero ser seu amigo, só quero acompanhar o que você escreve”. E, caso o perfil fosse público, até mesmo não-usuários poderiam ler suas timelines, sem deixar rastros de que estavam acompanhando aquele conteúdo.

Se você pegou essa época do Twitter, você está ficando velho (Captura de tela: tamurajones)

Graças a esses recursos, o Twitter rapidamente se tornou a plataforma preferida de quem desejava reportar acontecimentos em tempo real, ou apenas falar bobeira e “xingar muito no Twitter”, contando com a velocidade da propagação da informação. A rede de microblogging ficou conhecida como uma das principais fontes para se descobrir o que está acontecendo durante eventos, tragédias e, do lado negativo da coisa, se tornou palco para que chatbots e usuários pagos disseminassem informações políticas com o intuito de manipular a população, especialmente durante eleições.

Recentemente, em tentativa de continuar batendo de frente com o Facebook, o Twitter aumentou o limite de caracteres para 280, permitindo, ainda, a criação de threads com o mesmo assunto. Dessa maneira, quem deseja abordar um assunto mais longo pode optar por esses recursos em vez de escolher a rede social concorrente para tal.

Outras plataformas sociais no menu

A partir daí outras plataformas sociais foram chegando ao cardápio da internet a todo instante. Muitas delas se mostraram falidas, é verdade (oi, Google Plus), mas tantas outras conseguiram seduzir os usuários ávidos por novidades. É o caso do Tumblr, que nasceu em 2007 com a proposta de ser uma plataforma de blogs com uma pegada estética mais forte.

Um dos inúmeros temas disponíveis para instalar no Tumblr, este focando no público da moda (Imagem: Reprodução)

Estética essa, diga-se de passagem, que se aplica tanto aos layouts personalizáveis quanto para o conteúdo em si. O foco do Tumblr, apesar de ter bastante gente publicando textos por ali, é na divulgação de imagens, incluindo fotos temáticas, GIFs e vídeos. Todo tipo de blog temático acabou pipocando no serviço (com destaque para as polêmicas nudes), que acabou abrigando usuários que teriam se dado muito bem no LiveJournal anos antes. Isso porque pessoas à margem da sociedade, como LGBTs e neuroatípicos, por exemplo, encontraram no Tumblr um espaço relativamente seguro onde não somente compartilhar suas angústias, como também interagir com pessoas que passam pelos mesmos problemas.

Com isso, surgiu um lado negativo: o Tumblr acabou se tornando uma vitrine para blogs que romantizam questões como suicídio, transtornos alimentares e automutilação, atingindo, de maneira preocupante, uma grande quantidade de adolescentes. Por conta disso, anos depois a plataforma decidiu criar uma central de ajuda a quem publica e também pesquisa por palavras-chaves problemáticas. Os conteúdos não são censurados, mas uma mensagem de alerta surge na tela do usuário oferecendo um canal de contato para que ele peça ajuda quando estiver no fundo do poço.

Ao postar ou pesquisar por termos preocupantes, o usuário se depara com uma mensagem de ajuda (Imagem: Tumblr)

Em 2013 o Tumblr foi adquirido pelo Yahoo e, em 2016, a plataforma já registrava mais de 138 bilhões de publicações. E, na onda do Tumblr, surgiu o Pinterest, que organiza as publicações por meio de quadros, no lugar de um feed corrido nos moldes do rival. É possível unir publicações em quadros temáticos, e, por isso, o serviço se diferenciou do Tumblr, atraindo usuários com perfis diferenciados.

Boards do Pinterest permitem organizar imagens de acordo com temas (Imagem: Pinterest)

Citando rapidamente outros serviços sociais que fizeram sucesso nos anos mais recentes, vimos o Foursquare crescer e praticamente desaparecer. Ali, os usuários faziam check-in em lugares por onde passaram, podendo deixar recomendações ou críticas negativas para que outros usuários avaliassem se valeria a pena frequentar o local, conhecendo, também, pessoas com gostos parecidos com os seus. Mas o stalk era grande, e rapidamente o serviço perdeu popularidade (e boa parte da culpa disso é do Facebook, que decidiu lançar sua própria ferramenta de check-in após o sucesso do Foursquare).

E não podemos deixar de falar no YouTube enquanto rede social. A plataforma de vídeos surgiu em 2005 permitindo publicar e assistir a vídeos à vontade, e foi se tornando uma plataforma social à medida em que implementou recursos como a possibilidade de avaliar os vídeos alheios, comentar e seguir canais. Em 2016, o serviço já acumulava mais de 1 bilhão de usuários e, no ano passado, a plataforma adquirida pela Google atingiu a marca de 1,5 bilhão de usuários ativos mensalmente em todo o mundo.

A influência do YouTube é inegável a ponto de ele ser, até hoje, a principal plataforma de vídeos da internet. Presente em diversos dispositivos (incluindo computadores, smartphones, tablets, smart TVs e set-top-boxes), o serviço tornou possível a qualquer pessoa conectada à internet consumir conteúdos em vídeo e também publicar seus próprios. Nasceu, aí, a cultura do vlogger e, hoje, algumas das personalidades mais influentes do mundo (incluindo o Brasil) são exatamente youtubers, batendo de frente com a popularidade de artistas da televisão.

Em 2017, das 10 personalidades mais influentes no Brasil, 5 são YouTubers (Imagem: Reprodução/Google)

Fotos e vídeos dominando a internet

Com o novo filão aberto pelo YouTube, surgiram outras redes sociais focadas em vídeos para atrair os usuários. Uma delas foi o Vine, que nasceu em 2012 e foi, no mesmo ano, comprado pelo Twitter. A ideia era que os usuários da rede social pudessem gravar e editar clipes de vídeo em sequências de seis segundos, compartilhando-os com seus seguidores. A plataforma foi aclamada pelo público criativo, que, ali, publicava vídeos com técnicas de stop motion, por exemplo, e animações artísticas, além de vídeos pessoais.

O sucesso de serviços como o Vine abriu as portas para a chegada do Snapchat, que é uma rede social focada em vídeos de curta duração, mas que ficam disponíveis por apenas 24 horas. Dessa maneira, a ideia é que os usuários fiquem sempre ligadinhos ao feed, não arriscando perder nenhum conteúdo. O app, hoje, é extremamente popular entre os mais jovens, e recursos inéditos lançados por ele foram copiados por outros serviços, como o Instagram, seu principal rival na atualidade.

Filtros e lentes do Snapchat, que tornam a rede social mais divertida (Imagem: Snapchat)

E como não falar sobre o Instagram em uma análise sobre as redes sociais, não é mesmo? A plataforma de compartilhamento de fotos e vídeos surgiu em 2010 e rapidamente se tornou símbolo de status para quem a utilizava. É que, inicialmente, o serviço funcionava apenas no iOS, atingindo dez milhões de usuários em setembro de 2011. No ano seguinte, o app chegou ao Android, e somente um dia após sua liberação para o SO móvel da Google, o Instagram já havia sido baixado cerca de um milhão de vezes na Google Play, sendo comprado pelo Facebook no mesmo ano por quase US$ 1 bilhão.

Depois que Mark Zuckerberg tentou comprar o Snapchat, sem sucesso, ele decidiu, então, copiar os principais recursos do rival, trazendo-os ao “Insta”. Então, surgiram os Stories – mesmíssimos vídeos e fotos que aparecem em um feed à parte por somente 24 horas. Ainda não satisfeito, Mark levou os Stories para outros serviços que opera: Facebook, Messenger e WhatsApp. Então, a cultura de vídeos online foi levada a um outro patamar, englobando praticamente todo tipo de usuário: desde o “comum”, que curte fazer pequenos vídeos de seu cotidiano para divertir seus amigos, passando pelo produtor de conteúdo que aproveita a tecnologia para disseminar informação, chegando aos vloggers e influenciadores digitais, e também atingindo a publicidade, que ganhou um novo meio de anunciar suas marcas, produtos e serviços.

Empresas usando o Stories para divulgar uma promoção (Captura de tela: animaker)

Atualmente, o Instagram já tem mais de 800 milhões de usuários ativos por mês, e 500 milhões diariamente. Ainda, a plataforma conta com 25 milhões de perfis corporativos ativos, mais de 1 milhão de anunciantes, e seus Stories, hoje, alcançam 200 milhões de usuários diariamente, enquanto os últimos números do Snapchat mostram um alcance diário de 161 milhões de usuários.

O impacto de tudo isso nas nossas vidas online e offline

Com tantas opções de serviços sociais para os mais diversos propósitos, e considerando o gigantesco alcance que as plataformas dominantes do mercado apresentam hoje em dia, pode-se considerar ingenuidade o pensamento de que as redes sociais existem somente no mundo virtual. Sim, elas funcionam no ambiente da internet, mas impactam profundamente as nossas “vidas reais”. Inclusive, vivemos um momento da história em que os conceitos de “vida virtual” e “vida real” se mesclam quase que por completo – exceto para quem prefere se manter longe dessa nova sociedade conectada.

Sim, é verdade que os jornais e revistas impressas, bem como o rádio e a televisão, continuam relevantes no que diz respeito à informação, especialmente ao considerar as grandes massas. Contudo, essas mídias não detêm mais o poder de decidir o que informar e o que deixar de lado: as redes sociais, com usuários engajados, fazem esse papel mais democrático e universal. Não é à toa que, muitas vezes, vemos notícias que saíram primeiro no Twitter sendo replicadas nos jornais nacionais, inclusive usando tais tweets como fontes para suas reportagens.

Ainda tem dúvidas quanto ao poder das redes sociais fora do escopo da internet? Um exemplo recente foi o caso da mudança no design do Snapchat, em que bastou um tweet da digital influencer Kylie Jenner dizendo que detestou a mudança para que as ações da Snap caíssem consideravelmente na bolsa de valores norte-americana. Gostemos ou não, as redes sociais e seus influenciadores já têm esse tipo de poder.

Com tanta influência, há quem acredite que as pessoas estão ficando mais “burras” ou “preguiçosas” com o advento das redes sociais. Isso porque, em uma época não muito distante, precisávamos nos esforçar muito mais para obter uma informação, consultando livros, enciclopédias e perguntando por aí. Depois da popularização da internet, basta “dar um Google” para, em poucos segundos, descobrir o que se precisa. E, apesar dessa facilidade sem precedentes na história da humanidade, uma das consequências é justamente a falta de interesse em realmente aprender sobre assuntos por aí, já que basta dar aquela pesquisadinha rápida.

Com o poder das redes sociais, até mesmo o “dar um Google” já está sendo deixado de lado em muitas ocasiões: quem nunca viu alguém no Facebook perguntando algo como, por exemplo, “gente, como eu cozinho feijão?”, sendo que ela poderia recorrer ao buscador para aprender tim-tim por tim-tim por conta própria?

Ainda, as redes sociais atuais têm causado o fenômeno chamado de “câmaras de eco”, em que, em vez de as pessoas ficarem mais abertas a novas ideias disseminadas nas plataformas, elas acabam ficando cada vez mais intolerantes, admitindo apenas aquelas ideias que são condizentes com as suas. Essa percepção vem sendo abordada em diversos estudos, confirmando que os usuários, em especial no Facebook, tendem a se agregar em comunidades de seu interesse, causando segregação e polarização. Sabe a antiga ideia de que a Terra é plana? Mesmo o conceito tendo sido exaustivamente derrubado ao longo de séculos, é justamente nas tais câmaras de eco que a coisa tomou nova força em pleno século XXI.

Ilustração retrata o fenômeno das câmaras de eco na internet (Imagem: Medium/hishamfakhreddin)

Mas há uma luz no fim do túnel, com outros estudos mostrando que as pessoas vêm, ainda que lentamente, enxergando o potencial destrutivo dessas bolhas virtuais, e estão mais dispostas a saírem dali. Além disso, outros estudos recentes têm enaltecido o poder do Twitter para veicular informações condizentes com interesses de grupos marginalizados pela sociedade. De maneira independente, essas pessoas usam a plataforma para soltar ideias, atrair militantes às suas causas e fazer denúncias, de um jeito que as agências de notícias e veículos de imprensa ainda não o fazem com a mesma eficácia.

Palavra de especialista

Conversamos, então, com a escritora Maria Augusta Ribeiro, especialista em comportamento digital e netnografia, que gerencia o Belicosa, site especializado no assunto. Encarando o universo digital como uma ferramenta de transformação, ela crê que as redes sociais são poderosas na transformação de comportamentos que transitam entre o “real” e o digital.

“A velocidade nas comunicações realizadas pela internet nos obrigou de alguma forma a nos relacionarmos pelas redes sociais, dada a sensação de falta de tempo gerada”, opina. Ela observa que, hoje, “enviamos mensagens de voz pelo WhatsApp como se fossem ligações telefônicas; desejamos ‘feliz aniversário’ aos colegas pelo Facebook como se fosse um abraço, e acreditamos que somos amados porque mais pessoas curtem nossas selfies no Instagram”. E tudo isso começou a se firmar nos anos 2000, pois, antes disso, não tínhamos tanto acesso à tecnologia e, portanto, acabávamos interagindo mais pessoalmente do que digitalmente.

Quanto à qualidade das relações interpessoais, Maria Augusta enxerga uma piora. “Não por causa da rede social, mas pelo amplo uso da tecnologia”. Explicando: “o consumo de qualquer coisa através da internet nos dá uma sensação de atenção atendida, e não é porque você tem uma geladeira na sua casa que você vá comer tudo o que tem ali de uma só vez; porém, com a internet, é isso o que queremos fazer”.

Já com relação à sensação de que a sociedade está piorando por causa das redes sociais, a especialista entende que “o acesso à informação pode gerar uma sensação de que a sociedade, como um todo, está pior”. Isso porque “nunca vimos tantos casos de pedofilia, imagens bizarras e gente sem noção publicando coisas que não deveriam estar na internet”. Contudo, ela acredita que “o que fazemos com esse acesso à informação é o que nos transforma”.

Isso envolve se informar quanto às políticas públicas e, usando as redes sociais, exigir serviços melhores, como educação de qualidade, segurança e saúde. Se, por um lado, as redes sociais explicitam o pior do ser humano, elas também podem servir como meio para mobilizações com objetivos nobres. “Então, não podemos culpar o formato da sociedade que temos hoje por causa das redes sociais”.

Charge critica o vício na internet (Imagem: Reprodução/orlaghclaire.com)

Maria Augusta ainda acredita que o fato de mais gente ter ferramentas que possam gerar conhecimento, se comunicar e consumir, é algo fascinante. Ainda assim, o anonimato proporcionado pela internet traz outros problemas, incluindo a disseminação de discursos de ódio e comportamentos nocivos. Mais uma vez, vale diferenciar o que é consequência da tecnologia e o que apenas reflete a índole do ser humano.

Já quando conversamos sobre as recentes mudanças nos algoritmos do Facebook, desde que Zuck decidiu priorizar publicações de amigos e parentes em detrimento das páginas (o que inclui marcas e veículos de comunicação), a especialista enxerga a mudança com bons olhos. “Acredito que o fato de o Facebook tentar proporcionar ambientes mais amigáveis para quem ali navega pode ser bom, sim”, opina; e, quanto à queda no alcance de páginas não-anunciantes, Maria Augusta entende que “o recado da plataforma é bem claro: somente o digital não vai salvar sua empresa, e, sim, você precisa pagar para veicular seu conteúdo por aqui”.

Encerrando o bate-papo, conversamos um pouco sobre a “câmara de eco” do Facebook, focando nos comportamentos negativos ali difundidos. Ela expressou mais preocupação com o nosso comportamento ao navegar pela internet do que pelas informações disponíveis, fake ou não. “Hoje, estamos julgando as redes sociais, os games e a conexão como culpados por um erro que é somente nosso. Então se seu filho joga 10 horas de games consecutivas e não consegue aprender na escola porque está cansado demais, a culpa seria do Xbox?”, questiona, seguindo com a pergunta: “Você abre a porta de sua casa para um estranho entrar? Não, né? Então por que aceita qualquer nova amizade no Facebook?” Vale a Reflexão.

 

Canal Tech

 

 

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Vício em selfie é doença e requer tratamentohttps://belicosa.com.br/vicio-em-selfie-e-doenca/ https://belicosa.com.br/vicio-em-selfie-e-doenca/#respond Tue, 27 Feb 2018 07:47:19 +0000 http://belicosa.com.br/?p=8891 Atire a primeira pedra quem nunca pegou o smartphone para tirar umaselfie. Entretanto, aparentemente inofensivo, pode se tornar vício, com necessidade de tratamento. Recentemente o site mídia news publicou uma entrevista comigo, uma honra! Pois quando vejo que todos nós ainda estamos tentando dirigir a velocidade que o digital nos provoca, as pessoas começam a ...

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Atire a primeira pedra quem nunca pegou o smartphone para tirar umaselfie. Entretanto, aparentemente inofensivo, pode se tornar vício, com necessidade de tratamento.

Recentemente o site mídia news publicou uma entrevista comigo, uma honra!

Pois quando vejo que todos nós ainda estamos tentando dirigir a velocidade que o digital nos provoca, as pessoas começam a  olhar de um jeito menos torto sobre os tantos alertas que disparo sobre os impactos do excesso do virtual em nossas vidas. Aqui falamos de vicio em selfies e outros temas.

 

Segue na integra o nosso bate papo:

“As pessoas podem se viciar em selfie. O vício em selfie é uma doença, é uma patologia médica, em que um psiquiatra faz o diagnóstico”, afirma Maria Augusta. Os cliques incontroláveis de si mesmos ainda podem revelar uma personalidade solitária, e até a falta de estrutura familiar, segundo ela.

Em entrevista exclsuiva ao MidiaNews, a especialista fala ainda sobre as “fake news”, assédio sexual pela internet e  consumo nas rede.

Confira os principais trechos da entrevista:

Alair Ribeiro/MidiaNews

Maria Augusta Ribeiro

Maria Augusta diz que pais devem acompanhar, e não reprimir, o uso das tecnologias dentro de casa

MidiaNews – Nesta semana, tivemos em Cuiabá um episódio de uma estudante de 14 anos supostamente assediada pelo personal trainer, e o caso de outra, de 19 anos, que teria sido aliciada por uma quadrilha de exploração sexual de mulheres.  A internet deixa as pessoas mais vulneráveis a esse tipo de situação?

Maria Augusta Ribeiro – Uma vez expostos à internet, eternamente estaremos. Todo mundo está exposto de alguma forma. Existe um limiar pequeno entre um crime, uma patologia e um comportamento.

Vou dar um exemplo: você não abre a porta da sua casa para um estranho. Mas a foto de uma moça bonita, de um rapaz atraente na internet, faz você aceitar uma conversa. E essa pessoa, de repente, pode ser de uma quadrilha. Acredito que a internet deixou as coisas mais práticas para a gente e também para quem não é bacana ter acesso a nós.

MidiaNews – E por que tanto assédio nas redes sociais?

Maria Augusta Ribeiro – Hoje, há um dado assustador da ONU [Organização das Nações Unidas] que diz que aquela uma hora antes de você dormir, que você empresta o telefone celular a um filho de 0 a 11 anos, eleva em 78% a possibilidade dessa criança ser exposta a um crime, como pedofilia, assédio e abuso sexual.

E a culpa disso não pode ser atribuída a um comportamento ruim dos pais, mas sim à facilidade que a internet dá para esse tipo de pessoa invadir a privacidade da outra. Esse dado é relativo a pessoas que tenham acesso a internet, independente do que quer que seja: computador, telefone…

MidiaNews – Como especialista no comportamento no ambiente virtual, o que a senhora indica para os pais de crianças e adolescentes, diante de tanta informação sobre sexo na rede?

 

Maria Augusta Ribeiro – A proibição não é legal, o que é legal é o acompanhamento. E esse acompanhamento não deve ser considerado um monitoramento do tipo “eu estou verificando o que você está fazendo de errado”. Às vezes acontece de crianças e jovens trazerem informações relevantes para nós, de redes sociais, de sites,  e novas tecnologias.

Eu tenho uma colega que tem um comportamento muito bacana. Ela atribui 15 minutos diários aos filhos, que são crianças de até 6 anos. Naqueles 15 minutos depois da escola e dos deveres, há uma experiência de ambos. O que os filhos querem fazer, ela faz junto, interagindo dentro desse universo e dizendo: “Olha, isso que você está acessando acho que não é legal, Vamos tentar outra coisa?”. Ela acompanha, troca experiência, mas não fica proibitivo. Isso só vai moldando os valores e a educação dos filhos.

MidiaNews – A tecnologia e a internet contribuem para a despertar mais cedo a sexualidade da criança?

 

Maria Augusta Ribeiro – Não. Hoje, alguns especialistas dizem que o acesso à informação – e aí não é só a internet – contribui para a precocidade dos jovens. Hoje, uma criança de 11 anos já é considerada jovem. Porque consegue fazer reflexões, consegue conversar sobre assuntos que há 20 anos não conseguia, [porque] tinha o comportamento mais infantilizado.

O que a internet fez por nós é que ela nos colocou no mesmo nível. Então, não existe mais o pedófilo, que está muito distante, ou o dono de uma megaempresa, ou eu, ou você. Estamos todos no mesmo lugar.

Isso tem o lado ruim, mas tem o lado bom. O lado bom é que a gente consegue ter mais informação, conseguimos gerar mais conhecimento. Você consegue contratar um profissional que, talvez, se fosse no ambiente físico, não conseguiria por morar em outra cidade. Você consegue receber dados do mundo inteiro. E isso é Genial.

Às vezes a gente está tão envolvido com abusos da internet que nos esquecemos das boas praticas.

MidiaNews – Por que, mesmo sabendo do risco de suas fotos vazarem, muitos jovens ainda enviam os chamados “nudes” para pessoas que elas, às vezes, nem conhecem pessoalmente?

 

Maria Augusta Ribeiro – A gente tem que ter um distinção bem rígida para dois tipos de comportamento. Um é o jovem que faz isso, porque jovem bobagens e que talvez a gente não consiga explicar. E o outro é um crime.

A partir do momento em que ele é um crime ou apenas um comportamento inadequado? O que é crime, abuso e assédio, as pessoas têm como provar. Vão à Justiça e resolvem isso lá. Outro ponto é você difamar alguém na internet por conta de um comportamento inadequado ou julgamento.

O que a gente vê hoje é que o jovem, em específico, não tem mais medo de se expor. Por que daqui uma semana ou duas não será mais notícia.  e um rude não terá mais importância. O que a minha geração não faz, a nova faz, e às vezes os jovens não dão tanta importância ao corpo, porque temos muita informação sexualizada na internet.

E essa informação sexualizada é o quê? É que a menina precisa ser mais fitness, que o corpo bonito é o sarado. Aqui no Brasil a gente se toca mais, a gente é mais afetuoso. Então tudo isso pode ajudar em comportamentos que não são tão legais. E serem confundidos com condutas de crimes e patologias.

MidiaNews –  Esse excesso de exposição é algo que veio com a internet ou já existia e a internet apenas o aflorou?

 

Maria Augusta Ribeiro –  Isso já existia e hoje só temos informação de que acontece, porque a internet amplifica essa informação. As pessoas me perguntam muito a respeito da tecnologia. A tecnologia é ótima, mas é errado atribuir a ela a culpa de um comportamento seu.

Atribuímos o problema da tecnologia ao acesso a internet, mas não ao seu comportamento abusivo na internet. Ou que você ficou muito tempo exposto. Ou que você deixou o filho muito tempo exposto…

MidiaNews – Há um consenso sobre a quantidade de tempo adequada em que um adulto e uma criança podem ficar expostos à tecnologia?

 

Alair Ribeiro/MidiaNews

Maria Augusta Ribeiro

Especialista diz que não há um consenso sobre o tempo ideal para uso das tecnologias sem prejuízos à saúde

Maria Augusta Ribeiro – Não. Existem pesquisadores que são muitos radicais e dizem que a exposição à bateria é prejudicial ao nosso cérebro. Há probabilidade de desenvolvermos déficit de atenção, dificuldade de ser alfabetizada.

Eles dizem que o ideal é que, até dois anos, a criança não seja exposta a nenhuma tecnologia. E isso inclui controle remoto, telefone, TV… E de dois a 11 anos, um hora por dia.

É obvio que isso não é observado em lugar nenhum do mundo. E a gente vai ter sim consequências disso. Podem ser crianças e jovens que vão ter problemas de socialização, problemas oculares, obesidade, déficit de atenção…

E uma quantidade de gente na sociedade futura com nomofobia, que é o uso excessivo da tecnologia. Nela, quando a pessoa é privada de usar a tecnologia,  tem ansiedade, sudorese e até taquicardia.

 

MidiaNews – Já há tratamento?

 

Maria Augusta Ribeiro – Sim. E é isso é muito sério. Existem empresas, escolas e departamentos detox que já realizam tratamento. Aqui no Brasil o mais desenvolvido é o Hospital das Clínicas (SP), que tem um andar inteiro para tratar vício de internet. E nós estamos falando em vícios que vai alem do games.

MidiaNews – Como a pessoa percebe que já está viciada e se excedendo no uso de internet?

 

Maria Augusta Ribeiro – Vício é uma doença, não há controle. Eu não consigo estabelecer quando eu usei demais ou se usei de mais. Quando me droguei demais ou me droguei de menos. Mas para o excesso do uso, vale o bom senso.

Uma pessoa que trabalha com a internet é uma coisa, uma pessoa que usa para entretenimento é outra. Se ficar o dia inteiro na frente da TV, isso vai trazer um malefício para minha vida? É a mesma coisa para internet. Ficar o dia todo também não vai ser legal.

O que as pessoas às vezes colocam como bom senso para crianças até 11 anos são duas horas por dia. Eu vejo muitos pais cortarem o acesso à internet da criança e deixando elas usarem apenas em uma determinada hora do dia. Assim, a criança não se sente desmerecida, Mas será que é o ideal?

na maioria o que vemos é que não existe um controle, e nós estamos falando de comportamento. O seu valor, o que você aprende de bom e ruim, o que pode o que não pode, o certo e o errado, parece nao existir nesse ambiente phigital de hoje.

 

E quando se tem um excesso, há uma consequência. Exemplos de crianças que nao conseguem distinguir realidade do virtual, Que em um ano enxerga perfeitamente e  no outro desenvolve  5 graus causados por exposição demais à tecnologia. Disso os pais são os principais culpados e precisam colocar na balança que estão dispostos a pagar esse preço.

Então, o bom senso nunca é demais.

 

MidiaNews – Os pedófilos parecem ter encontrado, na internet – especialmente na chamada “deep web” –, o ambiente perfeito para satisfazer seus desejos. Como a senhora vê esse fenômeno?

 

O que a internet fez por nós é que ela nos colocou no mesmo nível. Não existe mais o pedófilo, que está muito distante. Estamos todos no mesmo lugar, e a gente consegue ter acesso a essas pessoas elas a nós.

Maria Augusta Ribeiro – Eu tenho muita preocupação com relação à pedofilia porque ela é uma doença. É alguém que é estimulado sexualmente pelo sexo infantil, que vê numa criança algo atrativo. Isso é uma patologia. A gente coloca tanto como crime a pedofilia, que às vezes acreditamos que aquilo é abuso sexual, somente. Ele é um abuso, mas tem uma patologia por trás.

O autor americano, Nicholas Kardaras que escreveu  “Glow Kids”, fala sobre o encantamento das crianças com as telas azuis. E nisso ha uma porta aberta para o assedio em determinado momento.

Ele fala do quanto é fácil para alguém que quer cometer um crime sexual abordar crianças e jovens.

A “deep web” serve para tudo.  Vender drogas, para criminosos e para a exploração de informação sigilosa. A gente fala pouco, mas não por causa da “deep web”que se pratica mais ou menos crimes.

MidiaNews – Mas, o pedófilo atua em todas as esferas da internet, não é? Não só na “deep web”…

 

Maria Augusta Ribeiro –  O que acontece com eles é que são sedutores. Eles utilizam artifícios tecnológicos, como aplicativos para criação de avatares, para chegar aonde precisam. Mas não necessariamente vao usar uma tecnologia superavançada ou usar um mega conhecimento para praticar crimes.

MidiaNews – A internet facilitou a atuação dos pedófilos?

 

Maria Augusta Ribeiro – Sem dúvida. A internet nos colocou no mesmo lugar. Então, estando no mesmo lugar, consigo acesso a você de maneira muito mais fácil.

MidiaNews – Algo bastante comum, observado no ambiente virtual, são os chamados “haters”, pessoas que destilam ódio protegidas pelo anonimato.

 

Maria Augusta Ribeiro – Especialmente no caso dos “haters”, o que vejo é que eles se blindam, como se a internet fosse uma cobertura para que eu possa fazer o que eu quiser. Porque há a facilidade de criar um perfil falso, com fotos de qualquer pessoa. Não há a necessidade de eu mostrar a cara.

E hoje temos os “boots”. Eu posso ser uma conta “hater”, com 15 mil “boots” falando a mesma coisa em muitos lugares julgando os outros sem ser uma pessoa. E isso em ano de eleição será bastantes visto.

MidiaNews – Como perceber que o prazer pela curtida nas redes sociais virou obsessão?

 

Maria Augusta Ribeiro – A curtida e o compartilhamento no meio virtual geram uma recompensa instantânea, Mas essa recompensa não é física. Vou dar um exemplo: se você fizer um bom trabalho, eu te faço um elogio. “Você é um bom profissional, fez um ótimo trabalho”. Na rede social, isso vira uma curtida. Ela não foi genuína. E isso pode, sim, confundir os mais jovens que ainda nao tiverem bons pilares de valorização.

As gerações mais velhas podem até cair em crimes na internet, ou acontecer alguma coisa com elas fora, mas elas já têm as crenças e valores estabelecidos. O jovem ainda está em formação. Se, por acaso, ele tem uma turma que comete pequenos delitos, e ele é incentivado a fazer algo errado, ele faz. Por não saber ainda muito bem o que é certo e errado. Por estar se moldando, moldando a personalidade e tentando ser aceito.

Quando falamos em curtida e compartilhamento, as redes sociais geram uma recompensa instantânea. E daqui a uma semana já não é mais suficiente.

A gente vê muitos casos em que as famílias têm problemas de comportamento, de valores e convivência, e isso afeta os jovens quando vão para internet. Eles vão buscando o reconhecimento que eles não têm em casa. Ou uma valorização que não têm no trabalho, por exemplo.

E é uma busca incansável por aquilo, que talvez um abraço, um carinho resolvessem, mas não é uma recompensa real, apenas um like.

Alair Ribeiro/MidiaNews

Maria Augusta Ribeiro

Maria Augusta alerta sobre busca constantes por curtidas e compartilhamentos nas redes sociais

 

MidiaNews – E, por ser instantânea, há a dependência dessa curtidas?

 

Maria Augusta Ribeiro – Existe. Existem alguns casos de jovens que têm vício em selfie. Eles tiram 500 fotos para usar uma, para ser aceito. Ele pode ter 500 comentários bacanas, mas um comentário negativo significa que ele não foi aceito e ele recomeça o processo.

Mas todas às vezes que a gente fala de excessos na internet e eles se tornam vícios, eles são encarados como patologias médicas. É o médico psiquiatra e o psicólogo que irão diagnosticar. Como outras doenças, não somos nós, cidadãos comuns, que iremos diagnosticar as doenças. Podemos avaliar uma conduta que não é legal para gente, mas o diagnóstico é sempre médico.

MidiaNews – E por que tanta selfie?

 

Maria Augusta Ribeiro – Ela acaba sendo uma medida de recompensa. Uma pessoa que não é valorizada em casa, no trabalho, que sofre uma violência doméstica, que vem de uma família que não a valoriza, ela acaba transferindo essa responsabilidade por mimá-la para alguém e se ilude. já que a internet não vai fazer isso por ela.

MidiaNews – Podemos dizer que o excesso de selfie pode ser um sinal de algum problema?

 

Maria Augusta Ribeiro – O vício em selfie é uma doença, é uma patologia médica, em que um psiquiatra faz o diagnóstico.

MidiaNews – Então, as pessoas podem se viciar em selfie?

Maria Augusta Ribeiro – Podem. Mas todas as patologias são diagnósticos médicos. São mais de 20 patologias causadas pelo uso excessivo da internet. Uma delas é nomofobia.

Há um documentário  Web Trash que fala a respeito de campos, que não têm conexão com internet, em que os pais levam as crianças para fazer outras coisas.

Na China que tem uma quantidade enorme de jovens, existem mais de 400 clínicas que tratam crianças e jovens com nomofobia e outras patologias caudas pelos digital. É muita gente ficando viciada ou desenvolvendo patologias por causa da internet.

MidiaNews – É importante pais e a própria pessoa ficarem atentos a esse comportamento?

 

Maria Augusta Ribeiro – Quando você pega um Instagram de alguém que tira muita selfie, o que podemos dizer de cara? Que ele tem poucos amigos, é uma pessoa solitária, reservada? Que nunca está com amigos? A selfie em especial pode nos dizer muitas coisas a respeito das pessoas. Mas  julgamentos próprios são uma coisa, mas diagnóstico do vício quem faz é o médico.

MidiaNews – Neste ano eleitoral, as atenções estão voltadas, entre outros riscos, para as chamadas “fake news”. Quem compartilha as “fakes news” faz por ignorância ou quer apenas reforçar seu ponto de vista, ainda que divulgando algo sabidamente falso?

 

Maria Augusta Ribeiro – Hoje nós temos compartimentada a ideia de “fake news”. Porque nós temos robôs, então eu codifico o meu computador para ficar disparando notícias inverídicas 24 horas na internet. Aquilo acaba se tornando uma notícia, e até as pessoas irem averiguar, ela já foi divulgada.

Esse ano existe uma empresa vindo para o Brasil chamada Cambridge Analytics, que é especialista nisso. Ela ajudou na eleição do Donald Trump. Mas temos o nosso momento vejo e ja compartilho e nao questiono ou faço a checagem para ver se aquilo procede.

 

MidiaNews – Disparar noticias falsas sobre alguém não é ilegal? Não há legislação sobre isso?

 

Maria Augusta Ribeiro – Não. Não existe uma lei dizendo que ela não pode fazer isso. Porque, como você vai provar que aquele robô que repassa a notícia falsa é da empresa? O Brasil é muito atual na questão de lei sobre a internet. Nós temos o Marco Civil da Internet, que regulamenta uma série de atividades digitais. Mas o que chamamos de neutralidade da rede não é observada nem nos Estado Unidos, que são um País super-avançado, imagine por aqui.

Nós vamos ter muitas coisas acontecendo por conta de robôs. Por exemplo, vão surgir muitos profissionais que serão contratados para fazerem um blog e falar de determinada pessoa. O outro para falar bem de um livro, por exemplo.

Nós ainda temos a “fake news” do cidadão comum. Você me manda uma notícia que não é verdade, mas você não sabe. Você leu, achou interessante, e manda para mim, que mando para ele, que manda para outra pessoa… E uma hora ela deixa de ser “fake news” porque alguém apura a informação, mas até chegar nesse momento, ela foi amplamente divulgada.

MidiaNews – A impressão que dá é que, quanto mais curiosa a notícia, mais sentido de verdade ela ganha para algumas pessoas.

 

Maria Augusta Ribeiro – Eu acredito que muitos meios de comunicação deixaram de checar a informação. Quantas vezes nós lemos o título de uma notícia e após ler a matéria nós vemos que não é bem aquilo. Ela não mentiu, mas acaba gerando um “fake news” só por conta do título.

MidiaNews – E há uma maneira de combater isso?

 

Maria Augusta Ribeiro – Existem muitos sites que funcionam para esclarecer esses casos, o próprio Google tem ferramentas para isso. Então, checar as informações que chegam até você nunca é demais.

Antigamente nós tínhamos 15 segundos para ver uma propaganda na TV. Hoje esse tempo foi reduzido para 3 segundos. Então pensa: em 3 segundos você bate o olho na notícia e sai compartilhando.

MidiaNews – E o que estaremos consumindo por estar na internet?

 

Maria Augusta Ribeira – Depende da geração que você faz parte. São as faixas etárias, ganhos, onde estão que mapeia seu consumo que agora é phigital, metade online metade fisico.Tudo isso vai determinar se eu vou consumir mais, menos, quando e o que.

MidiaNews – A nova geração vai consumir mais do que já consumimos hoje em dia?

 

O excesso [de consumo] é ruim, mas você ter acesso às coisas, não”

Maria Augusta Ribeiro – Essa geração que hoje está com 11 anos vai consumir muito mais. Essa geração que alguns chamam de Z,alpha e etc, mas ainda sem um consenso sobre os nomes. vai consumir mais pelo  acesso a informação facilitada.

Antigamente você não consumia determinado livro porque você não sabia que ele existia. Para você saber você teria que frequentar uma biblioteca, livraria ou uma pessoa que te indicasse. Hoje não, dependendo do assunto que eu pesquiso no Google, ele é oferecido para mim.

MidiaNews – Então, o consumo pela internet tende a crescer? E isso pode atrapalhar o mercado físico?

 

Maria Augusta Ribeiro – Vai, mas não vai afetar o mercado de lojas físicas. São dois públicos distintos, com realidades distintas que vão se entrelaçando e se combinando para causar conveniência e inovação ao consumidor.

A Margazine Luiza, que tem um dos maiores consumos na internet, está abrindo lojas físicas no Brasil inteiro. E muitos perguntam: não estamos em crise? Ao abrir essas lojas, ela quer o quê? Que o produto comprado pela internet chegue mais rápido a sua casa, que experimente no fisico o que pesquisa no digital.

MidiaNews – Esse consumo virtual pode resultar em prejuízo?

 

Maria Augusta Ribeiro – Eu não acredito nisso. Quando a gente fala em consumo a gente lembra de coisas palpáveis, mas a gente esquece do consumo “intangível”. Alguém pode fazer uma faculdade em outro País. Uma pessoa que não tem uma escola de inglês na cidade dela, pode fazer um curso. E isso também é consumo, e super benéfico.

É que quando falamos de consumo achamos que é o consumo desenfreado, mas na realidade tem uma exposição muito boa, e consequentemente econômica. Temos mais coisas, o comércio evolui, gera mais dinheiro e todo mundo fica legal. Eu acho que essa ciranda econômica não é ruim.

 

Midia News 

 

 

 

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