Por: Maria Augusta Ribeiro.

Meninas brincam de boneca e meninos com carrinhos, certo? Errado! Hoje em dia os direitos dos cidadãos lhes assegura a possibilidade de experimentar o diferente, mas não permanece a mesma regra quando o assunto é assegurar os mesmos direitos e deveres no mercado de trabalho feminino.

meninas,#belicosa55A indústria dos brinquedos fabrica bolas de futebol cor de rosa, carrinhos de controle remoto da Barbie e jogos da frozen em versão para meninos. Isso significa que, apesar da falta de equiparação salarial entre gêneros, um novo olhar está sendo observado.

Novas regras de comportamento nas escolas e até em lares muito humildes têm valorizado a mulher que tem 2 empregos para ser arrimo de família e dar conta do recado.

mae-filhos,#belicosa55Filhos homens têm valorizado suas mães, alterado o comportamento machista para algo que sugere uma equiparação de gênero.

Lógico que esta igualdade não é observada em muitos lugares e o preconceito contra a mulher acontece do lar ao trabalho.

MULHER,#belicosa55Mulheres hoje podem tudo, desde ocupar cargos simples como varrer o chão, até ser astronautas. Então, porque a legislação brasileira acredita que é constitucional dar intervalo de descanso de 15 minutos antes da hora extra apenas para as mulheres, Segundo o artigo 384 da CLT?

Pasmem! Num momento onde o país vive recessão econômica, redução dos postos de trabalho e incertezas políticas, ser mulher não é uma boa alternativa de manutenção de emprego.

batalha-de-género-#belicosa55Imagine que se você tem 2 funcionários, 1 homem e 1 mulher. Ambos com a mesma função, salários idênticos e produtividade compatível; que para cumprir horas extras demandadas pela empresa, um voltará o trabalho e o outro descansará 15 minutos antes de cumprir sua jornada de trabalho, e se tivesse que dispensar um deles por corte de gastos, quem seria? Provavelmente a mulher, que produzirá menos com este artigo da CLT.

Em menos de 100 anos garantimos direitos como o voto, auxílio maternidade e acesso a educação. Isso nos permitiu chegar à presidência de multinacionais, mas ainda não é o bastante e precisamos começar valorizando a equiparação salarial e a igualdade de gênero pelas leis desatualizadas que aprovamos e mantemos.

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