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A turma dos nativos digitais e altamente conectados é também a mais despreparada com relação à segurança de seus dados em ambiente online. É nesse contexto da era da informação que temos uma exorada de golpes, vírus e sequestros virtuais, com foco na geração Y.
Eitaaaaa! Está me dizendo que a geração que nasceu plugada a internet, e hoje tem de 18 a 34 anos, são as maiores vítimas de golpes na internet? Isso mesmo.
A pedido da Microsoft, a Ipsos, uma empresa de consultoria de inteligência de mercado, realizou uma pesquisa recente em 12 países com mais de 1000 pessoas, e constatou que 50% das vítimas de golpes aplicados na internet eram os chamados millennials, ou geração Y.

Como assim? Esta galera não deveria ser a mais atenta com seus dados, por se tratar de um ambiente comum a quem vive em modo wi-fi? Sim, porém, a pesquisa identificou que há uma falha de comunicação, e não de conexão.

Uma boa parte da população tem hoje entre 20 e 35 anos. Mas, o grupo entendido como “experientes digitais” em realidade sabem pouco de privacidade, segurança e proteção.
Os golpes na internet evoluíram. Não estamos mais falando de vírus que infectam seu computador num segundo. Hoje a sofisticação inclui arquivos que podem causar ataques epiléticos recebido pelas redes sociais.
As fraudes na web também recorrem a artimanhas malignas, como um hacker que bloqueia seu computaor e, em vez de pedir dinheiro para resgaste, deseja apenas que envie vírus para outros computadores para devolver seus dados.
A clonagem de dados também é algo que está em moda, quando falamos de segurança digital. Tenho certeza de que você conhece pelo menos uma pessoa que teve o cartão de crédito clonado.

A pesquisa da Ipsos colocou a geração dos descolados em xeque, e nos faz refletir se eles e nós estamos preparados para navegar na internet de forma segura. Além disso, há uma preocupação com as crianças e com os muitos jovens, que constantemente são alvos de golpes ainda maiores, como bullyng, estupros e sequestros, que passam do virtual para o real.

Ok! Mar calmo nunca fez marujo experiente. Mas a velha tática de checar as informações para ver se são reais, não dar clic em links ou anexos de e-mails estranhos, e não aceitar estranhos nas redes sociais, ainda se faz necessário, e principalmente a conversa com os mais jovens para saber se, de fato, é o Justin Bieber que o segue no Instagram ou somente uma conta falsa prestes a ser a porta de entrada para golpes na internet. Fique atento!
 
 
Por: Maria Augusta Ribeiro. Profissional da informação, especialista em Netnografia, escreve para o Belicosa.com.br.
 
 
 
 

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