Consumidor Fluido, quem é ele?


Com uma infinidade de plataformas que nos conectam instantaneamente, uma geração de consumidor ávido por ser reconhecidos exige que o mercado atenda às suas expectativas em tempo real e assim são chamados  de consumidor fluido.

Eu, você e até seu cachorro pode ser um consumidor fluido. Mas na pratica a definição é de pessoas que fazem compras com frequência pela internet e interagem com as marcas por meio de plataforma digital.

Mesmo que possam comprar em ambiente físico, vão utilizar o modo online para pesquisar sobre a marca, e assim vivenciar inovação no trabalho, em casa ou em qualquer lugar que tenha wi-fi.

O desejo implícito nesses consumidores ávidos por bens de consumo não duráveis está em ser conhecidos através de seus dados. E através do data que fazem ou não uma empresa se tornar relevante ao seu universo. Lembrando que, quanto mais personalizado for, mais vendas são impactadas.

Teo Correia, autor do livro “The Fluid Consumer, next generation growth and branding in digital age”, fala como este novo consumidor não tem um padrão linear de compra, e como isso afeta as empresas no anseio de engajar seus clientes.

A ideia é que não há mais barreiras entre ser um público alvo aqui ou na China, uma vez conectado nao há obstáculos para conquistar o mundo.

E essa facilidade afeta o comportamento de milhões de pessoas que, ao se identificarem como potenciais mercados, vão exigir cada vez mais que marcas e produtos satisfaçam suas expectativas em tempo real.

Muitas organizações acabam transferindo para seus empregados responsabilidades que antes nao lhe eram atribuídas. Pense nos comissários de bordo, antes tinham que entregam a refeição e orientar passageiros, hoje tem que tirar o pedido, passar o cartão e entregar a refeição.

Os obstáculos para empresas onipresentes são muitos, mas nada é impossível. Pense em como hoje o acesso a informação é gratuita, rápida e necessária para e gerar conhecimento, isso beneficiar a todos inclusive a quem desejar impactar seus clientes.

Falando em impacto, é bom as marcas pararem de torcer o nariz para o Facebook, pois a plataforma atende ha mais de 2 bilhões de usuários que gastam 45 minutos por dia nele. Que marca tradicional alcança esse grau de fidelidade?

A transformação digital através da melhoria da tecnologia prova que cada vez mais empresas que não estiverem acompanhando de perto seus clientes não vão sobreviver. E sim, eles, a cada desejo não atendido, vão compartilhar conteúdo e experiências de compra ruins pelas redes sociais.

O que antes acontecia num estabelecimento físico quando era mal atendido ganhou amplificadores potentes, que empodera o injustiçado com foro privilegiado, a quem quiser ouvir pela eternidade, já que, uma vez na internet, seu dado sempre estará lá.

Da mesma forma que há o lado ruim, a influência desse consumidor que sabe navegar em dois planos distintos sem grandes barreiras estimula a inovação em serviços, negócios disruptivos, e um mercado que tenta agradar seu cliente através da personalização levada ao extremo.

Nesses tempos da geração de fluid consumer não penso duas vezes em contratar pesquisas de mercado constantes para avaliar meu cliente de forma consolidada, e conseguir oferecer cada vez mais produtos e serviços que satisfaçam uma geração consumidores cada vez mais se expande.

Por: Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, com foco em Netnografia e Comportamento Digital – Belicosa.com.br

 

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