Quanto vale o seu dado?


Todos nós temos dados flutuando na internet. Seja o dia do aniversario, onde moramos e o que consumimos. Sim, eles têm valor, e muitas empresas lucram com informações que deveriam ser monetizadas por você.

De hackers talentosos, que roubam e vendem dados, a grandes empresas que mineram suas informações virtuais, todos lucram. Acredite, suas preferências ao navegar pela web, seus hábitos de consumo e estilo de vida valem dinheiro.

Cada vez que faz download de um aplicativo gratuito, é bom lembrar que na tecnologia nada é de graça e nesse caso a mercadoria é você.

Considere o preço que os anunciantes pagam para chamar a sua atenção online e fazer você consumir. De conteúdo a produtos, todos eles pagam por uma segmentação de mercado.

Um exemplo disso é o Facebook: ele prospera pelo fato de que sabe muito sobre seus usuários, aprimorando esse conhecimento diariamente. E mesmo para quem torce o nariz para a plataforma, a média de tempo gasto nela é de 40 minutos por dia.

E lhe pergunto: quem fica à disposição de uma empresa 40 minutos, todos os dias, nutrindo de informação, para que terceiros lucrem, menos você? O Facebook, Apple, Google, Alibaba, Amazon etc.

As baterias de algoritmos estatísticos são diárias, para combinar usuários com produtos que os anunciantes desejam promover. Em 2017 o custo medio de um click no Facebook era de  $ 1,75 e no Google $ 2,32 segundo a Wordstream.

Lembrando que o mercado das empresas digitalizadas americanas fatura em torno de 100 bilhões de dólares em publicidade. Quanto dessa fatia você faturou mesmo?

E se pensarmos na perspetiva do ladrão: Todo mundo sabe que vender dados é crime, certo? Mas aonde mesmo que o Edward Snowden e aquele professor da Cambridge analityca estão presos mesmo?

Sem propor haters contra esses caras veja que os l adrões virtuais costumam roubar número do cartão de credito, validade, nome do cliente e endereço pessoal, e isso, além de lhe dar muita dor de cabeça, vai ser vendido, e tem um mercado enorme que compra.

Agora, já pensou na sua senha do Netflix, Spotfy ou mesmo do seu email? Pode parecer bobagem, mas, no mercado negro, ela vale em torno de $100 dólares, isso porque o objetivo é limpar a sua conta bancária.

Agora que já deve estar arrepiado, pensando que não devia ter colocado a mesma senha em vários acessos seus na internet, vamos pensar sob a perspectiva do crédito. Sabe aquela pontuação de clube de benefícios no cartão de crédito? Ou mesmo o financiamento que deseja? Eles são validados em cima dos seus dados na internet.

Aproximadamente um quarto das receitas globais fluem das dezenas de milhares de empresas que estão interessadas na sua capacidade de gastar, e isso representa mais de 3 bilhões de dólares, só nos Estados Unidos.

Mas, sem dúvida, o valor mais significativo em nossas vidas são os dados pessoais, e isso tem a ver com reputação, saúde, segurança e dignidade. Seu histórico pessoal começa com a certidão de nascimento, passando pela última consulta médica, e ainda suas senhas de todos os logins que possui. Sim, eu disse todos.

Nesse momento pode-se adicionar informações financeiras, grupos ou associações que participa, sua milhagem, todos os arquivos de voz, vídeos e comunicação que fez na vida por Whatsapp e redes sociais.

Assim, determinar o valor de um dado para o mercado, sem dúvida, é rentável. Mas, imaginar que nossos dados flutuam por aí sem eira nem beira, a ponto de nos causar problemas em vez de ajudar, é de arrepiar os cabelos.

Da próxima vez que ficar respondendo aqueles questionários bobos do Facebook, gravar arquivo de voz no watts, ou autorizar o uber da sua localização, lembre-se que tem gente lucrando com o seu dado, e não é você. Vamos ficar atento e nos valer dos dados para barganhar melhores condições de pagamento, experiencias de consumo e respeito aos hábitos humanos.

Por: Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, especialista em Netnografia e Comportamento Digital –  Belicosa.com.br

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